Há 26 medicamentos para o cancro à espera de comparticipação do Estado

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Em Portugal, há 26 medicamento para o cancro que já estão disponíveis no mercado mas ainda aguardam uma decisão sobre a comparticipação do Estado para serem utilizados nos hospitais.

Em declarações ao jornal i, a Liga Portuguesa Contra o Cancro afirmou que os doentes esperam meses por autorizações para usar os novos medicamentos para o cancro e já há quem procure alternativas em hospitais privados para ter acesso aos fármacos.

“Muitas vezes, quando a autorização chega já não interessa. O período em que o doente poderia beneficiar já passou”, denunciou a instituição.

De acordo com o jornal, um dos processos que se arrasta há mais tempo é o da Abiraterona, um medicamento para o cancro da próstata comparticipado em 19 países europeus.

Em Portugal, custa mais de três mil euros por mês, e agora será comparticipado mas apenas para os doentes que já fizeram quimioterapia.

“É positivo mas devia ser dado antes da quimioterapia, que é quando há mais benefício, mas continuamos a ter enorme dificuldade de acesso”, destacou Gabriela Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia.

O Infarmed reconhece o atraso na avaliação de comparticipações, mas sublinha que estão em curso medidas corretivas no sentido de tornar todo o processo mais ágil.

Segundo Vítor Veloso, da Liga Portuguesa contra o Cancro, enquanto o Infarmed e as farmacêuticas negoceiam os preços, os médicos têm de pedir autorização à administração do hospital, que por sua vez tem de pedir autorização ao regulador do medicamento, e “quando recebem luz verde, as instituições têm de comprar o medicamento ao laboratório ao preço com que chegou ao mercado”.

Há mortes que podiam ser evitadas ou pelo menos doentes que podiam ter um tempo de sobrevivência maior e com qualidade de vida”, acrescentou.

Só no primeiro trimestre do ano, as autorizações especiais de utilização de medicamentos para o cancro representaram uma despesa superior a 14,4 milhões de euros.

Em geral, a despesa com medicamentos para oncologia totalizou, nos primeiros quatro meses do ano, 84 milhões de euros, mais 11% do que no mesmo período do ano passado.

BZR, ZAP

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1 COMENTÁRIO

  1. já no tempo do anterior governo eles estavam à espera. esta noticia tem pelo menos 2 anos de atrazo não percebo porquê. isto já não é noticia é uma peça de museu.

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