A fuga de informação que levou à venda de documentos da NATO na dark web terá sido originada pelo acesso de funcionário do Estado-Maior-General das Forças Armadas através de uma rede não segura. O Governo está a averiguar a verdadeira dimensão do ataque informático.
Um funcionário do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) acedeu à sua área interna de trabalho através de uma rede considerada não segura, tendo comprometido as suas credenciais de acesso.
Terá sido esta a falha de segurança que originou o ataque informático que levou a que documentos confidenciais da NATO estivessem à venda na dark web. O Público avança que o Gabinete Nacional de Segurança está a averiguar a verdadeira dimensão dos danos, já que há indícios de que a intrusão feita em várias fases e podem ter sido roubados mais documentos.
Tudo indica que o ataque foi levado a cabo por piratas informáticos e que não foi um ato de espionagem. António Costa terá sido avisado da fuga de informação pelos serviços norte-americanos. O primeiro-ministro pediu explicações ao chefe de Estado-Maior e ao director-geral do Gabinete Nacional de Segurança (GNS).
A NATO também pediu explicações ao Governo sobre o sucedido e o DN avança que está até agendado um encontro do diretor-geral do GNS e do secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa com os responsáveis da NATO, em Bruxelas.
Por enquanto, o Governo está a lidar com o problema a nível interno e não pediu ajuda externa. No entanto, de acordo com o Público, foi antecipada para esta semana uma reunião que estava marcada entre as secretas americanas, portuguesas e de outros três países europeus que se vai debruçar sobre a cibersegurança.
O comandante da Força de Missão Nacional Cibernética dos EUA, o major-general William J. Hartman, explica ao Público que os Estados Unidos estão disponíveis para ajudar os aliados em Portugal a fortalecer o sistema de segurança informática.
Porque raio é que o funcionário usou uma rede não segura? Os funcionários não deveriam cursar acções de formação para serem sensibilizados para esses perigos? É que grassa por aí uma iliteracia informática que até doi!
é como em Tancos, já estão a atribuir as culpas a um zézito…