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Igreja Católica portuguesa admite investigação de casos de pedofilia

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A Igreja Católica admite que se faça um levantamento retrospetivo dos casos de abuso sexual de menores, mas apenas desde que este não seja circunscrito aos membros do clero.

O bispo auxiliar D. Américo Aguiar, também coordenador da comissão da proteção de menores do patriarcado de Lisboa, destaca ao Público que um sinal de que a Igreja não foge a encarar este “flagelo” é que o “grupo de coordenação” nacional destinado a acompanhar e a centralizar os números das queixas de abuso sexual de menores cometidos por membros do clero português deverá avançar já em novembro.

Este grupo deverá fazer um retrato estatístico de eventuais queixas de abuso sexual cometido por clérigos portugueses, até agora inviável porquanto cada diocese responde diretamente perante o Vaticano.

De acordo com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas, este grupo de coordenação será constituído “a partir das comissões diocesanas”, que, além de clérigos, integram leigos de várias especialidades, de pedopsiquiatras a juristas.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai dedicar a assembleia plenária marcada para esse mês à discussão do assunto e, segundo adiantou ao Público fonte daquele organismo que agrega as 21 dioceses portuguesas (incluindo a das Forças Armadas), a criação desse novo órgão “não vai passar dessa data”.

A necessidade de olhar de frente para o flagelo dos abusos de menores voltou a ser trazida para cima da mesa depois de, em França, o relatório de uma comissão independente criada para fazer um levantamento dos casos de abuso sexual nos últimos 50 anos naquele país ter concluído que mais de dois mil padres e outros membros do clero francês abusaram sexualmente de mais de 200 mil menores, entre 1950 e 2020.

  ZAP //

 

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