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Há novas evidências de rios antigos em Marte. Podem ter fluído durante milhares de anos

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NASA MGS MOLA Science Team / FU Berlin / DLR / ESA

Uma equipa internacional de cientistas encontrou novas evidências de rios que fluíram nas superfícies de Marte há mil milhões de anos.

Na nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Nature Communications, os cientistas de Itália, Reino Unido, Países Baixos e França observam que a nova descoberta pode trazer novas informações sobre novas informações sobre a busca de vida antiga no Planeta Vermelho.

Para chegar a esta conclusão, a equipa recorreu a novas imagens de alta resolução da câmara HiRISE, que está bordo do Mars Reconnaissance Orbiter da NASA.

“Infelizmente, não temos a capacidade de escalar, de olhar para os detalhes numa escala mais fina, mas a impressionantes semelhanças com rochas sedimentares na Terra deixam muito pouco para a imaginação”, disse o autor principal do estudo, Francesco Salese, da Universidade de Utrecht, nos Países Baixos, citado em comunicado.

Os especialistas transformaram as imagens da HiRISE em mapas topográficos tridimensional da Bacia Hellas, em Marte, uma das maiores crateras de impacto do Sistema Solar – estende-se por 9 quilómetros desde a base até à cratera.

Recorrendo a estes mapas, a equipa encontrou depósitos de sedimentos com cerca de 200 metros de altura e 1,5 quilómetros de largura. “Para formar estes depósitos com 200 metros precisávamos de condições que exigiriam um ambiente capaz de manter volumes significativos de águas líquida”, disse Salese em declarações à New Scientist.

As falésias localizadas em Marte revelam “rios que mudavam continuamente os seus desfiladeiros, criando bancos de areia semelhantes ao rio Reno [que atravessa a Europa] ou aos encontrados no norte da Itália”, pode ler-se no estudo.

Vida antiga em Marte

Os cientistas esperam que a nova descoberta possa ajudar e fomentar futuras investigações sobre a vida antiga em Marte. “Nunca vimos um afloramento com tantos detalhes detalhes que possamos dizer definitivamente que é tão antigo”, disse Joel Davis, cientista do Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido, e co-autor do estudo.

“Esta é mais uma peça do quebra-cabeça na procura por vida antiga em Marte, fornecendo uma nova visão sobre quanta água ocupava estas paisagens antigas”.

“Os rios que formaram essas rochas não foram apenas um evento pontual – provavelmente estiveram ativos entre centenas a milhares de anos”, disse ainda Davis.

A New Scientist frisa que os rios podem ter fluído durante até 10.000 anos.

  ZAP //

 

 

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