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Farmácia da Poesia: a poetisa que prescreve versos aos seus “pacientes”

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A primeira Farmácia da Poesia do mundo situa-se no Reino Unido. A maioria das pessoas que a visita procura ajuda para mitigar o stress e a tensão da vida moderna.

A Farmácia da Poesia localiza-se na cidade de Shropshire, no Reino Unido. Lá, a poetisa Deborah Alma prescreve poemas em vez de medicamentos aos seus “pacientes”. Segundo a Sky News, Alma organiza os livros de acordo com o “humor”, porque acredita que a poesia pode mesmo a ajudar uma vasta gama de doenças emocionais, como stress ou até corações partidos.

Além de gerir a farmácia, Deborah Alma é também responsável por oficinas de poesia e consultas poéticas, nas quais convida os “pacientes” para uma sala e prescreve cuidadosamente o poema mediante as respostas às suas perguntas.

“Eu acho que, se há alguma habilidade no que faço, é conseguir o poema certo para a pessoa certa, depois de conhecê-la e conversar com ela”, explica a escritora. “Quando prescrevo um poema, essa pessoa torna-se seu proprietário.”

Alma já trabalhou com pacientes com demência durante vários anos e viu de perto “como é que a poesia pode alterar o humor de alguém”. Além disso, apercebeu-se que as pessoas “gostam de ser ouvidas com muito cuidado”.

Foi então que Deborah Alma, num “momento louco”, viu uma ambulância à venda e decidiu comprá-la. A partir desse dia sabia que tinha passado a ser a “poetisa da emergência” que viaja pelo país para distribuir versos aos que mais precisam de um conforto de palavras.

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um relatório que confirma os benefícios das artes para a saúde. No caso da Farmácia da Poesia, o poema certo para a pessoa certa pode fazer toda a diferença.

  ZAP //

4 Comments

  1. Que maravilha! Aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, faço um projeto de Cartas de Amor por Encomenda, algo parecido com o trabalho da Deborah, de ouvir uma história e criar uma poesia para a pessoa remetente <3
    E aqui eu me chamo de poeta mesmo.
    Tem um poema da Cecília Meireles em que ela diz: "Não sou alegre, nem sou triste / Sou poeta"!
    🙂

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