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Lenda do boxe Manny Pacquiao pode ser o próximo Presidente das Filipinas (mas nem todos estão contentes)

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A lenda do boxe filipino Manny Pacquiao, com 41 anos, é único campeão mundial em oito divisões, político, cantor, empresário e jogador de basquetebol. Agora, pode ser também o próximo Presidente das Filipinas.

A possibilidade de “PacMan” disputar o cargo de Presidente das Filipinas já tinha sido mencionada anteriamente, principalmente depois de lutas de boxe de alto nível contra famosos como Timothy Bradley e Keith Thurman.

Agora, segundo o Vice, a especulação atingiu novos níveis após ter sido escolhido como chefe do partido político do Presidente Rodrigo Duterte na quarta-feira passada, um sinal que especialistas disseram ser um movimento de posicionamento antes das eleições presidenciais de 2022.

Pacquiao prestou juramento numa cerimónia perante os membros do PDP-Laban, que foi fundamental para a vitória presidencial esmagadora de Duterte em 2016.

Duterte permanecerá como Presidente do partido, mas não poderá concorrer novamente em 2022 devido às regras constitucionais. Duterte já tinha dito a Pacquiao que deseja que ele se venha a tornar Presidente do país.

Bob Arum, o ex-promotor de Pacquiao, disse, em junho, que Pacquiao lhe disse que concorreria a um cargo nas próximas eleições. “Fiz um telefonema por Zoom com ele e ele disse: ‘Bob, vou concorrer em 2022 e, quando ganhar, quero-te a ti na minha posse’”, disse Arum, relembrando a conversa.

Cristão devoto num país onde a igreja continua a ser influente, Pacquiao respondeu a perguntas sobre uma candidatura presidencial, dizendo que seria “a vontade de Deus”.

Em 2016, Pacquiao foi eleito para o Senado com 16 milhões de votos.

Pacquiao rapidamente ganhou destaque no Twitter um dia após a sua nomeação como presidente do PDP-Laban, com alguns filipinos a mostrarem-se horrorizados com a ideia de a lenda do boxe se tornar Presidente.

Pacquiao não tem histórico de liderança e apoiou a sangrenta guerra contra as drogas de Duterte. O atleta também se opôs a qualquer legislação que favoreça a comunidade LGBT e disse que os gays são “piores do que os animais”.

Alguns filipinos estão a pedir educação e registo massivos de eleitores para evitar a presidência de Pacquiao.

As Filipinas são loucas por boxe e Pacquiao teria riqueza, aliados políticos e a máquina de campanha magistral de Duterte para ajudá-lo se decidisse concorrer.

Em 2019, a Forbes citou Pacquiao como um dos 10 atletas mais ricos do mundo, depois de ganhar 435 milhões de dólares entre 2010 e 2019.

Pacquiao veio de uma família pobre da província de Saranggani, no sul do país. O seu apelo às massas é esmagador, pois ativamente doa uma parte do seu prémio em dinheiro aos pobres.

Para milhões, é um herói cujas lutas de boxe na televisão fazem a nação inteira paralisar. Porém, ainda não conseguiu o mesmo nível de vitórias no ringue político e resta saber se conseguirá uma vitória presidencial.

  ZAP //

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