Famílias das vítimas de Lamego com indemnizações em risco

Nuno André Ferreira / Lusa

Explosões em fábrica de pirotecnia em Lamego fizeram 8 vítimas.

Explosões em fábrica de pirotecnia em Lamego fizeram 8 vítimas.

As famílias das oito vítimas das explosões numa fábrica de pirotecnia em Lamego, ainda não têm a certeza de que vão receber compensações, depois do trágico acidente.

O jornal Correio da Manhã (CM) apurou que há três contratos de seguro que podem ser accionados, designadamente, o seguro de responsabilidade civil, o seguro multirriscos e o seguro de acidentes de trabalho.

Neste momento, as Seguradoras contratadas pela Egas Sequeira Pirotecnia estão a avaliar as “condições particulares” e as “condições especiais” das apólices, para concluir que tipo de riscos estão seguros, conforme sublinha o CM.

O presidente do conselho directivo da Câmara Nacional dos Peritos Reguladores (CNPR),  Correia de Almeida, destaca no jornal que “uma forma rápida de compensar os familiares das vítimas da tragédia de Avões era a existência de um fundo de catástrofes (tal como existe em Espanha) que Portugal não tem”.

Assim, as famílias ficam à mercê da avaliação das seguradoras.

Buscas terminaram com suspeitas de oito mortos

Entretanto, as buscas pelos restos mortais das vítimas das explosões foram encerradas, após terem sido encontrados mais vestígios biológicos que podem apontar para a confirmação de oito mortos.

Até ao momento, foram confirmadas apenas seis mortes, havendo duas pessoas dadas como desaparecidas.

O Comandante Operacional Distrital de Viseu, Miguel David, explicou aos jornalistas que foram encontrados mais vestígios biológicos, mas que apenas a perícia legal confirmará se pertencem aos dois desaparecidos.

Miguel David também adiantou que os meios da Protecção Civil vão ser retirados do local, finalizando-se assim o período de buscas, ficando a zona a ser guardada pela GNR, para evitar a destruição de alguns vestígios que ainda restem.

Este foi o maior incidente registado em fábricas de pirotecnia em Portugal. Vinte e três pessoas morreram nos últimos 12 anos no país, em acidentes neste tipo de indústria.

ZAP // Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. Boa tarde,

    Antes de mais deixo as minhas condolências.

    Quanto aos seguros estas histórias repetem-se no dia a dia… As pessoas contratam seguros e cumprem com prazos de pagamento sob pena dos mesmos serem anulados e depois na hora das seguradoras cumprirem com as suas responsabilidades tudo é desculpa para atrasar, adiar ou não pagar nada.
    Se o Cliente tiver uma boa carteira de seguros as coisas são céleres pois não querem perder os clientes. Quando o Cliente é “fraco” as seguradoras fazem tudo para fugir às suas responsabilidades.
    Primeiro são as exclusões e as letras “pequeninas” e depois muitos dos seguros na prática pouco ou nada cobrem…

    Se houvesse um fundo de catástrofes todo era célere!!! E os seguros não podem ser? Só o são na hora de receber!!!
    Se houver fundos para tudo os seguros deixam de fazer sentido …

  2. Lá estão os gajos dos seguros a ver se fogem com “o ku á seringa”, agarrando-se ás letras miudinhas dos contratos….
    Cuidado com essa seita!

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