Mortes por enfarte e AVC diminuem nos últimos anos

U.S. Pacific Fleet / Flickr

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A mortalidade prematura em Portugal por doenças do aparelho circulatório desceu 18% em quatro anos, tendo reduzido igualmente a mortalidade precoce por doenças cerebrovasculares, segundo um relatório hoje apresentado em Lisboa.

A mortalidade precoce é avaliada pelos “anos potenciais de vida perdidos” que corresponde ao número de anos que, teoricamente, uma população deixa de viver por morte prematura, antes dos 70 anos.

Segundo o relatório “Doenças Cérebro-Cardiovasculares em Números 2014”, entre 2008 e 2012 houve uma redução de 18,91% nos anos potenciais de vida perdidos por doença do aparelho circulatório.

No mesmo período, reduziu-se em 15,17% a mortalidade prematura por doenças cerebrovasculares, passando de 15.707 anos potencialmente perdidos em 2008 para 13.324 em 2012.

A doença isquémica do coração – como o enfarte agudo do miocárdio – surge com maior expressão nesta redução da morte prematura, com uma descida de 20,9% entre 2008 e 2012.

“A notável evolução verificada nos últimos cinco anos, traduzindo um manifesto atraso da ocorrência de eventos fatais para idades mais avançadas, assume uma maior expressão na doença isquémica do coração e no sexo feminino”, realça o relatório da Direcção-geral da Saúde (DGS).

Na lista das doenças com maior número de anos potenciais de vida perdidos, as doenças cerebrovasculares e as doenças isquémicas do coração ocupam os quinto e sexto lugares, numa tabela liderada pelas doenças atribuíveis ao álcool.

De acordo com o documento, a taxa de mortalidade por doença cardiovascular tem descido desde 2008, apresentando uma redução de 19% no intervalo de quatro anos analisado, uma diminuição semelhante à da taxa de mortalidade por doenças isquémicas do coração.

As taxas de mortalidade por enfarte agudo do miocárdio baixaram também 19,38% entre 2008 e 2012.

“Mantiveram-se todas as tendências já referenciadas anteriormente, com um decréscimo progressivo e notório das doenças do aparelho circulatório como causas de morte na população portuguesa, embora mantendo a sua posição de destaque”, refere o relatório.

A DGS indica ainda que, dentro das doenças do aparelho circulatório, a mortalidade por cerebrovasculares continua superior à das doenças isquémicas do coração, “uma proporção inversa da verificada na maioria dos países europeus e mesmo mediterrânicos”.

Esta realidade já tinha sido verificada no relatório do ano passado, com as razões para esta tendência a continuarem a não estar esclarecidas.

/Lusa

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