Governo contribuiu para startup de festas sexuais. Britânicos são donos da Killing Kittens

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webandi / Pixabay

Governo de Boris Johnson emprestou verba a diversas empresas durante a pandemia. Agora, os contribuintes britânicos são donos de parte da Killing Kittens.

Um empréstimo do governo concedido à Killing Kittens para ajudar a firma a sobreviver durante a pandemia converteu-se numa participação no capital da empresa, segundo informou o British Business Bank.

A Killing Kittens — que organiza festas sexuais de adultos, lideradas por mulheres, em cidades como Londres e Nova Iorque — garantiu o investimento do Future Fund do governo britânico em 2020, que foi concebido para ajudar as startups a sobreviverem à pandemia do coronavírus.

A empresa foi fundada por Emma Sayle em 2005, e organiza festas para membros em locais exclusivos, onde os “estereótipos de género estabelecidos” são desafiados, de acordo com o site da firma.

A empresa registou um aumento de 330% na atividade online durante o confinamento, e agora autodenomina-se “a rede social adulta de crescimento mais rápido”.

A certa altura, a pandemia forçou a empresa a mover todos os seus eventos e workshops para o formato online, acelerando os planos existentes para entrar na indústria da tecnologia do sexo — um setor em rápido crescimento que engloba produtos e negócios focados em melhorar as experiências sexuais.

A Killing Kittens tem agora uma aplicação para o telemóvel que permite aos utilizadores conhecerem-se “para encontros casuais, amizade, parceiros de “kinks” ou uma relação a longo termo”, segundo noticia a CNN Business.

O Future Fund do governo britânico já tinha concedido à empresa um empréstimo de 221.780 dólares. O programa, financiado a partir de receitas fiscais, fornece normalmente um financiamento entre 153.000 e 6,1 milhões de dólares às empresas.

O governo adquiriu participações em várias outras empresas através do fundo. A partir de março, 337 empréstimos concedidos a empresas de todo o país também se transformaram em ações, depois de os atores terem angariado mais fundos.

Questionado sobre o investimento na firma de festas sexuais, um porta-voz do British Business Bank sublinhou que as “candidaturas que preenchiam todos os critérios de elegibilidade receberam investimento”.

“O Future Fund utilizou um conjunto de termos padrão com critérios de elegibilidade”, acrescentou o representante, em declarações.

“O processo proporcionou uma forma clara e eficiente de disponibilizar o financiamento, tão ampla e rapidamente quanto possível, sem a necessidade de longas negociações”, explicou ainda.

Após o investimento inicial em 2020, Sayle afirmou que nunca “tinha previsto Boris como parceiro adormecido“, referindo-se ao primeiro-ministro britânico.

  Alice Carqueja, ZAP //

1 Comment

  1. “Indústria da tecnologia do sexo”, “comércio do sexo”, “direito ao sexuação de políticos, empresários, comerciantes, principalmente dos camaradas do Boris”, assim caminha o Reino Unido, com ou sem hipocrisia. Enquanto isso, um presidente de Banco do Estado (Caixa Ec.Federal), do Brasil, acaba de se demitir por pressão de mulheres que não suportaram seu assédio tipo “patrióico”, já que o mesmo sujeito era braço direito/direitista do presidente Bolsopata. O mesmo que aqui disse a uma deputada “não te estupro porque você é feia”. E “mulheres devem ganhar menos porque engravida”. E há mulheres [brasieliras] que adora homens machistas-tóxicos. Não é o caso das inglesas e portuguesas. Certo?

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