Afinal, o Espaço não é assim tão escuro. Há brilho de origem desconhecida

NASA

A sonda New Horizons

Uma equipa de cientistas usou a New Horizons para medir a luminosidade do Espaço profundo e os resultados surpreenderam-na.

Há muito tempo que os cientistas tentam perceber qual a luminosidade do Espaço, se lhe retirarmos todas as fontes de luz conhecidas. Para descobrir, os cientistas usaram uma das sondas mais longínquas conhecidas: a New Horions, que passou por Plutão, se aventurou pelo Cinturão de Kuiper e, no início do ano passado, visitou o asteróide Ultima Thule, o objeto rochoso conhecido mais distante do Sistema Solar, rumando ao Espaço profundo.

Segundo o Futurism, como esta sonda se encontra hoje quase 50 vezes mais distante do Sol do que a Terra, está suficientemente longe para que o Espaço à sua volta seja pouco afetado pela luminosidade da nossa estrela.

O astrónomo Tod Lauer, do Observatório Nacional Ótico, explicou que as imagens captadas pelas câmaras da sonda “eram aquilo que nós chamamos céu vazio”. “Há a luminosidade das estrelas distantes, das galáxias longínquas, mas parecem fenómenos aleatórios. O que procuramos é um local que não tenha demasiadas estrelas brilhantes nem luz destas mesmo fora do plano que possa ser refletido para o enquadramento.”

Depois de processadas digitalmente, a fim de lhes retirar todas as fontes de luz (estrelas, galáxias, etc), os cientistas subtraíram o valor estimado da luminosidade de todas as galáxias que chega ao nosso Sistema Solar e esperavam obter um valor próximo de zero – já que seria o que aconteceria caso o Espaço fosse, de facto, negro. Mas não é.

O Espaço não é assim tão escuro e brilha, um brilho equivalente ao da luz que chega até nós das galáxias distantes. A origem é, atualmente, desconhecida.

Estas conclusões podem significar que há mais galáxias muito distantes ou demasiado escuras que os telescópios não conseguem detetar ou que pode haver “uma outra fonte de luz que ainda não sabemos o que é”, segundo Marc Postman, co-autor do estudo e astrónomo do Space Telescope Science Institute.

No fundo, é possível que haja um brilho de fundo inexplicável no Universo. O artigo científico está disponível no arxiv.

Ao NPR, o astrofísico Michael Zemcov, que não participou no estudo, disse estar um pouco cético em relação a esta descoberta. “Eles estão a dizer que há tanta luz fora das galáxias como no interior das mesmas, o que é francamente um osso duro de roer”, disse, apesar de concordar que o trabalho realizado “é sólido“.

São necessárias mais observações, utilizando outras fontes, para tentar perceber este mistério cósmico.

ZAP //

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