/

Ministério Público investiga abuso sexual entre atletas no Jamor

2

Centro Desportivo Nacional do Jamor

Residência do Centro de Treinos de Alto Rendimento do Jamor.

Residência do Centro de Treinos de Alto Rendimento do Jamor.

O Ministério Público está a investigar um eventual caso de abuso sexual e de bullying a um jovem atleta do Centro de Alto Rendimento do Jamor. Um caso divulgado quando surge também, a notícia de outra atleta que terá sido chantageada com um vídeo de sexo.

Um rapaz de 15 anos, a residir no Centro de Treinos de Alto Rendimento do Jamor, diz-se vítima de agressões sexuais e físicas. O jovem tenista alega ter sido agredido por outros atletas também residentes no Centro, segundo reporta o Jornal de Notícias.

As agressões terão ocorrido no interior da residência do Jamor e a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção de Crianças e Jovens (CNPDPCJ) e a Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) estão a investigar a situação, nomeadamente para apurar “a eventual existência de mais casos”, reforça o JN.

Entretanto, o Correio da Manhã noticia o caso de uma jogadora de basquetebol que terá sido chantageada com um vídeo em que surgiria a fazer sexo com tenistas no mesmo quarto da residência onde terão sido cometidos os abusos contra o rapaz de 15 anos.

Três dos alegados agressores já deixaram o Jamor

O JN falou com o pai da vítima de abuso sexual que diz que fez as denúncias a 2 de Julho de 2016 junto da CNPDPCJ que encaminhou o caso para o Ministério Público e para a IGEC.

O jovem tenista estava alojado no Centro de Alto Rendimento (CAR) desde Novembro de 2015 e terá sido abusado durante a noite.

“Estando o meu filho a dormir, atletas do CAR, ao chegarem da escola e aproveitando o seu sono pesado, introduziram os órgãos genitais na sua boca“, relata o pai ao JN.

Ele conta ainda, que colocaram “uma cobra no quarto” do filho e que “um dia, ao recusar sair à noite”, lhe “bateram”.

Também refere que um atleta assistiu a tudo e que reportou a situação à “psicóloga do centro”, “algo que foi logo abafado”, conclui.

A TVI avança, entretanto, que os agressores serão quatro antigos colegas do menor no CAR, três dos quais já terão deixado o Jamor por “comportamentos cívicos desadequados”, mas que não terão qualquer relação com o caso dos alegados abusos sexuais.

A vítima deixou o Centro na sequência dos incidentes.

COP garante que o caso foi “superado”

O director de comunicação do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Jorge Orlando Queirós, refere ao JN que “não existe nenhum caso relacionado com alegado abuso sexual cometido entre jovens residentes no CAR do Jamor” e que “não houve nenhuma queixa apresentada ao IPDJ ou ao responsável” do Centro.

Todavia, Jorge Orlando Queirós assume que houve “uma queixa efectuada pelo pai de um atleta” junto da CNPDPCJ, “relacionada com comportamentos cívicos desadequados protagonizados por jovens atletas residentes”.

Comentando a situação, o recém-eleito presidente do Comité Olímpico Português (COP), José Manuel Constantino, refere à Lusa que teve conhecimento do caso de abuso sexual “há cerca de três semanas”, mas que a mesma informação relatava que “a situação tinha sido superada”.

“É uma situação que me preocupa a mim, aos atletas, aos pais dos atletas, às federações e importa que rapidamente se consiga esclarecer a situação”, diz ainda Constantino, que foi reeleito para um segundo mandato à frente do COP com 144 votos favoráveis (mais um branco e um nulo) num universo de 180 votos.

  ZAP // Lusa

2 Comments

  1. «Comportamentos cívicos desadequados» — essa é boa. Será que agora o politicamente correcto também já transitou para a nomenclatura criminal? Antigamente dizia-se violação, abuso sexual, importunação sexual, atentado ao pudor, etc. Quanto a esses psicopatas com tendências homossexuais (que se devem achar uns machões) deviam era levar uma porrada bem pesada da justiça, antes que voltem a repeti-la.

  2. Pelos vistos já ninguém pode confiar um filho ou filha a qualquer órgão de “ensino” as notícias sobre abusos sexuais são quase diárias venham de escolas, instituições estatais ou religiosas, com tanta libertinagem de leis sobre sexo a coisa parece estar a surtir efeito.

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.