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Facebook acusa indíviduos ligados a militares franceses de administrar contas troll. A ideia seria influenciar eleições em África

O Facebook acusou indivíduos ligados a militares franceses de conduzirem uma operação secreta de influência online. A empresa disse que as campanhas de desinformação tinham como objetivo enganar os utilizadores na República Centro-Africana antes das eleições que se deverão realizar a  27 de dezembro.

As táticas supostamente usadas, que incluem o uso do Facebook para se passar por locais nos países-alvo, refletem as campanhas de desinformação. A empresa acredita que as pessoas que estavam a administrar as contas têm fortes ligações a militares franceses.

O Facebook disse que suspendeu três redes, totalizando quase 500 contas e páginas, devido ao chamado “comportamento inautêntico coordenado”.

Uma das redes estava ligada a “indivíduos associados a militares franceses”, referiu a gigante das redes sociais. As outras duas tinham conexões com “indivíduos associados a atividades anteriores da Agência Russa de Pesquisa na Internet”, bem como a Evgeny Prigozhin, um empresário russo indiciado nos Estados Unidos por interferência eleitoral.

Segundo o CNN, não houve comentários por parte do Ministério da Defesa e do Comando Militar francês. Questionado sobre as acusações em África, Prigozhin, que negou as acusações feitas pelos EUA, disse à agência de notícias Reuters, que considerava o Facebook uma ferramenta da CIA que retirava páginas para atender aos interesses dos EUA.

O presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadera, é um aliado russo, um relacionamento frequentemente visto como uma ameaça à influência da França no país de língua francesa.

O recente regresso do ex-presidente François Bozize ao país, onde tentou disputar o cargo, despertou temores de um retorno à violência. Bozize assumiu o poder em 2003 antes de ser derrubado pelo Seleka, uma coligação rebelde formada em grande parte pela minoria muçulmana.

No entanto, Bozize voltou atrás com a sua decisão de concorrer ao cargo mais alto do país, anunciando que aceitou a decisão do Tribunal Superior de o impedir de disputar as eleições.

O Facebook disse que as duas campanhas de desinformação se concentraram amplamente no República Centro-Africana, mas também tinham utilizadores em 13 outros países africanos, incluindo Argélia, Camarões, Líbia e Sudão.

Ben Nimmo, diretor de investigações da empresa de análise de media social Graphika, disse que ambas as campanhas usaram contas falsas para se passarem por moradores locais, muitas vezes partilhando fotos adulteradas.

  AMM // ZAP

 

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