Facebook acusado de permitir discriminação de género nos anúncios de emprego

O Facebook está novamente envolvido em polémica, desta vez por ter ajudado os empregadores a discriminar os candidatos com base no género.

Nos Estados Unidos, o Facebook está a ser acusado de ajudar os empregadores a discriminar os candidatos que querem com base no seu género.

Segundo uma queixa apresentada esta terça-feira na agência federal norte-americana, vários recrutadores estão a utilizar o serviço de anúncios de emprego da rede social para criar propostas destinadas exclusivamente a utilizadores do sexo masculino. Além disso, nove dos dez empregadores incluídos na queixa também dão preferência a trabalhadores mais jovens.

“Não devia ser afastada da oportunidade de descobrir uma oportunidade de trabalho só porque sou uma mulher”, disse a denunciante à União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU).

Em comunicado, a rede social diz que “não há lugar para discriminação no Facebook” e que vai “rever atentamente a queixa”. O jornal Público contactou o Facebook para esclarecimentos adicionais, mas não obteve resposta.

Os advogados dizem que descobriram o problema ao supervisionar um grupo encarregue de procurar empregos no Facebook entre outubro de 2017 e agosto de 2018. Para cada posto de trabalho em que carregavam, a rede social apresentava uma explicação sobre o motivo de alguém receber o anúncio, o que incluía o facto de terem um determinado género, idade e viverem numa dada região.

Certo é que as plataformas online não são diretamente responsáveis pelo conteúdo que as pessoas publicam. Ainda assim, os queixosos querem ver o Facebook a ser legalmente responsabilizado por criar um sistema que motiva os empregadores a selecionar o género e a idade das pessoas que recebem os seus anúncios.

Segundo as leis estatais e locais, é proibido publicar anúncios de emprego direcionados a um determinado género nos Estados Unidos desde 1964, explica o Público.

“Não podemos deixar que a discriminação com base no género das pessoas ganhe novo fôlego online”, disse Galen Sherwin, advogada responsável pelo projeto Direitos da Mulher da ACLU em comunicado. E acrescentou: “a segregação de postos de trabalho com base no género tem sido usada ao longo dos tempos para impedir mulheres de chegar a trabalhos bem pagos e a boas oportunidades económicas”.

ZAP //

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