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Principais indicadores da crise climática estão a atingir “ponto de inflexão”, revela estudo

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Um novo estudo sobre os sinais vitais do planeta revelou que muitos dos principais indicadores da crise climática estão a piorar e a aproximar-se ou ultrapassar os pontos de inflexão, à medida que as temperaturas aumentam.

No geral, o estudo descobriu que 16 dos 31 sinais vitais planetários estudados, incluindo concentrações de gases de efeito estufa, quantidade de calor do oceano e massa de gelo, atingiram novos recordes preocupantes, noticiou esta quarta-feira o Guardian.

“Há evidências crescentes de que nos estamos a aproximar ou já ultrapassamos os pontos de inflexão associados a partes importantes do sistema terrestre”, disse em comunicado William Ripple, ecologista da Universidade Estadual de Oregon, nos Estados Unidos (EUA), coautor da nova pesquisa.

De acordo com Ripple, “uma grande lição da covid-19 é que mesmo uma redução colossal nos transporte e no consumo não é suficiente e que, em vez disso, são necessárias mudanças no sistema”.

Embora a pandemia tenha paralisado as economias, o uso de combustível fóssil diminuiu apenas ligeiramente em 2020. Contudo, a emissão de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso estabeleceu novos recordes, tanto nesse ano como em 2021, segundo um relatório publicado na BioScience.

Este novo estudo constatou que os animais ruminantes, uma fonte significativa de gases que aquecem o planeta, são agora mais de 4 mil milhões, sendo a sua massa total maior do que a de todos os humanos e animais selvagens juntos. A taxa de perda da Amazónia aumentou em 2019 e 2020, atingindo 1,11 milhões de hectares desmatados em 2020.

A acidificação dos oceanos, combinada com as temperaturas mais altas, ameaça os recifes de coral dos quais mais de milhões de pessoas dependem.

Para mudar o curso da emergência climática, os autores indicaram que são precisas mudanças profundas, sendo necessário estabelecer um preço global para o carbono, que esteja vinculado a um fundo que financie políticas de mitigação e de adaptação ao clima.

Os autores destacaram ainda necessidade de eliminar os combustíveis fósseis e desenvolver de reservas globais para proteger e restaurar sumidouros naturais de carbono e a biodiversidade. A educação climática também deve fazer parte dos currículos escolares em todo o mundo, frisaram.

  Taísa Pagno //

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