Ao som das janeiras, Marcelo fez apelo ao “espírito de família”

António Pedro Santos / Lusa

No dia em que ouviu cantar as Janeiras, Marcelo disse que é necessário “nunca ultrapassar o patamar que afasta a violência, agressividade excessiva, provocações no sentido de radicalizar o que depois empobrece o espírito de família”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assistiu este domingo às tradicionais Janeiras no Palácio de Belém, pela Sociedade Musical de Vouzela, e fez um apelo ao “espírito de família”, à tolerância para que se evite a violência e a radicalização.

Em Dia de Reis, e depois de ouvir uma mistura de Janeiras tradicionais e um miniconcerto de Ano Novo, que incluiu “Ave Maria”, de Gounod, ou “Pompa e Circunstância”, de Elgar, na sala das Bicas, Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu e quis deixar “quatro palavras”.

As Janeiras, afirmou, “traduzem o espírito desta época”, mas que deve “transitar para as outras épocas ao longo ao ano”, em que se deve respeitar a riqueza de quem pensa “de maneira diferente”. “Seria insuportável de viver numa sociedade que fosse toda igual, igual nas ideias, nos projetos, nas ambições das pessoas, nas carreiras, nos sonhos”, afirmou.

Para Marcelo, é preciso “saber conjugar as ideias”, que são diversas, mas deve também existir “um respeito recíproco, uma aceitação do pensamento dos outros”. É preciso “saber não ultrapassar nunca um limite, um patamar que afaste a violência, a agressividade excessiva, que afaste as tentações ou provocações no sentido de radicalizar o que depois empobrece o espírito de família”.

O chefe do Estado convidou a Sociedade Musical Vouzelense a cantar as Janeiras em Belém, depois de ter visto os músicos, na sua maioria jovens, nas férias de verão de 2018, quando visitou zonas do país afetadas pelos grandes incêndios do ano anterior.

Nos cerca de sete minutos que falou, Marcelo elogiou as Janeiras, aliando História e tradição, valores que devem “ser preservados”, dizendo depois que as interpretações feitas pela banda, fundada originalmente em 1880, serem uma “mistura de Janeiras e concerto de Ano Novo”, pelo reportório escolhido de música clássica.

Depois, recordou 2017 e os “tempos difíceis” que as populações atravessaram durante os grande incêndios, “uma grande tragédia nacional”, e que o levou a fazer férias na região centro do país, em 2018, como forma de “convidar” os portugueses a visitarem a zona.

E sublinhou “como foi importante trazer Vouzela aqui”, ao Palácio de Belém, como forma de “testemunhar a solidariedade” aos músicos, mas também aos autarcas, presidente da câmara e da assembleia municipal, presentes na Sala das Bicas.

No final, houve uma fotografia de grupo e também não faltaram as selfies, várias, tiradas pelo próprio Marcelo com os músicos da banda musical e crianças do coro, que fizeram a sua estreia no Palácio de Belém.

ZAP // Lusa

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