Há cinco asteróides a aproximar-se da Terra (e um deles passa a rasar)

Segundo o principal astrónomo da NASA, Ron Baalke, há uma lista conhecida de cinco asteróides que vão passar muito próximo da Terra nos próximos meses. Mas o que preocupa mesmo os cientistas são os asteróides que não conhecemos.

Segundo revelou no seu Twitter Ron Baalke, investigador do JPL – Jet Propulsion Laboratory da NASA e principal astrónomo da agência espacial norte-americana, há uma lista de 5 asteróides conhecidos que se aproximam da Terra, e que nos próximos meses passam a uma curta distância do planeta – todos eles, a menos de 5 distâncias lunares.

O primeiro destes asteróides é o 2017 BS5, que se aproxima da Terra já no próximo no dia 23 de julho. O seu diâmetro é de 40 a 90 metros e passará a 1.211.734 quilómetros de distância do nosso planeta.

Estes 1.2 milhões de quilómetros representam 3.1 vezes a distância da Terra à Lua, que é de apenas 384.400 quilómetros. À escala humana é uma enormidade, mas em dimensões espaciais são apenas uns pequenos passos.

O segundo asteróide, o 2012 TC4, é bastante mais pequeno, com um diâmetro de 12 a 17 metros e uma massa de cerca de 11 mil toneladas, mas é o mais preocupante. A 12 de outubro, irá passar junto à Terra, a uma distância calculada de 57.659 quilómetros – apenas 15% da distância à Lua.

Segundo o JPL, a probabilidade de impacto é praticamente nula, mas há uma probabilidade, muito baixa, de que o corpo celeste se aproxime a apenas 11 mil km da superfície da Terra – um fio de cabelo, em distâncias estelares.

Considerando que o pequeno 2012 TC4 se desloca a 17 mil km/h, se houvesse uma colisão com a Terra, a energia libertada seria de “apenas” 64 mil toneladas de TNT – valor equivalente à energia de três bombas iguais à que destruiu Hiroshima em 1945.

Os três outros asteróides passarão próximo do nosso planeta a 3 de dezembro de 2017, a 24 de fevereiro de 2018 e a 2 de abril de 2018 – todos eles, passando a mais de 3.6 distâncias lunares.

Não estamos preparados para enfrentar um asteróide

Ao mesmo tempo que vigiamos os cinco asteróides que se aproximam da Terra, os cientistas acreditam que haja mais asteróides, e que não estamos prontos para lidar com eles – simplesmente, porque demoramos muito tempo a identificá-los.

Segundo um documento publicado pelo Conselho nacional de Ciência e Tecnologia dos EUA, não estamos preparados para encontrar todos os asteróides potencialmente perigosos.

Há muitos anos que os cientistas tentam encontrar formas de nos proteger da ameaça representada pelos asteróides – com sucesso apenas nos filmes de Hollywood.

Mas apesar de toda a tecnologia, dos avanços da astronomia, e de todos os recursos aplicados na detecção dos chamados Near Earth Objects, os asteróides continuam actualmente a poder chegar à Terra a qualquer momento, sem qualquer aviso.

Em 2013, um meteorito de 17 metros de diâmetro atingiu inesperadamente a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, que se fragmentou libertando uma energia equivalente a 500.000 toneladas de TNT, ou seja entre 27 a 41 vezes a bomba atómica de Hiroshima.

Resta o consolo de saber que, quando faltarem 5 dias para o apocalipse, a NASA avisa.

AJB, ZAP // Sputnik News

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