Função Pública pressiona Costa com ameaça de greve geral

José Goulão / Wikimedia

Os sindicatos da Função Pública querem que as 35 horas de trabalho sejam repostas o mais depressa possível e ameaçam fazer greve, caso se confirme o prazo apresentado pelo governo para o efeito.

O Parlamento vai discutir esta quarta-feira a revogação do horário de trabalho das 40 horas semanais, que entrou em vigor em 2013, com vista à reposição da jornada de 35 horas. Mas os Partidos da esquerda têm percepções diferentes quanto a esta reposição.

Os socialistas defendem a entrada em vigor da medida só depois de 1 de Julho, enquanto que o Bloco de Esquerda e PCP vão apresentar diplomas no sentido de que a reposição tenha efeitos quase imediatos, após a publicação da nova norma.

Uma divergência que vai, mais uma vez, pôr à prova o casamento da esquerda e que está a ser aproveitada pelos Sindicatos da Função Pública.

A Frente Comum já marcou uma greve para o dia 29 de Janeiro e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) e o STE admitem juntar-se a esta iniciativa.

Decisivos vão ser os encontros dos sindicalistas com o ministro das Finanças, que começam na quinta-feira, a par da discussão da reposição na Assembleia da República.

Certo é que o PS vai defender a ideia de que o regresso das 35 horas só deverá ocorrer em circunstâncias que não comprometam “o imprescindível controlo da despesa pública“, conforme refere uma fonte do governo citada pelo Diário de Notícias.

Outra fonte do Ministério das Finanças sublinha, no mesmo jornal, que estamos perante um “contexto ainda fortemente restritivo em termos de disponibilidades orçamentais” e que, por isso, será preciso “prever e controlar riscos de forte impacto no aumento da despesa pública” antes de pôr a medida em prática.

ZAP

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6 COMENTÁRIOS

  1. É assim mesmo, com o Passos Coelho levaram com as 40 horas e mal piaram. Agora se não retomam as 35 na hora e minuto que eles quiserem, fazem greve.
    Os trabalhadores privados que trabalhem de noite e de dia para sustentar os privilégios destes “queridos”…

  2. Costa tinha dito que era imediato….agora é só daqui a 6 meses?????????????……..ele disse que se fosse primeiro ministro voltava imediatamente a semana de 35 horas de trabalho….que está correcta e é assim que deve ser (como nos países civilizados onde a semana de trabalho até é de 30 horas)….

    • Já agora ficamos em casa de papo para o ar e o patrão todos os meses faz a transferência do vencimento, mas porque carga de agua os funcionários públicos só devem trabalhar 35 horas e o privado 40 e mais, esclareçam-me pois eu não entendo.

  3. Nem sei bem por onde começar. Acho um ultraje e um atentado a qualquer trabalhador do privado este retrocesso para as 35 horas. Enfim, pagamos estas mordomias e trabalhamos que nem escravos para que suas excelências possam, com o dinheiro dos nossos impostos, trabalhar apenas 35 horas por semana.
    Está mais do que identificado que neste país os salários da função pública e as reformas de antigos funcionários públicos estão desajustadas face à economia real e ao que os trabalhadores do privado auferem. A economia não consegue sustentar isto! Compreendam de uma vez por todas que, mantendo esta lógica, todos os anos teremos de pagar mais impostos (e para isso não é preciso aumentar as taxas, basta que a economia cresça para que a receita fiscal aumente) ou continuar com a política de défices orçamentais sucessivos. As empresas estão esmagadas pelos impostos! Até quando vai permanecer esta loucura?
    Neste país anda tudo doido.

  4. Eu estou bastante desiludido. Pelas minhas contas as greves já deveria ter começado há muito. Está tudo muito calmo. Onde anda o comunista arménio e o mário nojeira? Greves para a frente e toca a andar!!!!!

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