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Guardia Civil quis investigar Messi, mas Tribunal de Barcelona não deixou

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A Guardia Civil espanhola pretendia investigar Lionel Messi por eventuais crimes de fuga ao Fisco e de branqueamento de capitais, mas o Tribunal de Instrução de Barcelona não o permitiu.

A notícia é avançada pelo jornal El Mundo que refere que, em 2013, a Unidade Central Operativa da Guardia Civil começou a investigar os jogos de solidariedade organizados pela Fundação de Lionel Messi, que ficaram conhecidos como “Messi e amigos”.

O objectivo era rastrear o dinheiro envolvido nesses jogos, nomeadamente para investigar suspeitas de fraude fiscal e de branqueamento de capitais envolvendo o futebolista, em oito países diferentes.

A ideia era perceber se o jogador do Barcelona teria recebido valores não declarados das receitas desses jogos amigáveis. Mas o pedido para esse efeito, enviado a um juiz do Tribunal de Instrução de Barcelona, foi recusado e o processo foi arquivado em 2015, avança o jornal espanhol, com base nos documentos do caso Football Leaks.

Estes jogos “Messi e amigos” ocorreram entre 2012 e 2013, sendo anunciados como eventos para angariação de verbas para fins solidários.

O El Mundo nota que a Guardia Civil não encontrou “provas de pagamentos directos a Messi”, mas que tinha indícios que exigiam mais investigação. A começar pelo facto de a fundação do jogador, a suposta organizadora dos jogos, ter recebido apenas 300 mil dólares de receita dos jogos, “nem 3% do total previsto”, refere o jornal.

Além disso, cerca de 1,5 milhões de dólares das receitas terão acabado em contas offshore em Curaçao e em Hong Kong e vários dos jogadores que participaram nos desafios terão recebido dinheiro pela participação nos jogos de solidariedade.

  ZAP //

1 Comment

  1. Outra forma de corrupção que nada tem a ver com democracia.Mau,muito mau,quando isto acontece nos tempos que correm.Isto é subestimar aqueles que se vêm obrigados a cumprir os rigores da Lei que pelo facto de não serem uns “artistas” da bola se vêm marginalizados como cidadãos de segunda.Numa EUROPA DEMOCRÁTICA ISTO NÃO PODE ACONTECER!

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