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De guerreiros a anciões. Grupo étnico no Quénia faz cerimónia única de “transformação”

Milhares de homens Maasai vestidos com xales vermelhos e roxos e com as suas cabeças revestidas de ocre vermelho reuniram-se esta semana para uma cerimónia que os transforma de Moran (guerreiros) em Mzee (anciãos).

De acordo com a CNN, cerca de 15 mil homens de todo o Quénia e da vizinha Tanzânia reuniram-se em Maparasha Hills, no condado de Kajiado, a 128 quilómetros de Nairóbi, para festejar com cerca de três mil touros e 30 mil cabras e ovelhas.

A cerimónia é realizada uma vez a cada 10 anos no local, que é cercado por morros e salpicado de acácias.

Esta quarta-feira, os homens assaram a carne em leitos de carvão de acácias, segurando cajados e espadas. “Eu costumava ser um moran, mas depois desta cerimónia, agora sou um Mzee (ancião)”, disse, em declarações à agência Reuters Stephen Seriamu Sarbabi, comerciante de gado de 34 anos. “Agora vou ter muitas responsabilidades na comunidade. Vou presidir algumas reuniões diferentes, vou ser consultado”.

A chegada da pandemia de covid-19 em março forçou o adiamento da cerimónia, que deveria ter ocorrido no início do ano.

“O meu papel aqui nesta cerimónia é vir e abençoar os meus meninos para que se formem para outro estágio de serem wazees (anciãos) e dar-lhes os seus privilégios“, disse Moses Lepunyo ole Purkei, voluntário de saúde comunitário e ancião.

Durante a cerimónia, os homens foram acompanhados pelas suas esposas, que também usavam xales e contas coloridas em volta do pescoço e cantavam a louvar e a encorajar o novo grupo de anciãos.

De acordo com as estatísticas do Governo do Quénia, há cerca de 1,2 milhões de Maasai a viver no país.

  ZAP //

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