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Moda e cópia: análise aos recentes ciberataques em Portugal

Presidente da Oni percebe que esta “moda” pode criar preocupação mas não coloca Portugal num patamar diferente do de outros países.

Portugal está mais débil no que diz respeito à cibersegurança? As empresas e instituições portuguesas não estão tão protegidas como empresas de outros países? O presidente da Oni nega esses dois cenários.

Nuno Saraiva falou com os jornalistas e disse que esta sucessão de ataques informáticos em Portugal a marcas conhecidas – Impresa, Vodafone, Trust in News e Laboratórios Germano de Sousa, entre outras – é um “efeito de cópia” que se verificou ao longo das últimas semanas.

No entanto, apesar de Portugal estar na “moda”, não se tornou um país mais frágil neste contexto. Porque estas fases já surgiram noutros países: “Tendencialmente, um país, ou um sector, torna-se alvo da moda e acho que estamos a sofrer um pouco isso”.

“Se calhar, somos mais afectados agora, mas isso não quer dizer que não haja outros países a serem afectados neste momento”, sublinhou.

O responsável máximo pela empresa de telecomunicações para o sector empresarial lembrou que há “permanentes” ataques a empresas, que ficam condicionadas.

O que está a acontecer é que tantos casos mediáticos, em poucos dias, levam a que os portugueses sintam “de uma forma mais forte” que as entidades portuguesas estão a ser atacadas.

Nuno Saraiva tentou tranquilizar os seus compatriotas, ao dizer que Portugal tem uma das melhores tecnologias de defesa. E as empresas têm investido, assegurou.

Mesmo assim, pode haver melhorias: “Estes ataques recentes lançam o alerta: devemos realizar investimentos adicionais, porque é uma luta que nunca acaba. Assim que se faz algo, os hackers vão tentar contornar essa defesa adicional. É um trabalho contínuo”.

Reacção em Bruxelas

Entretanto já surgiu uma reacção da Comissão Europeia, que condena “veementemente” estes ataques informáticos, que classifica como “inaceitáveis”.

Fonte oficial da Comissão Europeia acrescentou, à agência Lusa, que tem acompanhado a situação, com a Rede de Equipas de Resposta a Incidentes de Segurança Informática.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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