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Governo abre processo ao caso do túnel no Sporting-Arouca

José Sena Goulão / Lusa

O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho

O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho

O governo abriu um processo aos incidentes verificados no túnel de acesso aos balneários, no Sporting-Arouca, da Jornada 10 da Primeira Liga de futebol. Foram constituídos 4 arguidos, cujas identidades não são reveladas.

Este processo de “contra-ordenação” foi instaurado pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), órgão dependente do governo, no seguimento de uma “participação elaborada pela Polícia de Segurança Pública”, refere um comunicado divulgado pela Rádio Renascença.

O IPDJ explica que foi “determinada a instauração de processos de contra-ordenação nos termos da Lei n.º 39/2009, de 30 de Julho (regime jurídico do combate à violência e à intolerância nos espectáculos desportivos), sendo constituídos quatro arguidos“.

As identidades destes quatro arguidos não foram reveladas.

A Federação Portuguesa de Futebol também já abriu um inquérito ao caso que envolveu Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, e Carlos Pinho, presidente do Arouca, numa acesa discussão, após o jogo entre as duas equipas.

O encontro ficou marcado pelo regresso dos leões às vitórias mas também por um alegado episódio de violência entre os presidentes dos dois clubes na zona de acesso aos balneários do estádio de Alvalade , que motivou mesmo a intervenção da polícia.

Na conferência de imprensa da partida, o diretor desportivo do Arouca, Joel Pinho, acusou o presidente leonino de ter começado toda esta confusão e de ter “cuspido no presidente do Arouca”.

O diretor de comunicação do Sporting, Nuno Saraiva, apresentou a sua versão dos factos, desmentir qualquer agressão de Bruno de Carvalho, e alegando que o que se vê nas imagens é uma agressão do presidente do Arouca e “fumo do cigarro electrónico de Bruno de Carvalho“.

Os delegados da Liga designados para o encontro não mencionaram qualquer tipo de agressão ou tentativa da mesma nos seus relatórios porque dizem ter visto apenas uma “enorme confusão, gritos e insultos”, envolvendo vários agentes desportivos, entre eles os dois dirigentes.

ZAP

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