Moedas é a cara de uma megacoligação em Lisboa. PSD tenta fechar Santana em Sintra

ppdpsd / Flickr

Rui Rio e Carlos Moedas

Aliança, RIR, MPT e PPM também estão fechados. Carlos Moedas vai encabeçar a candidatura PSD/CDS à Câmara Municipal de Lisboa, uma megacoligação de centro-direita.

O Público avança que a participação do Aliança, do Reagir, Incluir e Reciclar (RIR), do Movimento Partido da Terra (MPT) e do Partido Popular Monárquico (PPM) já está fechada.

Há ainda conversações a decorrer com o Nós Cidadãos, o Partido Unido Reformados e Pensionistas (PURP) e com o Partido Democrático Republicado (PDR). O apoio do Iniciativa Liberal (IL) à candidatura de Moedas ainda está em aberto.



Com o apoio liberal, a megacoligação pode chegar aos dez partidos e será candidata a todos os órgãos autárquicos de Lisboa: câmara, assembleia municipal e juntas de freguesia. As discussões que se seguem, depois de os partidos estarem fechados, dizem respeito à constituição das listas.

Luís Newton, líder da concelhia do PSD-Lisboa, disse ao Público que “o PSD Lisboa vê com enorme entusiasmo a candidatura de Carlos Moedas e estão a ser criadas condições para um entendimento alargado em torno de um novo capítulo na governação da cidade”.

O PAN está de fora desta megacoligação por não ter mostrado interessa em participar e o Chega foi excluído do acordo-quadro autárquico entre o PSD e o CDS. Paulo Bento, líder do Aliança, confirmou ao diário que o partido será parte integrante da candidatura liderada por Carlos Moedas.

A incerteza – e a pressão – incidem agora sobre o Iniciativa Liberal, que tem um eleitorado urbano e que tem vindo a crescer nas últimas sondagens.

Santana Lopes em Sintra

Esta terça-feira, o Observador avançou que a direção do PSD não desistiu da candidatura de Pedro Santana Lopes à Câmara Municipal de Sintra, mas o processo ainda não está fechado.

A concelhia e a distrital do PSD/Lisboa reuniram-se nesta terça-feira, mas o diário refere que o antigo primeiro-ministro não está totalmente convencido. A preferência continua a recair sobre a Figueira da Foz, ainda que a direção do PSD tenha rejeitado essa hipótese.

As Câmaras de Viana do Castelo e Torres Vedras também foram apontadas como hipóteses, mas Sintra é a mais difícil de ganhar – e Santana não quer perder. A corrida é contra Basílio Horta e derrotar um presidente em funções não é fácil.

O antigo primeiro-ministro não tomou, por isso, qualquer decisão.

  Liliana Malainho, ZAP //

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