Jornalista maltesa arrasou a francesinha (e ninguém quer saber)

Taverna de Portugal / Facebook

Francesinha ou “combinação mortal”? Uma reportagem sobre o Porto num jornal internacional arrasou aquele que é o prato mais famoso do norte de Portugal. 

A partir deste mês, a Ryanair vai operar voos diretos entre Malta e o Porto. Esta novidade foi o mote que incentivou a jornalista , do The Times of Malta, a viajar até ao norte de Portugal, de modo a obter material suficiente para escrever uma reportagem que aliciasse os malteses a descobrir os encantos que o Porto esconde em cada esquina.

Desta viagem, nasceu a reportagem “Time to drink port in Porto”, publicada naquele que é o jornal mais antigo e vendido do país, na qual a jornalista descreve ao pormenor como é ser-se um turista na Invicta.

Rachel rendeu-se à Ponte D. Luís I, que, à chegada, lhe tirou o fôlego. “As luzes brilham ao longo do rio Douro e a encantadora ponte de ferro molda um cenário verdadeiramente magnífico no coração da cidade”, escreveu.

Os elogios estenderam-se até à “decoração grandiosa” do Majestic Café, passaram pelo “peixe fresco dos inúmeros restaurantes na margem do Douro“, enalteceram os “fantásticos” pastéis de Chaves e deram ainda mais cor à “vivacidade” do Mercado do Bolhão.

Mas, como nem o Douro é um mar de rosas, a jornalista criticou aquele que é o prato mais famoso do Norte na sua crónica de viagens e arrasou a francesinha.

“A francesinha é uma sandes com pão, presunto, linguiça, salsicha e bife, cobertos de queijo derretido e molho de cerveja e tomate”, explicou, dizendo na frase seguinte que esta é uma verdadeira “combinação mortal” que “chega a ser servida até com batatas fritas”.

A jornalista não especificou o restaurante onde comeu a francesinha. Disse apenas que foi junto à Ponte D. Luís I, em Vila Nova de Gaia, e que à porta do restaurante havia a placa “A melhor francesinha de Portugal”. Rachel decidiu experimentar, mas confessa ter ficado desiludida.

“Porque nunca tínhamos experimentado, tivemos que parar e provar. Dividi uma e senti-me indisposta. Não era assim tão saborosa e fiquei surpreendida por se tratar de um prato tão popular”, refere, frisando que o Porto “funciona muito em redor da comida”.

Apesar das críticas da jornalista , milhares de portuenses (e não só) continuam a saborear as suas deliciosas francesinhas. E se os malteses apreciam as suas praias paradisíacas de água quente, os portugueses vão continuar a preferir uma bela “combinação mortal” à hora da refeição.

ZAP //

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43 COMENTÁRIOS

  1. Não se pode agradar a todos… também não há portugueses que não gostam de bacalhau ? No entanto é algo que faz parte da nossa culinária. Talvez tenha comido num local em que não a sabem fazer, a francesinha só a come quem não tiver de dieta ou com a manía da linha…

  2. Sim. Mas os grandes cozinheiros mundiais já a destacaram. E esses percebem um pouco mais de paladar do que esta prezada senhora e o que o “sou eu”

  3. Tinha presunto e não tinha fiambre? Ou a francezinha saiu fora dos moldes, ou a jornalista não percebe muito de culinária.

  4. Ui ui ui, estamos lixados, vamos deixar de vender francesinhas aos malteses. Quantos são? 2000? E outra coisa, nem sabia que havia jornalistas em Malta, mas uma coisa dou-lhe razão, quem foi o anormal que decidiu colocar batata frita na francesinha, carago? Conclusão, só come quem quer e quem gosta.

  5. Que praias ? O jornalista devia retribuir a viagem e ir a Malta que tem uma praia suja de areia vermelha e calhaus e pouco mais. Se está a falar da ilha de Gozo deveria mencionar isso mesmo.

    Santa i…..

    E quanto á francesinha até compreendo a maltesa ainda que lá na ilha dela nem o peixe se aproveite e a gastronomia se gabe de uns coelhitos marinados em ervas estranhas.

    • Essa ideia, errada, de que dimensões estéticas e paladares não se discutem é ilustrativa de um provincianismo do século passado. O design e o paladar discutem-se. E sabe-se o que é bom e mau. Depois se se gosta ou não pode ser outra história. O gosto educa-se.

      • Uma resposta assim bem montada, com laços e corações, tem aspeto dogmático, mas na realidade a substância é pouca. O gosto vive no cérebro e resulta das nossas experiências e estímulos. Educar o cérebro para alterar os seus padrões e em resultado modificar gostos é com certeza possível, mas isso é feito porquê? Quem decide o que vamos educar? O que é um gosto bom ou mau?
        Eu gosto de francesinha. Sempre gostei dos ingredientes que contém e o sabor principal que está no molho agrada-me. Com certeza não nasci a gostar de francesinha, mas através das minhas experiências culinárias foi algo que acabei por gostar. A senhora maltesa teve experiências diferentes e não gosta do prato, tudo bem. Agora, vir alguém dizer que eu estou errado ou que a senhora está errada?
        “É errado gostar de francesinha e vou educá-lo para deixar de a apreciar” – diria vossemecê. Pelo amor de deus!

        • O gosto educa-se. E de facto em todas as artes há coisas manifestamente boas e coisas manifestamente más. E não depende do gosto de cada um. Depende da bagagem que cada um tem.

  6. Eu sou um apreciador de francesinhas, mas confesso que a primeira que comi uma no Porto, carago, detestei, só consegui comer metade, e não compreendia como era um prato tão apreciado…
    No entanto, passado uns meses, decidi comer novamente uma francesinha e adorei… Fiquei fã até agora.

  7. A jornalista deve ser uma besta. Nunca se deve dar uma opinião tendo comido uma só vez. Eu adoro francesinha, venha uma ou duas. mas é preciso saber onde se come, já me aconteceu ene vez ter comido e nao ter ficado satisfeito, embora me tivessem dito que o sitio tinha das melhores do Porto, voltei 2ª vez e nunca mais lá volto. Portanto gostos há muitos, Agora há dois ou tres sitios que nao perco. ai nao perco, nao. HUM, ja ía uma ou duas.

  8. É simples, não sou do porto e também não gosto de francesinhas, mas este facto não me dá o direito de opinar sobre uma iguaria de uma determinada região do pais, da Europa ou de outra parte do mundo independentemente do sitio do globo, entenda-se que se trata de uma área que só os entendidos devem opinar e ponto (chefes de culinária), esta senhora com este seu gesto demonstrou ser fraca jornalista, quis ir alem das suas competências, competências essas que devem ter sido comensuráveis no postal do Grande Porto esse sim foi o fim a que ela se propôs vir a Portugal ao grande Porto reportar os sítios a aproveitar nas deslocações dos seus conterrâneos. em Portugal qualquer pessoa é rei ou rainha na arte de mal dizer que foi o caso desta senhora.

  9. Pessoalmente , mas quem sou eu, acho um prato detestavel, eu e a minha mulher ja fizemos cinco tentativas em cinco lugares diferentes e em alturas diferentes e acompanhados de dfamiliares que vivem no Porto e francamente não troco por 1/2 bifana de Vendas novas ou uma super Tosta Mista no Bistrî EN 125 a entrada de Vilamoura.

  10. Deus nosso senhor também nao agradou a todos.
    Amanha vou vomer uma francesinha e lembrar me que uma dita jornalista maltesa nao gostou.

  11. Eu sou do Sul, trabalhei na zona do Porto e a primeira vez que comi uma francesinha também achei pouco apetitoso, no entanto à segunda ja gostei mais e assim sucessivamente, agora sempre que vou para aqueles lados como uma, é claro que nao se pode comer todos os dias, mas apenas de vez a vez, é uma bomba calórica cheia de colesterol. A jornalista à segunda vez vai gostar mais se bem regada com uma cervejinha bem gelada.

  12. Depois de ler o artigo original escrito pela jornalista, parece-me que todos estão a ser enganados pelas próprias notícias veiculadas pelos… jornalistas portugueses. No original, muito embora a autora não tenha exactamente gostado da francesinha provada a meias no restaurante junto ao Douro, antes de regressar, experimentou outra francesinha, de que realmente gostou.

    Por isso, não parece ter havido da parte da jornalista de Malta qualquer desentendimento. Criticou o que achou de criticar e deu nota positiva do que apreciou, incluindo… a famosa francesinha.

  13. Em Portugal nao se pode ter opiniao temos que comer e calar, fui ao facebook e nao é como a imprensa diz dela enfim voces senao nascessem com cabeça sao inventados com ignorância.

  14. Verdade seja dita. Temos pratos maravilhosos, mas a francesinha não tem jeito nenhum. Pão de forma com linguiça, carne, queijo derretido e molho? Não passa de uma sandes cheia de molho. Também não entendo o porquê de tanto alarido por causa de uma sandes. Concordo com ela, vamos dar valor aos pratos maravilhosos que temos e deixar de dar tanta importância a uma sandes!

  15. A francesinha é uma IMPORTAÇÂO e o PORTO tem muitas melhores comidas,…. DOBRADA por exemplo, arrasa a francesinha importada,……… e existem muitos mais pratos,……

  16. Na verdade é só uma sandes, com batata frita e molho, no Porto ou noutro sítio qualquer come-se melhor, estou de acordo, não matem a mulher.

  17. Já analisaram os nutrientes dessas francesinhas? Mesmo que bem confeccionada, e saborosa, não deixa de ser uma aberração alimentar. Nem tudo o que é gostoso é bom alimento. Ha alimentos bem melhores e mais baratos.

  18. Uiiiii….. a mulher mexeu na Francesinha 🙂

    Sou do Porto, nascido e criado. Vivo no Porto. ADORO Francesinha!! O que quer dizer que há alturas do ano em que como pelo menos uma Francesinha por semana (pode ser mais….).

    Quanto à Jornalista: A senhora deu a opinião dela. Só!

    Insultar a gastronomia de Malta não faz com que ela mude de opinião e vamos estar a insultar a cultura (culinária neste caso) de milhões de cidadãos de Malta que não têm culpa nenhuma. Tenham lá calma 🙂

    Come quem gosta. Ela não gosta, come outra coisa qualquer…. olha: Cachorros no Gazela! Hmmmmmm…… já ía 🙂

  19. Caro Zap,
    permitam-me dizer que vocês são uns falaciosos. A troco de obter mais “page views” através de leitores ávidos de comentar e criticar a jornalista de quem, diga-se de passagem, vocês denegriram a imagem, usam um título faccioso.
    A senhora, para quem quiser ler o artigo original (o comentador João Leite foi um deles), falou muito bem da típica francesinha. Apenas criticou negativamente a primeira francesinha que comeu e, nem de perto nem de longe, “arrasou” o prato; foi aliás bastante elogiosa da segunda que comeu.
    Isto para dizer que, a cada notícia que leio por aqui com recurso a este tipo de truques e artimanhas, me deixa mais perto de bloquear as publicidades que vos fornecem recursos financeiros.

    Saudações cordiais.

    • Caro Filipe Silva,
      Obrigado pelo seu reparo. Permita-nos que discordemos dele.
      A jornalista maltesa escreveu literalmente que a composição da francesinha “é uma combinação mortal”, que experimentou uma e se sentiu “ligeiramente doente”, e que o melhor que o caminho de regresso teve, a subir, é que ao menos conseguiu finalmente “livrar as suas ancas da francesinha”.
      A jornalista arrasou a francesinha. Não criticou negativamente.
      Depois disso, no fim do artigo, quase a título de nota de rodapé, conta que comeu uma segunda francesinha, e que poderia ir embora “feliz por ter tido a verdadeira experiência”. Ao contrário da descrição gráfica que faz da má experiência com a primeira francesinha, a referência “bastante elogiosa” que faz à segunda resume-se mesmo a dizer que estava “feliz por ter tido a verdadeira experiência”.
      Não temos nada contra a senhora (aparentemente, até encaminhámos para o texto dela uns quantos pageviews extra). Tem todo o direito de odiar a francesinha, e tem todo o direito de arrasar falaciosamente a francesinha.
      E nós temos todo o direito de reportar que ela o fez.
      Portanto, discordamos do seu comentário. Teremos todo o gosto de o discutir de forma mais profunda, um dia destes, no Café Santiago.
      Saudações cordiais.

      • “A jornalista maltesa escreveu literalmente que a composição da francesinha “é uma combinação mortal”, que experimentou uma e se sentiu “ligeiramente doente”

        Isso acontece-me com frequência quando experimento jack daniels, jim beam e cardhu.
        Quando experimento uma garrafa também partilho a opinião que aquilo pode ser mortal e ao outro dia estou seguramente doente o dia todo.

  20. Há uma uma jornalista, como muitas outras pessoas em Portugal e no mundo, que não gosta de francesinha. Eu também acho nojento as tripas à moda do porto e então? Não é preciso fazer um tratado porque há alguém que não gosta. Há gostos para tudo.

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