Facebook ameaça sair da Europa caso não possa transferir dados para os EUA

Shawn Thew / EPA

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg

A Comissão de Proteção de Dados irlandesa propôs que os dados dos cidadãos europeus não possam sair do continente. O Facebook diz que não sabe como poderá continuar a prestar os seus serviços na Europa com esta medida.

De acordo com documentos judiciais a que o jornal irlandês Business Post teve acesso, citados pelo jornal espanhol ABC, o Facebook comunicou ao Tribunal Superior da Irlanda que não sabe como poderá continuar a prestar os seus serviços na Europa se for obrigado a deixar de transferir dados de cidadãos europeus para os Estados Unidos.

Em causa está uma proposta da Comissão de Proteção de Dados irlandesa, que coordena as agências europeias, que estabelece que os dados dos utilizadores europeus não podem sair do continente.

Num comunicado emitido no dia 9 de setembro, a tecnológica, que está a ser investigada pelo regulador irlandês, declarou que a troca de dados entre os dois continentes é essencial para o funcionamento dos seus serviços.

“Recebemos com satisfação a decisão do Tribunal Superior de nos conceder permissão para iniciar uma revisão judicial. As transferências internacionais de dados favorecem a economia global e muitos dos serviços essenciais no nosso quotidiano. As empresas precisam de regras globais claras, apoiadas por um forte estado de direito para proteger a transferência de dados transatlânticos de longo prazo”, disse um porta-voz do Facebook ao jornal espanhol.

O Supremo Tribunal da Irlanda suspendeu, temporariamente, a investigação do principal regulador da UE sobre o Facebook que ameaçava parar a transferência de dados transatlânticos. A empresa solicitou uma revisão judicial da decisão preliminar da Comissão de Proteção de Dados irlandesa, argumentando que o mecanismo usado para transferir dados da União Europeia para os Estados Unidos “não pode ser aplicado na prática”.

Segundo dados do segundo semestre de 2020, citados pelo jornal ECO, 305 milhões de pessoas usam diariamente os serviços da empresa na Europa que, para além do Facebook, também detém o Messenger, o WhatsApp e o Instagram.

ZAP //

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35 COMENTÁRIOS

  1. LOL
    A UE a tentar fazer-se grande. Se calhar o que é preciso é mesmo o Facebook sair da UE, levando consigo o WhatsApp. A seguir pode ir a Google, a Microsoft e a Apple, e é comprar pipocas para assistir ao espectáculo. A UE devia perder menos tempo a encontrar formas de atacar as tecnológicas Americanas, e mais tempo a analisar como é que a Europa se deixou chegar a este estado de total dependência tecnológica dos EUA, e mais importante, o que vai fazer para inverter a situação.

    • Até concordo com a parte final do seu comentário.
      Quanto ao resto, basta ver, por exemplo, a forma como a Rússia tem interferido com as eleições americanas para perceber a importância desta situação. Vai desculpar-me, mas a ingenuidade, credulidade, leviandade e, porque não dizê-lo, ignorância também, que parece mostrar em relação a este assunto, são deveras preocupantes.
      Até aceito que possa existir utilidade nestas ferramentas (com excepção da Apple,uso todas as que referenciou). Mas, acorde! A tecnologia só tem contribuído para a progressiva e paulatina construção de um estado totalitário ao nível das mais sombrias distopias orwellianas. E, isso, creia-me, não é bom!
      A tecnologia não tem só o lado positivo. Também não tem só aspectos negativos. Mas não podemos focar-nos só nas promessas, esquecendo as consequências. Como em tudo, é preciso ponderação.

      • Não sou grande entendido nestes assuntos, mas parece que se as tecnológicas e todas as outras corporações globais, inclusive politicas fossem obrigadas a operar com sucursais autónomas, pelo menos a nível continental o mundo só teria a ganhar…

      • Amigo, não leve a mal, mas quem parece ingénuo, é você. É possível matar uma pessoa com um garfo, uma cadeira, ou um lápis. Tudo pode ser usado para o bem e para o mal. Se pararmos o progresso porque alguém pode usar uma ferramenta para o mal, ainda estaríamos a viver nas cavernas. Tenho 44 anos, sei perfeitamente como era o mundo antes do computador, da internet e do telemóvel. Não tenho qualquer interesse em voltar ao passado. Discordo completamente que a tecnologia só tem contribuído para a construção de um estado totalitário, aliás, isto sim é um comentário ingénuo.

        • Caro Senhor,
          Em lado algum sugeri que devemos voltar ao passado. Limitei-me a referir que como em tudo na vida, todo o positivo tem um correlato negativo e alertar para o facto de o progresso não apresentar só vantagens. Essa é a visão míope que certos grupos de interesse nos querem impor.
          Em todo o caso, a sua réplica esclareceu-me. A sua ingenuidade e ignorância têm uma origem: a tal miopia que referi atrás. Digo-lho sem qualquer sentido ofensivo.
          Tem todo o direito à sua opinião. Respeito-a como qualquer outra. Porém, desculpe que lhe diga, mas está errado. Quando comecei a estudar e a investigar este tipo de questões, partilhava do seu pensamento. Volvidos 15 anos e milhares de documentos e resultados de investigações lidos, tenho o conhecimento suficiente para dizer-lhe que, nesta matéria não há respostas certas ou soluções definitivas. No entanto, todas as evidências sugerem, de forma clara, que a resposta não está nos extremos, quer falemos dos movimentos tecno-utópicos ou dos neo-luddistas.
          Cumprimentos.

          • Nem percebo muito bem em que é que discorda de mim. Concordamos que não faz sentido voltar ao passado, e que tudo tem aspetos positivos e negativos. Parece que concordamos em relação ao 2 parágrafo no meu primeiro post. Parece que só discordamos em relação ao seu comentário que a tecnologia só tem contribuído para a construção de um estado totalitário. Isso é absurso. Muito antes de haver Facebook já os países mais poderosos tentavam influenciar os governos e as eleições em outros países, só que antes não se sabia explicitamente! É graças às redes sociais que casos como o do George Floyd são conhecidos. Podia dar muitos outros exemplos de aspetos positivos. E eu pessoalmente nem uso Facebook ou qualquer outra rede social.

    • Não preciso do FB e existem alternativas aos montes ao WatsApp.
      Google? Boa viagem! Não uso há muito. Uso Duckduckgo (experimente). se a sua questão for relativa ao Android, também pode ir. Existem alternativas Europeias (Ubuntu Phone).
      Microsoft? Já cá não devia de estar a estender os tentáculos pelo parlamento Europeu e pelos países adentro (veja o documentário «The Microsoft dilema» aqui: https://www.youtube.com/watch?v=duaYLW7LQvg). Existem alternativas a praticamente todos os produto da Microsoft. Fora!
      Apple? Nem comento… LOL. FORA!!

      Não faz sentido absolutamente nenhum que, numa era em que estamos cada vez mais dependentes de ferramentas informáticas, termos o continente Europeu (cidadãos, empresas, serviços públicos… Governos) dependentes de empresas externas. Sejam elas da nacionalidade que forem.

      • Você está certíssimo! Abram os olhos, as alternatives estão aí!.. A Internet é e sempre foi uma estrutura de todos para todos. Não deixem os senhores Feudais, conseguirem aquilo que sempre querem fazer: tirar as coisas do domínio público, acabar com tudo o que é open source, comoditizar tudo em nome do Deus dinheiro, etc… Qualquer dia privatizam o ar que respiramos.

        O planeta Terra não foi criado por eles. O ser humano não evoluiu por obra e graça deles e a Internet vei provar que todos juntos podemos fazer a humanidade avançar sem caciques e meninos que julgam que têm legitimidade para ser donos das outras pessoas.

        Não alimentem as grandes tecnológicas, usem o Minds, o Steem ou o Mastodom… Usem outras redes sociais open source. Quanto mais gente o fizer, mais popularidade terão. É como o Open Office e o Libreoffice. Hoje em dia há mais gente a usar isso do que a porcaria do MS Office. Usem o Gimp, o Ink, o Natron e o Blender. Até o DaVinci Resolve que é privado já ficou gratuito porque percebeu que a chulice não vai longe. Usem o TOR, o DuckGoGo… Usem o que respeita o bolso, a privacidade e não se arma em dono da vida dos outros.

        Zuckerberg, basa!.. Já vais tarde! Fazes aqui tanta falta como a fome!

        • É curioso que a maioria dos produtos que refere foram desenvolvidos nos EUA! Se o objetivo é reduzir a dependência dos EUA, não vai longe por aí. Mas o mais interessante no seu post são estas pérolas:

          “tirar as coisas do domínio público”
          “Até o DaVinci Resolve que é privado já ficou gratuito porque percebeu que a chulice não vai longe”

          Ou seja, você é daqueles que quer tudo de borla! Os outros que trabalhem, e que lhe disponibilizem o produto do seu trabalho gratuitamente, caso contrário são chulos. Pagar pelo trabalho dos outros é que nem pensar. E nem tem vergonha de assumir isto publicamente! Espantoso! Já eu, sou da opinião que as pessoas devem ser pagas pelo seu trabalho, se calhar sou maluco. Tenho 2 computadores pessoais em casa, e paguei 2 licenças Windows de bom grado.

          LibreOffice? Não me faça rir. Das vezes que experimentei, imediatamente percebi porque é que ninguém usa – é embaraçoso o quão atrasado está. O LibreOffice Online é patético em comparação com o Office 365, e tanto quanto sei ainda não tem uma forma simples de permitir que múltiplos utilizadores editem o mesmo documento ou folha de cálculo em simultâneo.

      • Duckduckgo = empresa Americana
        Se o objetivo é reduzir a dependência dos EUA, não vai longe por aí.
        Deduzo portanto que não usa Google Maps ou outros serviços Google.
        Ubuntu Phone?? Não me faça rir. Linux nunca foi nem nunca será um SO mainstream. Se o Linux fosse o único SO em existência, nos mesmo moldes em que existe hoje, 95% da população não teria computador. Está a sugerir que o utilizador comum instale Ubuntu Phone no seu smartphone? Ok, boa sorte! Ou talvez esteja a sugerir que a Samsung passe a vender smartphones com Ubuntu Phone. Continua a não ser uma solução completamente Europeia!
        Alternativas à Microsoft? Sempre existiram, e nunca passaram de 1% de market share (ou aí perto), há razões para isso. Informe-se. Qual a alternativa ao Windows? Linux? Leia acima. MacOS? Continua a ser Americano. Alternativas ao Office? O quê, LibreOffice? Não me faça rir. Das vezes que experimentei, imediatamente percebi porque é que ninguém usa – é embaraçoso o quão atrasado está. O LibreOffice Online é patético em comparação com o Office 365, e tanto quanto sei ainda não tem uma forma simples de permitir que múltiplos utilizadores editem o mesmo documento ou folha de cálculo em simultâneo. Só se estiver a falar de Google Docs, continua a ser Americano.
        Quanto à Apple, toda a gente fala mal, mas quem pode, compra um iPhone e iPad. E não vale a pena entrar pela linha de raciocínio que só os burros compram Apple. Já nos anos de 90 eu andava a instalar Linux, e prefiro mil vezes iPhone/iPad a Google/Android.
        Repito, a Europa deviar parar para pensar e analisar como se deixou chegar a este estado de total dependência tecnológica dos EUA, e mais importante, o que vai fazer para inverter a situação.

    • Lá tinhas que vir tu com as tuas teorias e visão distorcida da realidade!…
      Então a EU não pode mandar na EU e decidir as regras do seu território??
      Está boa….
      Então e o TikTok??
      Vamos fazer como os EUA, e roubar tecnológicas aos chinocas?
      E que tal um boicote por falta de capacidade para concorrer como os EUA tem feito com a Huawei, etc!…
      Se os gigantes tecnológicos querem operar na Europa, só tem que cumprir as regras europeias (e claro, pagam impostos na Europa)!
      Não querem? Boa viagem!!
      Sejam americanos, chinocas, etc
      .
      Gigantes como o Facebook, etc são um perigo e uma ameaça aos estados e à democracia e a prova disso mesmo é que até chegam ao cúmulo de “ameaçar” e a tentar condicionar as decisões da própria EU.
      É urgente por esses gigantes no seu lugar!!

      • Este Eu! não só não diz nada de jeito como não sabe ler…
        Diz-me lá onde é que eu disse que a UE não pode mandar na UE e decidir as regras do seu território? A UE pode fazer o que quiser, incluindo expulsar todas as empresas que quiser. O que eu digo é que a UE ladra muito mas não morde. A UE não pode de facto expulsar ninguém porque não tem alternativas. Porque se deixou ficar neste marasmo em que depende dos EUA, ou de outros países, para tudo o que é tecnologia.
        LOL roubar tecnologia aos Chineses, essa é boa. LOL falta de capacidade para concorrer, essa também é boa. A Huawei não passa de outro fabricante Asiático que copiou a Apple. Vai ver como eram os smartphones da Huawei antes do iPhone, e como passaram a ser depois do iPhone.
        Eu, como não tenho medo do bicho papão, acho ridículo esse comentário que o Facebook é um perigo e uma ameaça aos estados e à democracia, patético. Aliás, pelo contrário, há muita coisa que hoje se sabe porque a internet e as redes sociais aí estão para “tornar tudo viral”.

        • Bem… tu estás cada vez mais com tiques tipicamente americanos: bronco e arrogante!!
          E, claramente, tu é que não sabes ler; só isso justifica os comentários completamente ao lado da notícia!!
          A EU não falou em expulsar ninguém (isso é mais nos EUA, quando não aguentem com a concorrência externa!); falou em regras – regras que o Facebook não quer cumprir.
          O Facebook (etc) não é GRÁTIS; os “carneirinhos” que o usam cedem os seus dados pessoais em troca dos serviços – dados esses que valem milhões e são vendidos pelo Facebook a quem e como bem entende!!
          Essa base de dados tem um valor e um poder incalculável – não é por acaso que aconteceu aquele enorme escândalo dos dados Facebook–Cambridge Analytica!
          .
          Sim, literalmente ROUBAR aos chineses (não que eu tenha pena, já que os chinocas são os líderes incontestáveis nessa “arte”…)!!
          Não foi isso que os EUA acabam de fazer com o TikTok?
          Pois…
          Eu nem sabia o que era o TikTok até há pouco tempo, e, só recentemente soube que era uma empresa chinoca e percebi logo o problema – os americanos não querem que a China tenham dados dos americanos; já dos europeus fazem questão de ter o máximo de dados possíveis!…
          .
          Mas quais cópias da Apple??
          Essa influência do Trump está mesmo a toldar-te o raciocínio… acho que é óbvio para qualquer pessoa minimamente atenta à realidade que eu me referia à rede 5G!…
          A Apple sabe o que isso é?? 
          .
          Nunca usei qualquer serviço das empresas citadas além da Google (o mínimo possível e com o mínimo de partilha de dados possível)!
          Seja americana, europeia ou o que for, estes gigantes tecnológicos tem quer ser muito bem regulados e controlados porque o seu poder é muitttttooo maior do que possa parecer à primeira vista!…

        • Bem… estás cada vez mais com tiques tipicamente americanos: bronco e arrogante!!
          E, claramente, tu é que não sabes ler; só isso justifica os comentários completamente ao lado da notícia!!
          A EU não falou em expulsar ninguém (isso é mais nos EUA, quando não aguentem com a concorrência externa!); falou em regras – regras que o Facebook não quer cumprir.
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          O Facebook (etc) não é GRÁTIS; os “carneirinhos” que o usam cedem os seus dados pessoais em troca dos serviços – dados esses que valem milhões e são vendidos pelo Facebook a quem e como bem entende!!
          Essa base de dados tem um valor e um poder incalculável – não é por acaso que aconteceu aquele enorme escândalo dos dados Facebook–Cambridge Analytica!
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          Sim, literalmente roubar aos chineses (não que eu tenha pena, já que os chinocas são os líderes incontestáveis nessa “arte”…)!!
          Não foi isso que os EUA acabam de fazer com o TikTok?
          Pois…
          Eu nem sabia o que era o TikTok até há pouco tempo, e, só recentemente soube que era uma empresa chinoca e percebi logo o problema – os americanos não querem que a China tenham dados dos americanos; já dos europeus fazem questão de ter o máximo de dados possíveis!…
          .
          Mas quais cópias da Apple??
          Essa influência do Trump está mesmo a toldar-te o raciocínio… acho que é óbvio para qualquer pessoa minimamente atenta à realidade que eu me referia à rede 5G!…
          A Apple sabe o que isso é??
          .
          Nunca usei qualquer serviço das empresas citadas além da Google (o mínimo possível e com o mínimo de partilha de dados possível)!
          Seja americana, europeia ou o que for, estes tubarões tecnológicos tem quer ser muito bem regulados e controlados porque o seu poder é muitttttooo maior do que possa parecer à primeira vista!…

        • Bem… tu estás cada vez mais com tiques tipicamente americanos: arrogante e bronco!!
          E, claramente, tu é que não sabes ler; só isso justifica os comentários completamente ao lado da notícia!!
          A EU não falou em expulsar ninguém (isso é mais nos EUA, quando não aguentem com a concorrência externa!); falou em regras – regras que o Facebook não quer cumprir.
          O Facebook (etc) não é GRÁTIS; os “carneirinhos” que o usam cedem os seus dados pessoais em troca dos serviços – dados esses que valem milhões e são vendidos pelo Facebook a quem e como bem entende!!
          Essa base de dados tem um valor e um poder incalculável – não é por acaso que aconteceu aquele enorme escândalo dos dados Facebook–Cambridge Analytica!
          .
          Sim, literalmente roubar aos chineses (não que eu tenha pena, já que os chinocas são os líderes incontestáveis nessa “arte”)!!
          Não foi isso que os EUA acabam de fazer com o TikTok?
          Pois…
          Eu nem sabia o que era o TikTok até há pouco tempo, e, só recentemente soube que era uma empresa chinoca e percebi logo o problema – os americanos não querem que a China tenham dados dos americanos; já dos europeus fazem questão de ter o máximo de dados possíveis!…
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          Mas quais cópias da Apple??
          Essa influência do Trump está mesmo a toldar-te o raciocínio… acho que é óbvio para qualquer pessoa minimamente atenta à realidade que eu me referia à rede 5G!…
          A Apple sabe o que isso é??
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          Nunca usei qualquer serviço das empresas citadas além da Google (o mínimo possível e com o mínimo de partilha de dados possível)!
          Seja americana, europeia ou o que for, estes tubarões tecnológicos tem quer ser muito bem regulados e controlados porque o seu poder é muitttttooo maior do que o que possa parecer à primeira vista!…

  2. Meus amigos, temos que nos proteger com os nossos próprios dados, sou informático e por varas vezes tentaram entrar no meu e-mail e roubar a minha identidade, o que é da Europa fica na Europa. Quem não estiver bem que se mude.

  3. Fica, quem quiser estar nas NOSSAS condições. Quem não quer, boa viagem!

    Basta dar como exemplo o que o governo Americano está a fazer ao TikTok. É replicar a solução Americana ao FB, Twiter, WatsApp, Instagram, Google, etc, etc….

    • Pois, a diferença é que os EUA não precisam do TikTok para nada. Retira o Google da Europa, e o que é as pessoas e empresas usam como motor de pesquisa? O que é que usam em vez do Google Maps, e por aí fora? Sim, existem alternativas, e sempre houve, por alguma razão as pessoas não as usam! Ninguém quer usar uma rede social ou aplicação de messaging que mais ninguém usa! Agora com a pandemia estão em alta as aplicações de vídeo-conferência. O que é que toda a gente usa? Zoom, Google Meet, WebEx, Microsoft Teams, tudo Americano.

      • E a Europa ‘precisa’ do FaceBook para o quê exatamente?? Os transportes públicos param? A comida na mesa acaba? As instituições desaparecem?? É o apocalipse zombie se o FB acabar??

        Motor de busca: http://www.sapo.pt (Português ainda por cima)

        Google Maps (sem olhar a nacionalidades….. apenas ao facto de acreditar que não existem alternativas): Meo Drive, WAZE, Here WeGo, Maps.Me, esta última Open Source

        «aplicação de messaging que mais ninguém usa»?? O que aconteceu ao velhinho SMS? Não funciona já? Não tem bonecos que chegue, é?

        O que alimenta monopólio de diversas empresas Americanas é a crença enraizada (de que o Sr. aparentemente também padece) de que não existem alternativas. Como não existem usam sempre a mesma coisa e como ninguém usa mais nada…. nunca irá existir mais nada!

        • Certo, ninguém vai morrer e a comida não vai acabar. Por esse ponto de vista, para que é que precisamos de telemóveis, voltamos ao telefone fixo, ninguém precisa de carro, podemos andar de bicicleta ou a pé, também não precisamos de televisão, podemos ouvir rádio…

          Nenhuma das tecnológicas Americanas tem um monopólio, SEMPRE existiram opções, mas ninguém as quer. As pessoas esquecem-se que todas estas empresas começaram com 1 ou 2 tipos, a enfrentar empresas já estabelecidas MUITO maiores. Se cresceram e se transformaram no que são, é porque têm produtos melhores, é tão simples como isto. Todas as opções que refere são inferiores. Podem ser melhores num aspecto ou outro, mas no cômputo geral são produtos inferiores, ou não são acessíveis para o utilizador médio. Qualquer um consegue criar um produto que convença 200 pessoas, criar um produto que convença 200 milhões é MUITO mais difícil.

          A questão não é se a Europa precisa do Facebook, a questão é se a Europa precisa de uma rede social. Eu, que não utilizo directamente nenhuma rede social, acho que hoje em dia desempenham um papel essencial na sociedade. Há 3 milhões de empresas a fazer publicidade no Facebook. Fazer publicidade no Facebook é muito mais barato que na televisão, rádio, ou jornais/revistas. Na ausência de uma rede social dominante, há um segmento considerável de empresas mais pequenas que perdem um canal essencial para chegar aos consumidores. A questão é, se na ausência do Facebook, alguma rede social Europeia irá conseguir emergir como verdadeiro substituto. Uma rede social por si só não serve para nada se não conseguir atrair uma grande quantidade de utilizadores.

  4. Por mim o Facebook pode sair já da Europa. Não faz falta nenhuma!
    Eu estou em vias de deixar de usa-lo, depois que vi o filme “O Dilema das Redes”, da Netflix.

  5. E tudo seria tão simples como os EUA retirarem a isenção artº 230; da noite para o dia tudo mudaria.

    Existem regras, não querem obedecer às mesmas, estão fora; interessante também se a Irlanda obrigasse o Facebook a deixar de operar no país — isso é que seria uma estratégia concertada.

    Vejamos se a UE cede ou não!

    • Tudo mudaria – mais exatamente, quase deixaria de haver internet: se as redes sociais passassem a ser responsabilizadas legalmente pelo que os seus utilizadores lá dissessem, se os serviços de alojamento de sites passassem a ser responsabilizados pelo que aparecesse nesses sites; se os blogues e foruns fossem responsabilizados pelos comentários que os leitores fizesse, etc, etc. toda a internet interativa morreria, já que ninguém ou quase ninguém estaria disposto a assumir esses riscos.

      Teriamos uma internet dominada por meia dúzia de grandes empresas (capazes de possuirem elas próprias servidores em vez de terem que usar alguma plataforma de alojamento para ter o seu site ou blogue), com sites institucionais, e em que qualquer comentário dos leitores teria que passar por filtros de moderação.

  6. Acho que a questão que é colocada prende-se com a compilação de dados dos utilizadores… O problema é que os grandes tecnológicos dizem que necessitam dos nossos dados para prestar o seu serviço, no entanto, se verificarmos mais a fundo a questão, esses dados servem essencialmente para potenciar o negócio que está por trás (as receitas da publicidade e outras… as ilegais, o fornecimento de dados para o qual não foi autorizado pelos donos dos mesmos).
    No que concerne com as receitas da publicidade, está a definição de perfis de consumidores, para nos “injetarem” com a publicidade a toda a hora… Mas isso, eles dizem que não sabem como vão resolver essa questão, pois bem, é simples, é repensarem o seu modelo de negócio.
    Acho que a proposta é boa, porque tende a proteger-nos como cidadãos europeus, uma vez que mantendo “cá” os nossos dados, estarão protegidos segundo as regras europeias e, quer queiram quer não, são no mundo das que mais nos protegem.
    Podem dizes que as ferramentas do Facebook são importantes… pontos de vista… Mas para isso, sugiro que vejam o documentário sobre isso: “The Social Dilemma”… e depois, tirem as vossas conclusões.

    • Tem graça. Andava eu convencido que o Facebook era um serviço gratuito, que só usa quem quer. Pois é claro que tem que haver publicidade, o Facebook é uma empresa, não é uma instituição de solidariedade social, como haveria de fazer dinheiro se for gratuito e não puder ter publicidade? Obviamente que o uso ilegal de dados pessoais tem que ser punido, isso não está em questão.

      Sim, tem aspetos negativos, que são obfuscados pelos positivos, na minha modesta opinião, de alguém que não utiliza nem Facebook nem nenhuma outra rede social.

      Sim, o Facebook vicia. Também o jogo, álcool, tabaco, e outras coisas, e nada disto é proibido. Entra aqui o conceito de responsabilidade pessoal.

  7. O Facerbook perde muyito mais em sair da UE do que a UE com a saída do FB. Acho que deviam saír e já. Não é dificil a UE criar uma rede social.

  8. A sociedade europeia precisa de novos sistemas e desafios de comunicação, para o Facebook é mais importante estar na Europa, do que a Europa ter o Facebook.
    A informação que os europeus, gratuitamente disponibilizaram nesta rede social, isso sim, o facebook deveria era indemnizar todos os estados membros por terem manipulado as informações pessoais sem consentimento. Se quiserem sair, já ontem era tarde.

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