Há uma coisa simples que podemos fazer para combater as alterações climáticas: falar sobre o problema

Lafayette College / Flickr

A preocupação com as alterações climáticas pode ser muitas vezes um fardo solitário, mas a verdade é que não precisa de ser assim. De acordo com um novo estudo, simplesmente falar sobre o assunto com amigos e familiares pode fazer uma grande diferença.

Em declarações ao Los Angeles Times, Matthew Goldberg, psicólogo social da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, afirma que reverter a tendência de não falar sobre as alterações climáticas ou evitar o assunto é “massivamente importante”.

“Na maior parte das vezes, assumimos que vamos ter este tipo de conversas com uma audiência cética. Mas, na maioria dos casos, as outras pessoas preocupam-se tanto com o problema como nós”, explica o investigador, citado pelo Science Alert.

Este conselho de Goldberg acontece depois das descobertas que o cientista e os seus colegas fizeram ao analisar alguns dados anteriores que reuniram em conversas sobre alterações climáticas. Em 2015, a equipa levou a cabo dois inquéritos nacionais, com sete meses de intervalo, que abrangeram 1.263 norte-americanos.

Durante as duas pesquisas, foi perguntado aos participantes com que frequência falavam sobre as alterações climáticas com a família e os amigos, e também qual a percepção deles sobre o consenso científico (que é de cerca de 97%).

Os resultados, publicados na semana passada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), revelam que um aumento na discussão previa uma subida de dois a três pontos percentuais na aceitação do consenso científico.

E embora essas mudanças pareçam pequenas por si só, tê-las em conta pode levar a grandes diferenças a nível prático. Por exemplo, os autores descobriram que, uma vez que houvesse uma maior aceitação do consenso, isso encorajou ainda mais discussões com a família e os amigos, espalhando ainda mais a mensagem.

A mensagem é obviamente importante, mas quem a transmite também. Se uma ideia ou informação vem de uma fonte confiável, tal como acontece com um membro da família ou um amigo íntimo, os autores dizem que pode ser muito mais difícil de ignorar ou negar.

 

Goldberg sabe que abordar estes assuntos politicamente divisivos e muito contestados com alguém que gostamos pode ser intimidante, por isso, aconselha a que comecemos num terreno comum.

“Acho que se formos pela perspetiva da poluição, torna muito mais fácil conversar com os outros sobre as alterações climáticas. Afinal, quem é que não é contra a poluição?”, questiona o investigador.

Outra sugestão, acrescenta Goldberg, é falar da meteorologia, um assunto aparentemente inofensivo que pode levar a discussões muito mais amplas. “Sabia que um clima mais quente pode tornar os furacões ainda piores?”, exemplifica.

No final, decida o que decidir, tornar as alterações climáticas como parte regular das suas conversas nunca foi tão importante como agora. Salvar o planeta está nas nossas mãos.

ZAP //

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