José Eduardo dos Santos entre a vida e a morte

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Ricardo Stuckert / ABr

O ex-presidente de Angola, José Eduardo dos Santos

O antigo presidente angolano José Eduardo dos Santos encontra-se desde quinta-feira sob cuidados intensivos no Centro Médico Tekon, Barcelona, encontrando-se em perigo de vida.

Segundo apurou o jornal Expresso, José Eduardo dos Santos terá caído na casa de banho da residência onde vive desde Abril de 2019, e neste momento encontra-se em coma induzido.

Informações recolhidas pela Lusa junta de uma fonte próxima de Eduardo dos Santos indicam que o antigo Presidente angolano se encontra nos cuidados intensivos, estando sedado, em estado estável e acompanhado por alguns dos filhos.

O estado clínico do ex-presidente angolano era já delicado, depois de em Dezembro de 2020 ter contraído covid-19 no Dubai, quando viajou para apoiar a filha, Isabel dos Santos, após o falecimento do genro, Sindika Dokolo.

O seu estado de saúde voltou a inspirar cuidados após o regresso a Luanda, em Setembro do ano passado — pela primeira vez desde que abandonou o poder.

“Por razões de segurança”, o ex-presidente angolano recusou sempre ser diagnosticado pelos médicos do país, e deu instruções ao médico particular para que não revelasse que problema de saúde o afetava.

Já em 2017, o estado de saúde de José Eduardo dos Santos gerava incertezas e preocupação, tendo até surgido rumores de que teria morrido.

Na altura, o então presidente angolano viajou “de emergência” para Barcelona, para receber tratamento médico.

José Eduardo dos Santos saiu da Presidência angolana em 2018, 38 anos depois de a ter assumido, após a morte, em setembro de 1979, do primeiro chefe de Estado de Angola, Agostinho Neto.

Foi então substituído no cargo pelo candidato do MPLA que venceu as eleições presidenciais desse ano, João Lourenço.

A chegada ao poder de João Lourenço ficou marcada por um conjunto de demissões e exonerações que os analistas e os investidores internacionais leram como um distanciamento face ao passado e um ataque direto à estrutura de poder que foi montada ao longo de décadas pelo seu antecessor.

Entre outras saídas mediáticas, João Lourenço demitiu a filha do antigo Presidente, Isabel dos Santos, da presidência da Sonangol e afastou o filho, José Filomeno dos Santos, da direção do Fundo Soberano de Angola, que acabou por ser preso e foi julgado por uma transferência indevida de 500 milhões de dólares.

A família dos Santos queixa-se de perseguição política e tem criticado a falta de resultados, do ponto de vista da economia, das reformas lançadas por João Lourenço desde que chegou ao poder, há mais de dois anos, com o país a manter-se em recessão económica desde então.

O ex-presidente angolano encerrou a carreira política em 2018, tendo então entregado o poder no MPLA ao atual chefe de Estado.

  ZAP //

14 Comments

    • Tens muita piada. O Dr.SALAZAR, era um ditador execrável e o diabo a quatro. Este porque é comuna já só um ladrão.
      Enfim, assim se apanham os iluminados deste país.

      • Ó ceguinho e inepto, este foi apenas parecido com Salazar. Este viveu e morre rico e deixa os filhos riquíssimos com os milhares de milhões roubados ao povo angolano que morre de fome enquanto os recursos do país como petróleo, diamantes etc., eram distribuídos pela família Santos e generais enquanto, que Salazar – apesar de não gostar dele – viveu e morreu pobre.

  1. Ainda não morreu? Anda de clínica em clínica cada uma a mais cara, com o dinheiro roubados aos angolanos e ainda anda por cá a dever anos à cova.

    • Espero é que morra depressa, de preferência com apenas 1% do sofrimento que causou ao seu povo. É que se for a 100% quando esta mensagem for publicada o gajo já bateu as botas

  2. Tens toda a razão, mas a nossa classe política e comunicação social em geral , tem dois pesos e duas medidas . Quando se referem ao DR. SALAZAR usam sempre a palavra ditador.
    Já este tipo, alvo da noticia , que para além de ditador muito pior que o próprio Salazar , foi um grandessíssimo ladrão, que usou o cargo para enriquecer à custa do povo, já é só o ex presidente de Angola.

  3. Só não percebo porque não foi para a Rússia tratar-se, onde seria certamente bem acolhido… à semelhança do que aconteceu com o Agostinho Neto…. que voltou a Angola 13 anos depois devidamente mumificado.
    Eu acho piada a estes ditadores e exploradores da raça humana que impõem aos seus cidadãos sacrifícios mas eles usufruem dos benefícios das democracias. Pura e simplesmente nojento!

  4. Como é possível com tanta fome e crianças abandonadas sem condições de saúde o estado angolano pagar todas as despesas com o ex presidente pareçe que não trem fortuna para isso. Uma das maiores fortunas de africa.

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