“Francisco Louçã fez bullying para precipitar ruptura do Bloco com o PS”

Grupo Parlamentar do Partido Socialista / Facebook

O deputado do PS João Paulo Correia

O PS acredita que foi a postura de “bullying” de Francisco Louçã que forçou o Bloco de Esquerda a precipitar uma “ruptura com o PS”, conforme avança o deputado João Paulo Correia, vice-presidente da bancada parlamentar socialista.

“O Bloco de Esquerda está a sofrer bullying por parte de Francisco Louçã”, considera o deputado em declarações no programa “Vichyssoise” da Rádio Observador, notando que essa “tendência no BE está a pressionar muito a coordenação e a direcção da bancada a uma ruptura com o PS”.

“Essa tendência tinha preparado uma ruptura com o governo para 2021 para o Orçamento do Estado para 2022″, mas a crise pandémica “atravessou-se nos prognósticos de toda a gente” e foi, por isso, que o “BE olhou para o OE2021 [Orçamento de Estado para 2021] como uma grande oportunidade de antecipar uma estratégia que tinha para o ano seguinte”, diz ainda João Paulo Correia.

O deputado considera que, nestas negociações para o OE2021, “o Bloco de Esquerda se tornou muito inflexível à medida que o Governo ia avançando nas propostas que estavam em cima da mesa”.

Para João Paulo Correia, é evidente que o Governo tudo fez no sentido de um entendimento perante a “intransigência e inflexibilidade” do Bloco.

“O que é incompreensível é que, apesar das reservas que o BE foi explicando, porque é que votou contra e não optou pela abstenção“, diz ainda o deputado socialista, notando que a postura dos bloquistas é “uma enorme desilusão perante aquilo que foi o compromisso que o BE assumiu na campanha eleitoral das legislativas”.

De qualquer modo, o PS continua “disponível para negociar com o Bloco de Esquerda” na discussão do OE2021 na especialidade, até para “não ficar inteiramente dependente do PCP”, como aponta João Paulo Correia.

Porém, “para as negociações serem retomadas, o Bloco tem de dar um passo em frente”, pois, afinal, foi o partido de Catarina Martins que saiu da mesa do diálogo.

Mas mesmo que o BE mantenha o seu chumbo na votação final, isso não significa um divórcio entre o PS e o Bloco de Esquerda, pois “há matérias que são comuns aos dois partidos”, diz ainda o deputado. Por isso, PS e Bloco “estão condenados a dialogar”, sobretudo por causa da crise que atravessamos, conclui.

“Ninguém pode dizer que legislatura chegará a 2023”

Sobre o futuro da presente legislatura, João Paulo Correia admite que já esteve “mais seguro” de que pode chegar ao fim. “A crise coloca todos os dias muitas incertezas e julgo que hoje não há ninguém que tenha condições nem informação para dizer que esta legislatura chegará a 2023″, constata.

Tudo “depende muito do ano de 2021” e da forma como a economia se comportar, analisa João Paulo Correia, considerando que num eventual horizonte de eleições antecipadas ou mesmo dentro do calendário normal, seria “um erro” pedir “maioria absoluta”.

Mas para o vice-presidente da bancada socialista é certo que “não há condições para termos eleições antes de passarmos por esta tempestade da pandemia”.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Só fortemente pressionado pelo BE é que o PS acabará por fazer no SNS os investimentos necessários ao seu adequado funcionamento. Só isso justifica a decisão do BE de votar contra o orçamento. O resto é conversa de café.

    • O BE Matará a curto prazo o SNS e sempre a dizer que o defende, o Vervalismo não é conducente com a prática, como alguém diz não bate a bota com a Perdigota, agora, em Pandemia, com os utentes desgraçados para se tratar, a Enfermagem marca uma Greve, com apoio de quem?

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