Liga dos Campeões: o plano “suicida” de Lopetegui não resultou

Sevilha parecia o favorito no seu grupo mas ficou no terceiro lugar. Derrota na Áustria colocou Julen Lopetegui na Liga Europa.

Chegou ao fim o grupo dos “ataques cardíacos” na Liga dos Campeões. Pode ser uma expressão exagerada mas não é frequente chegarmos à última jornada com um grupo com tudo para decidir. Aconteceu em 2021, no Grupo G.

Antes desta última ronda, o Lille estava na frente com oito pontos. Mas o Salzburgo tinha sete pontos, o Sevilha seis e o Wolfsburgo cinco pontos. Portanto, qualquer equipa podia continuar na Liga dos Campeões e qualquer equipa poderia ficar fora dos oitavos-de-final. E também faltava definir quem seguiria para a Liga Europa.

Quando o sorteio definiu que o Sevilha iria ficar no grupo do Lille, Wolfsburgo e Salzburgo, e apesar de defrontar o campeão francês, a opinião geral apontava os espanhóis como os favoritos para o primeiro lugar. Mas o Sevilha ficou no terceiro posto.

Os homens de Julen Lopetegui começaram a Liga dos Campeões sempre a empatar. Três empates nas três primeiras jornadas complicaram as suas contas. E quando, na quarta jornada, perderam em casa contra o Lille, ainda pior.

Mas num grupo com quatro empates em seis jogos no total (na primeira volta), ainda houve esperança quando os espanhóis derrotaram o Wolfsburgo. A primeira (e única) vitória na Liga dos Campeões.

Nova vitória na última jornada, na Áustria, daria o apuramento. No entanto, o Salzburgo ganhou por 1-0, na noite passada. E o Sevilha está fora dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Foi uma “auto-exclusão, sem desculpas, quase sem orgulho“, aponta o jornal Marca.

Com Fernando entre os titulares e com Óliver Torres a entrar a meio da segunda parte, Noah Okafor marcou logo depois do intervalo e Joan Jordán foi expulso aos 63 minutos. E o Sevilha – sem Acuña – ficou sem reacção.

Julen Lopetegui ainda tentou. Colocou Munir no 11 inicial, uma surpresa para tentar desorientar os austríacos; Munir ainda esteve quase a marcar antes do 1-0, mas não resultou. Mudou as posições de Lucas Ocampos e de Papu Gómez, mas não resultou.

Depois do golo do Salzburgo, o ex-treinador do FC Porto tirou do relvado o defesa Ludwig Augustinsson e colocou no seu lugar o ponta-de-lança Rafa Mir. Ainda faltavam 40 minutos para o fim do jogo. Um “plano quase suicida” que também não resultou.

E ainda teve a “pontaria” de ver Joan Jordán ser expulso, quando Lopetegui já estava a planear substituir…Joan Jordán.

Quatro minutos após a expulsão, três substituições ao mesmo tempo, incluindo a entrada de Óliver Torres; não resultaram.

O resultado foi mesmo 1-0 e o Salzburgo continuou no segundo lugar e o Sevilha continuou no terceiro lugar. Vai para a Liga Europa, que já conquistou seis vezes desde 2006 (incluindo quando tinha a designação Taça UEFA).

  Nuno Teixeira, ZAP //

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