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FC Porto eficaz derruba Benfica pedulário e segue para a final

Hugo Delgado / Lusa

Um FC Porto eficaz derrotou hoje por 3-1 um Benfica perdulário e qualificou-se pela terceira vez na sua história para a final da Taça da Liga em futebol, na primeira meia-final, em Braga.

Num jogo vibrante e intenso, que o árbitro Carlos Xistra não conduziu da melhor forma, Brahimi, aos 24 minutos, Marega, aos 35, e Fernando Andrade, aos 86, selaram o triunfo dos portistas, que bateram pela primeira vez os ‘encarnados’ na única prova do calendário nacional que nunca conquistaram.

Por seu lado, Rafa apontou, aos 31 minutos, o golo do conjunto da Luz, que construiu várias oportunidades claras, mas falhou na hora de finalizar, sendo que ainda marcou um segundo tento, anulado a Pizzi, aos 45+2, culpa de um fora de jogo milimétrico.

Os dragões esperam agora por Sporting, detentor do troféu, ou Sporting de Braga, para repetirem a final de 2012/13, somaram o 21.º triunfo – mais um empate – nos últimos 22 jogos, após o desaire na Luz (0-1), em 07 de outubro.

Os encarnados, que falharam a 8ª final, sofreram o primeiro desaire na era Lage, depois de quatro triunfos, e apenas o terceiro na sua história na Taça da Liga – só haviam perdido com Vitória de Setúbal (2007/08) e Moreirense (2016/17).

Em relação aos jogos de sexta-feira, os ‘encarnados’ entraram com Svilar, Ruben Dias, Seferovic e Rafa nos lugares de Valchodimos, Conti, Castillo e Cervi, enquanto os portistas apresentaram Vaná e André Pereira em vez de Casillas e Soares.

O encontro começou frenético, com Marega quase a marcar no minuto inicial, valendo Svilar ao Benfica, que respondeu de imediato, em remates de João Félix e Rafa. Do outro lado, também ameaçou André Pereira, novamente com o belga a brilhar.

A toada de parada e resposta manteve-se toda a primeira parte e o FC Porto foi o primeiro a marcar, aos 24 minutos, por Brahimi, depois de um primeiro remate de Marega defendido pelo belga, isto após Óliver roubar a bola a Gabriel.

Rafa podia ter empatado aos 28 minutos, mas não falhou aos 31, na recarga a um primeiro remate de Seferovic defendido por Vaná, numa jogada iniciada numa correria de Jardel pelo centro e num passe para Pizzi, que centrou da direita.

Os ‘dragões’ voltaram, porém, ao comando na jogada seguinte, apenas aos 35 minutos, face a longa intervenção do VAR. Brahimi centrou da esquerda, Corona recebeu solto na direita e tocou atrasado para Marega encostar, por entre as pernas de Svilar.

Até ao intervalo, Seferovic falhou a igualdade, aos 40 minutos, e, as 45+2, Pizzi, isolado por Rafa, conseguiu bater Vaná pela segunda vez, só que o golo foi anulado por um fora de jogo milimétrico no início da jogada.

O Benfica quase marcou a fechar a primeira parte e iniciou a segunda por cima, em busca de um segundo tento que esteve perto de conseguir aos 47 minutos, por Seferovic, aos 54, por João Félix, aos 62, por Rafa, e aos 66, por Marega, na própria baliza.

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O empate não chegou, as substituições não melhoraram a equipa – entraram sucessivamente Gedson, Castillo e Salvio, para os lugares de Gabriel, Pizzi e André Almeida -, e o FC Porto, cada vez mais recuado, começou a ‘emperrar’ os ‘encarnados’.

Sérgio Conceição tirou André Pereira, Corona e Brahimi, para apostar em Soares, Bruno Costa e ainda no reforço de inverno Fernando Andrade, que, aos 86 minutos, em contra-ataque, ‘acabou’ com o jogo, isolado por Soares. O Benfica já não teve resposta.

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