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Marcelo promete apoio à TAP enquanto cumprir missões nacionais

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Mário Cruz / Lusa

“Aquilo que explica porque é que os portugueses na grande maioria aceitam contribuir financeira para a TAP é porque acreditam que ela de quando em vez tem missões nacionais como esta”, disse Marcelo.

O Presidente da República agradeceu na sexta-feira à noite a iniciativa da TAP de assinalar os cem anos da travessia aérea do Atlântico Sul e prometeu apoiar a empresa enquanto cumprir missões nacionais.

Marcelo Rebelo de Sousa falava numa cerimónia no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, antes de embarcar num voo especial da TAP de Lisboa para o Rio de Janeiro para celebrar a travessia aérea do Atlântico Sul feita há cem anos por Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

“A TAP está a cumprir uma missão nacional com este voo. Isso é bom”, declarou o chefe de Estado, referindo que o general Humberto Delgado “criou a aviação militar e civil em Portugal, criou a ideia deste aeroporto e criou a TAP como companhia, por uma missão nacional”.

O Presidente da República disse que “o tempo mudou, as companhia de aviação hoje estão em concorrência umas com as outras”, mas defendeu que a TAP “tem a obrigação de ter uma memória nacional, de cumprir o interesse nacional, que as outras não têm”.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “aquilo que explica porque é que os portugueses na grande maioria aceitam contribuir financeiramente para a TAP é porque acreditam que ela de quando em vez tem missões nacionais como esta”.

“Desta vez, como noutras, desta vez a TAP cumprir uma missão nacional, e enquanto cumprir estas missões nacionais eu arranjo maneira de explicar aos portugueses que realmente têm de ir contribuindo para a TAP para que ela se mantenha uma empresa forte, com qualidade”, prometeu.

O chefe de Estado apontou como “muito importante” o papel da TAP “nas ligações, por exemplo, ao Brasil”. “Uma das missões nacionais da TAP é ligar Portugal às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo”, reforçou. Seguem também neste voo especial, que partiu pouco depois da meia-noite, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, e o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco André.

A visita de Marcelo Rebelo de Sousa ao Brasil está, no entanto, marcada pela polémica. Poucos minutos antes do embarque do chefe de Estado português, Jair Bolsonaro anunciou que não tinha intensões de receber o seu homólogo em Brasília, uma decisão que terá sido motivada pela notícia de que o presidente português se iria reunir com Lula da Silva, antigo presidente do Brasil e provável adversário de Bolsonário nas eleições presidenciais brasileiras de outubro.

  // Lusa

1 Comment

  1. Quem lhes disse que “a grande maioria” aceita a TAP?
    Provavelmente estão enganados!
    Alguém aguenta uma empresa eternamente a dar prejuízo?
    E, se algum dia vier a dar lucro, quanto tempo é que os portugueses vão penar para verem reembolsado o seu esforço na manutenção desta coisa?
    Acabem lá com isso porque há empresas (companhias) privadas que representam muito melhor o nosso país.

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