Há uma notícia sobre Trump (mas não podemos cobri-la)

O candidato à Casa Branca proibiu alguns meios de comunicação internacionais de cobrirem ações da sua campanha por falta de espaço e segurança.

O candidato Donald Trump proibiu vários meios internacionais de fazer a cobertura da sua campanha à Presidência, entre eles a EPA, da qual a agência Lusa é associada.

De acordo com o Diário de Notícias, os órgãos foram avisados através de um comunicado que justifica esta decisão pela falta de espaço para todos os meios, tendo de dar prioridade aos media nacionais.

“Durante as primárias para a corrida presidencial, a campanha de Donald J. Trump reconhece completamente e respeita os meios de comunicação internacionais, mas devido a locais de campanha diferentes, espaços para os meios de comunicação e segurança, temos de limitar o número de meios de comunicação credenciados e dar prioridade aos nossos media nacionais e locais“, lê-se.

De acordo com uma mensagem, enviada pela EPA a todos os seus associados, também faz parte desta lista a agência noticiosa France Presse, a Getty Images bem como vários órgãos japoneses e suecos.

Segundo o DN, a EPA indica que os “colegas” norte-americanos vão mantê-los informados se esta recusa do candidato norte-americano persistir nos próximos dias.

Caso isso se verifique, a agência considera que “terá de haver um esforço conjunto dos meios de comunicação impedidos de fazer a cobertura para protestar contra esta recusa“.

A campanha do milionário norte-americano tem sido marcada por vários episódios caricatos, não tendo sido esta a primeira vez que Trump decide expulsar alguém da sua campanha.

No início deste ano, uma mulher muçulmana foi obrigada a sair de um dos seus comícios por encenar um protesto silencioso contra o candidato.

Rose Hamid foi vista a usar um lenço na cabeça e uma blusa verde que dizia “Salam. Eu venho em paz”. Mais tarde, foi escoltada pelos apoiantes de Trump a abandonar o local, tendo um dos militantes gritado que tinha uma bomba consigo.

Aliás, “expulsar” parece ser mesmo a palavra de ordem do candidato favorito dos republicanos. Numa entrevista ao canal televisivo NBC, Trump avisou que, caso ganhe as eleições, vai deportar todos os imigrantes ilegais.

“Manteremos as famílias unidas, mas têm que se ir embora”, sublinhou o milionário, acrescentando que pensa também construir um muro na fronteira com o México.

O candidato à Casa Branca tem um grande reportório de frases que vão ficar para a história – mas não pelos melhores motivos.

Uma das últimas declarações que mereceram o destaque da imprensa aconteceram na semana passada, quando Trump disse ter eleitores tão fieis que “podia dar um tiro em alguém na 5ª Avenida” e, mesmo assim, não perderia votos.

ZAP

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