Fidel oferece ajuda aos EUA para combater o Ébola

Antonio Cruz / ABr

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O ex-presidente cubano Fidel Castro ofereceu ajuda aos Estados Unidos para combater o ébola e evitar que a doença se propague pela a América Latina.

“Temos prazer em cooperar com os americanos nesta tarefa. Não na busca da paz entre dois Estados que têm sido adversários durante tantos anos, mas pela paz no mundo, um objetivo que podemos e devemos alcançar”, disse Fidel em um artigo publicado este sábado no jornal oficial Granma.

No texto intitulado “A hora do dever”, Fidel afirma que ao cooperar com o país vizinho, com quem Cuba não tem relações diplomáticas desde 1961, se evita que o ébola se espalhe e protege a população de Cuba e de toda a América Latina.

Os Estados Unidos foram, depois de Espanha, o segundo país não-africano onde se registou contágio da doença dentro do seu próprio território.

Duas enfermeiras americanas foram contaminadas com o vírus do ébola num hospital do Texas, ao tratarem um paciente que contraiu a doença na Libéria e acabou por morrer nos EUA.

O ébola já matou mais de 4.500 pessoas, a maioria na Libéria, Guiné e Serra Leoa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que haja, nesses três países, mais de 9 mil pessoas infetadas pelo vírus, que mata em 70% dos casos.

A ONU informou ainda que o ébola já deixou pelo menos 3,7 mil crianças órfãs nesses três países mais atingidos pela doença, sendo que muitas delas perderam tanto o pai como a mãe devido à epidemia.

Elogios

Cuba já enviou mais de 160 médicos e enfermeiros à África ocidental para ajudar no combate à epidemia e já anunciou o enviou de mais profissionais à região – uma decisão elogiada pelo governo norte-americano.

Na sexta-feira, numa declaração inédita, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, reconheceu o papel de Cuba na luta global contra o ébola e pediu mais colaboração internacional.

“Cuba, um país de apenas 11 milhões de habitantes, já enviou 165 profissionais da área da saúde e considera enviar mais 300”, disse Kerry, afirmando que ações como essas eram “uma prova real de cidadania internacional”.

No seu artigo, Fidel disse que a decisão de enviar os médicos e enfermeiros não foi fácil. “É até mais difícil do que enfiar soldados para combater e morrer por uma causa política justa”, disse o líder cubano sobre o perigo que correm esses profissionais de saúde.

Na segunda-feira, os nove países que compõem a ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos da América), que inclui Cuba, Bolívia e Equador, vão reunir-se em Havana para definir uma estratégia conjunta de prevenção e combate ao ébola.

ZAP / BBC

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