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A China está a construir 110 novos silos nucleares. Estados Unidos estão preocupados

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Andy Wong / POOL / EPA

Na segunda-feira, a Federação de Cientistas Americanos (FAS) publicou um relatório no qual denuncia a existência de um campo de instalações nucleares perto da cidade de Hami, na província chinesa de Xinjiang. Estarão a ser construídos 110 novos silos para mísseis balísticos no local. 

Os Estados Unidos estão preocupados com os riscos da expansão nuclear da China e insistem que esta se deve manter comprometida com a estratégia de “dissuasão mínima”, após a divulgação de um relatório que denuncia a existência de um campo de instalações nucleares perto a cidade de Hami.

“Apesar do secretismo da República Popular da China, esta construção acelerada [de silos] torna-se cada vez mais difícil de esconder e demonstra como o país está a desviar-se de décadas de uma estratégia nuclear baseada na dissuasão mínima”, acusou o Departamento de Estado norte-americano, em comunicado enviado à CNN.

O Público destaca que a FAS considera que a capacidade nuclear combinada das instalações de Hami e de Gansu corresponde “à expansão mais significativa de sempre do nuclear arsenal chinês”. As instalações de Gansu tem outros supostos 119 silos e foram reveladas em junho pelo think tank James Martin Center for Nonproliferation Studies.

“O programa chinês de silos para mísseis constitui a maior produção de silos desde a produção dos EUA e da União Soviética durante a Guerra Fria”, lê-se no documento.

“O número de novos silos chineses excede o número de ICMB [mísseis balísticos intercontinentais] em silos operados pela Rússia e constitui mais de metade da capacidade total de ICBM dos EUA”, acrescenta ainda.

O Comando Estratégico dos Estados Unidos reagiu às novas revelações e lembrou que “é a segunda vez em dois meses que o público descobre o que temos vindo a dizer há muito tempo sobre a crescente ameaça que o mundo enfrenta e o véu de sigilo que a rodeia”.

O campo de silos de Hami tem cerca de 800 quilómetros quadrados e o campo de Gansu terá aproximadamente 380 quilómetros quadrados.

O facto de os silos estarem colocados em Xinjiang, longe da costa, garante que não podem ser atingidos pelos mísseis de cruzeiro disparados pelos navios de guerra norte-americanos estacionados no Oceano Pacífico.

“[O relatório] tem provas bastante convincentes das intenções da China para expandir significativamente o seu arsenal nuclear, de uma maneira mais rápida do que aquela que muitos analistas previam”, reagiu Adam Ni, diretor do China Policy Center, em Canberra, Austrália.

  ZAP //

22 Comments

  1. Era uma questão de tempo… se a Europa e os EUA não tivessem aberto completamente as portas dos “mercados” à ditadura capitalista da China, não seria para já…

  2. Deram e continuam a dar poder a china colocando lá a produção de quase tudo a nível mundial e agora estão preocupados???
    Será que desta aprendem que o barato pode sair muito caro?

    • Viajante,Por várias vezes tenho batalhado nesse assunto que é mais que evidente, quando optaram pela globalização com toda a pompa como se isso fosse para nós ocidentais um benefício. A Europa caiu nas mãos de políticos sem quaisquer escrúpulos irresponsáveis e incompetentes, vê-se no dia a dia as posições que tomam muitas vezes mesmo a nível interno abrindo caminho a tudo que seja abusivo dos nossos valores e princípios morais, quanto à abertura à entrada de islâmicos é outro problema gravíssimo que um dia dará guerra na Europa!

      • Políticos e principalmente empresários que só olham para os números!…
        Depois acontece isto:
        -Maior fabricante da Europa (mundo?) de alternadores e motores de arranque para automóvel (grupo Bosch) vendida a chineses.
        -Maior fabricante europeu (mundial?) de robots (Kuka) vendida a chineses.
        Etc, etc, etc….

        • Mas com a globalização não foram apenas os chineses os beneficiários, no que toca ao têxtil é entrarmos numa loja de roupas e verificar as etiquetas todas com nome de países asiáticos, esta indústria empregava largos milhares de pessoas sobretudo mulheres por esta Europa fora.

  3. Os Estados Unidos podem fazer tudo o que lhes apetece, até atacar um pais onde diziam haver tudo e não foi encontrado nada só com o objetivo final de explorar algumas das suas riquezas.

    Os outros paises se fazem alguma coisa já são ameaças…

    As potencias estão a mudar e quer se queira quer não se queira as grandes potencias a médio prazo serão a china (que já o é) e a india.

    • Não, não podem – ou não devem – mas comparar o EUA com a China (uma ditadura onde os chineses são apenas “carne para canhão” e nem sequer podem abrir a boca), talvez seja um pouco exagerado…

  4. Estamos a caminho da WW3. Estou certo que a iremos ter em menos de duas décadas.

    • Talvez, não partilho dessa opinião e muito menos que uma WW3 seja iniciada pela China, afirmação que é suportada pela História Universal, a China nunca foi um pais de natureza imperialista, o que se explica porque a China é, historicamente, um império e não foi nada fácil manter-se ao longo de quase 5 000 anos, o que comparado, pior exemplo, com os pilha-galinhas e arrivistas americanos é quase uma eternidade.
      Todas as tretas de organizações como esta FAS, não passam de instrumentos de propaganda americana. esta otícia diz-nos que os USA têm tanto ou quase poder ICBM como Rússia e China juntas. Pode perguntar-se porque e para quê: para se protegerem da Rússia e China?
      Todos sabemos que os USA foram o único país que usou a destruição atómica sobre populações indefesas, as razões foram o seu interesse etratégico e económico, se o fizeram uma vez, quando ainda existir uma verdadeira democracia, claro que a tropa fandanga que os governa, não hesitarão em usar a artilharia atómica na defesa dos seus interesses e do seu padrão económico.
      A política, como justificação de uma WW3 deixou de ter qualquer importância. a luta trava-se em tornodo recursos, da economia e, secundariamente, em torno do nível de vida das economias mais evoluídas, as ocidentais. As economias mais desenvolvidas dependem da manutenção de elevados padrões de vida, sem eles poderá ser o caos. O problema é que para os países ocidentais mais ricos manterem os padrões de vida que têm, mais de três quartos da população mundial é pobre.
      O perigo de uma WW3 vem daqueles, os países mais ricos e que têm muito a perder com a redistribuição dos recursos planetários, o perigo não vem dos países pobres. China e Rússia, os líderes dos países pobres sabem o óbvio, só o equilíbrio do terror poderá garantia a paz, é preciso que nenhum pais sinta que tem uma probabilidade coerente de ganhar uma WW3, o facto é que só os USA tê uma superioridade nuclear que lhes poderá conceder a vitória. Só o medo e a incerteza do resultado podem evitar uma WW3.

      • Tantos disparates…
        A China actual é do mais imperialista que há!! Só não faz mais estragos porque (ainda) não tem poder militar para mais.
        Na WW2 a população japonesa não era assim tão inocente e, os EUA estavam bem longe de ser a potência militar que são hoje.
        Numa guerra nuclear nunca haverá vitorias – nem nas outras guerras há…

  5. Precisam ser cientista matemático para construir mísseis nucleares, no entanto só precisa de um bom coração para acabar com a fome e a miséria.

  6. Talvez, não partilho dessa opinião e muito menos que uma WW3 seja iniciada pela China, afirmação que é suportada pela História Universal, a China nunca foi um pais de natureza imperialista, o que se explica porque a China é, historicamente, um império e não foi nada fácil manter-se ao longo de quase 5 000 anos, o que comparado, pior exemplo, com os pilha-galinhas e arrivistas americanos é quase uma eternidade.
    Todas as tretas de organizações como esta FAS, não passam de instrumentos de propaganda americana. esta otícia diz-nos que os USA têm tanto ou quase poder ICBM como Rússia e China juntas. Pode perguntar-se porque e para quê: para se protegerem da Rússia e China?
    Todos sabemos que os USA foram o único país que usou a destruição atómica sobre populações indefesas, as razões foram o seu interesse etratégico e económico, se o fizeram uma vez, quando ainda existir uma verdadeira democracia, claro que a tropa fandanga que os governa, não hesitarão em usar a artilharia atómica na defesa dos seus interesses e do seu padrão económico.
    A política, como justificação de uma WW3 deixou de ter qualquer importância. a luta trava-se em tornodo recursos, da economia e, secundariamente, em torno do nível de vida das economias mais evoluídas, as ocidentais. As economias mais desenvolvidas dependem da manutenção de elevados padrões de vida, sem eles poderá ser o caos. O problema é que para os países ocidentais mais ricos manterem os padrões de vida que têm, mais de três quartos da população mundial é pobre.
    O perigo de uma WW3 vem daqueles, os países mais ricos e que têm muito a perder com a redistribuição dos recursos planetários, o perigo não vem dos países pobres. China e Rússia, os líderes dos países pobres sabem o óbvio, só o equilíbrio do terror poderá garantia a paz, é preciso que nenhum pais sinta que tem uma probabilidade coerente de ganhar uma WW3, o facto é que só os USA tê uma superioridade nuclear que lhes poderá conceder a vitória. Só o medo e a incerteza do resultado podem evitar uma WW3.

  7. O planeta Terra vai-se a transformar num barril de pólvora, para além do perigo que isso implica existe ainda a questão humana da miséria e da fome que com o dinheiro gasto em armamentos daria certamente para colmatar toda essa falha, estou convencido de que este vírus que assolou todo o planeta não surgiu por acaso!

  8. O maior problema da humanidade são as alterações climáticas. Quem mais contribui para isso é, precisamente, os USA e a China mas, seremos todos nós afetados pelas consequências dessas alterações

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