Girafa do zoo morreu ao aproximar-se de visitante que a queria alimentar

Uma girafa do Jardim Zoológico de Lisboa morreu depois de ter caído a um fosso.O incidente ocorreu depois de um visitante ter chamado o animal para comer.

Uma girafa-de-Angola do Jardim Zoológico de Lisboa morreu, este sábado, ao cair no fosso que separa os animais dos visitantes. O incidente ocorreu depois de um visitante ter infringido as regras de segurança e ter chamado a animal para comer.

Segundo o Público, depois de se ter aproximado demasiado da borda quando o visitante a chamou, a girafa não resistiu à queda.

O visitante, já identificado pela PSP, ignorou todos os alertas para não alimentar os animais, uma situação que continua a acontecer apesar de todos os avisos que o Jardim Zoológico de Lisboa fornece aos visitantes. “Os animais são alimentados, não é necessário as pessoas trazerem comida de casa”, disse Inês Carvalho, do departamento de marketing.

Depois do incidente, a zona foi vedada e o teleférico foi encerrado, continuando o resto a funcionar com normalidade.

O animal tinha 11 aos e cinco meses, e em novembro do ano passado deu à luz uma cria, que terá agora que contar com o apoio do restante grupo no seu desenvolvimento. As autoridades policiais identificaram, para além do visitante, algumas testemunhas, tendo sido aberto um processo de averiguação interno.

“O jardim deixou de ser uma montra de animais”, frisou Inês Carvalho. Atualmente, o objetivo do zoo é proporcionar melhores condições e conforto aos animais que ali vão parar e, ao mesmo tempo, garantir a segurança dos visitantes.

O zoo é a casa daqueles animais. A responsável considera que, apesar de todo o esforço para alertar as pessoas para não darem comida aos animais, alguns visitantes continuam a não seguir as regras.

As girafas-de-Angola só existem em três jardins zoológicos na Europa: Lisboa, Dortmund, na Alemanha, e em Amersfoort-Utrecht, na Holanda. A sua população tem vindo a diminuir, sendo esta uma espécie considerada “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

ZAP //

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7 COMENTÁRIOS

  1. Tudo bem que os visitantes não devem alimentar as girafas, mas não se percebe porque não existe uma protecção contra possíveis quedas. Na sua falta, parece evidente que existe um risco potencial que, salvo melhor opinião, não devia existir

  2. Cada vez mais penso que em Portugal tem de haver mão pesada para infratores. Nós temos uma lei mas depois ninguém a cumpre, a começar pelo próprio Estado. Isto acontece em qualquer área da nossa sociedade. Veja-se o código da estrada. É proibido andar a mais de 120 na autoestrada. Na prática andamos todos até 150. E não há multas para ninguém. Temos uma cultura de facilitismo e de impunidade que é castradora de uma sociedade mais responsável e mais evoluída. E depois temos episódios de profunda estupidez como este.

  3. Carlos Roma partilho e não partilho da sua opinião …
    acho que o limite de velocidade nas autoestradas deveria ser aumentado, com os sistemas de travagens que hoje os carros possuem aumentar o limite de velocidade se calhar reduziria acidentes … por exemplo na A2 em que a grande maioria dos condutores vão acima entre os 120-160 km/h , apanhar alguem a conduzir a 100 km/h é perigoso … A cultura de facilitismo e de impunidade começa logo por quem nos governa, o exemplo tem de vir de cima, impunidade pois atira-se um país para o charco com culpa de quem nos tem governado, de bancos, de empresas, olhem só para por exemplo Zeinal Bava que num momento era o gestor maravilha noutro descobriu-se um rombo de 900 millhoes na pt, esses gajos sim deviam pagar com o couro logo, que em cargos publicos está devia ir logo em caso de duvida para a prisão efectiva, depois se fosse inocente (acho que poucos o seriam) então era libertado … qualquer coisa deste genero …
    …ah … e muito mais … submarinos, tgv (nao foi por pouco) …

    • Não me terei explicado bem. O problema não está nos 120. O problema está no seu incumprimento. Pessoalmente também considero 120 muito baixo. O que é necessário é que se estipule um valor, suponhamos 140, se admita 10 km/h para eventuais problemas de medição de velocidade e se multe efetivamente a partir dos 150. Agora ter um limite a 120 e só multar acima de 150 (30 kms de diferença) parece-me muito e promove o aligeirar da aplicação da lei.
      Refere a questão dos políticos. Os políticos e os gestores nomeados pelo Estado ou que dormem com este são apenas a parte visível de um enorme iceberg. Veja por exemplo a quantidade de cunhas, concursos aldrabados para a função pública, os leitões nas repartições das finanças e segurança social, a nomeação de totais incompetentes para cargos de responsabilidade do Estado apenas pelo cartão ou amizade, as notas no meio dos documentos para a brigada de trânsito, a atenção com o fiscal que fez que não viu a pequena obra que decorria sem licença,… O problema da corrupção está enraizado na nossa sociedade. É uma realidade transversal e os políticos não são ET’s. Apenas têm maior visibilidade e geralmente estão envoltos em processos de quantias superiores. Tudo o resto é igual ao que vamos vendo por aí, se andarmos com os olhos abertos.

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