Forças Armadas já têm mais oficiais e sargentos do que praças

Defesa Nacional / Facebook

Atualmente, as Forças Armadas têm mais oficiais e sargentos do que praças, escreve o Jornal de Notícias na sua edição impressa desta quinta-feira.

De acordo com o matutino, que cita dados do Ministério da Defesa, em 2018 havia apenas 11.369 praças para um total de 15.643 sargentos e oficiais e na Força Aérea também era superior o número de sargentos (2620) e de oficiais (1944) em relação aos praças, que eram apenas 1390.

“Dos cerca de mil militares que saíram no primeiro trimestre de 2019, cerca de 750 eram praças do Exército”, diz ao Jornal de Notícias António Mota, tenente-coronel da Força Aérea e presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA).

As associações de militares ouvidas pelo JN frisam que esta é uma situação preocupante, dando conta que começa a deixar de fazer sentido falar numa pirâmide hierárquica. Há um “desequilíbrio na estrutura hierárquica”.

A situação é “extremamente complicada”, disse António Mota, dando conta que “há sargentos a fazer trabalho de praças e oficiais a fazer trabalho de sargentos”.

“As pessoas sentem-se desmotivadas (…) Qualquer dia um oficial não tem homens para comandar”. Esta “situação limite” requer medidas para conter as saídas e reforçar o recrutamento nas Forças Armadas, passando uma destas medidas pelo aumento dos vencimentos, uma vez que um soldado recebe o salário mínimo nacional.

José Pereira, sargento-ajudante, da Associação Nacional de Sargentos e Luís Reis, cabo-mor da Marinha e presidente da Associação de Praças mostram-se também preocupados.

“Ao fim de 20 ou 25 anos de carreira, não é motivador para um militar ter progredido e continuar a ter de fazer tarefas básicas porque não há pessoas para fazê-las. Estatutariamente, isso nem é permitido, mas se, cumpríssemos o nosso estatuto, as Forças Armadas paravam devido à falta de praças”, disse José Pereira ao JN.

Por sua vez, Luís Reis, aponta uma “desvalorização funcional” devido ao “défice de militares”, alertando para um eventual efeito “bola de neve”, uma vez que a saída de praças desestabiliza a hierarquia.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. «…falta de praças…» – in ZAP aeiou

    A solução é simples, basta chamar os cidadãos que se encontram na Reserva de Disponibilidade e propor-lhes o reingresso nas fileiras do Exército e dos outros ramos das Forças Armadas (FArm), reintegrando-os com o posto, antiguidade, e se possível com a especialidade com que saíram devido ao término do vínculo laboral, sendo que desta vez o respectivo contrato deve ser de longa duração.

    Com esta medida, poupa-se dinheiro pois não será necessário dar início a novas recrutas e especialidades, mas acima de tudo vai se conseguir voltar a ter nas fileiras pessoal com perfil e gosto para desempenhar a função de militar.

    É preciso também dizer que não é com homens e mulheres de dezoito/vinte e poucos anos, com o 12º Ano ou licenciaturas, mestrados, doutoramentos, que se resolve o problema da falta praças, pois essa geração sofre de graves problemas físicos e mentais que os torna incompatíveis com as Forças Armadas (FArm).

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