Espanha. Lusodescendente viveu mês e meio com cadáver da mãe em casa

Emilio Naranjo / EPA

Um lusodescendente viveu durante cerca de um mês e meio com o cadáver da mãe, que morreu de causas naturais, na mesma casa, na localidade de Antigua, na ilha de Fuerteventura, no arquipélago espanhol das Canárias.

De acordo com o Canarias7, citado pela agência Lusa, foi a ex-namorada do filho que alertou na passada terça-feira a polícia para este caso.

A mulher de 70 anos teve uma morte natural, segundo a Guardia Civil (correspondente à GNR portuguesa), que considera não ter encontrado sinais de que teria sido cometido um crime. Quando os agentes da polícia chegaram ao local encontraram o lusodescendente com o corpo da mãe em decomposição na cama do quarto ao lado do seu.

Os vizinhos, citados pelo Canarias7, disseram que já tinham notado maus cheiros e estranharam não ter visto o filho a ajudar a mãe a deslocar-se na sua cadeira de rodas, embora nada levasse a prever o desenlace final.

A Guardia Civil confirmou que a mulher, natural de Portugal e nascida em 1949, morreu aparentemente em 04 de novembro, dado que será esclarecido pela autópsia. O caso está com o Tribunal de Guarda do Puerto del Rosario, não tendo o filho sido detido, visto não haver dados que indiquem ter sido cometido um crime.

O jornal conclui que a única maneira de saber o que aconteceu é através do filho, que os vizinhos dizem estar desempregado há meses, depois de ter trabalhado num restaurante conhecido da região.

  Lusa //

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