“Dormir sobre o assunto”. Afinal, a expressão faz sentido (e foi cientificamente provada)

Chill Mimi / Flickr

A expressão “dormir sobre o assunto” provou ser um conselho válido e cientificamente sólido, segundo um estudo recente que mediu as mudanças na atividade cerebral das pessoas e as respostas antes e depois de uma sesta.

Segundo um estudo recente, cujos resultados foram publicados no Journal of Sleep Research, podemos confiar plenamente na expressão “dormir sobre o assunto”. Afinal, o um período de sono pode mesmo ajudar-nos a pesar os prós e os contras e até a obter uma visão ponderada antes de tomarmos uma decisão.

A investigação, liderada por cientistas da Universidade de Bristol, centrou-se em compreender de que forma um curto período de sono nos pode auxiliar a processar informações inconscientes e de que modo isso afeta o nosso comportamento e tempo de reação.

As descobertas apontam ainda para os benefícios da tão aclamada sesta no que diz respeito à função cognitiva do cérebro. Mesmo durante breves episódios de sono, o nosso cérebro não pára: processamos informações de que não temos consciência até mesmo a dormir.

Dezasseis participantes de várias idades participaram na experiência, através da realização de duas tarefas – a tarefa principal “mascarada” e uma tarefa de controlo em que os participantes tinham de responder cada vez que viam um quadrado vermelho ou azul numa tela. Os participantes executavam as tarefas e, depois disso, ou ficavam acordados ou dormiam uma sesta de 90 minutos antes de executar as tarefas novamente.

No fundo, os cientistas esconderam as informações, apresentando-as muito brevemente (nunca sendo conscientemente percebidas) e mascarando a tarefa principal. No entanto, a informação oculta foi processada num nível subliminar dentro do cérebro.

Através de um exame EEG, que mede a atividade elétrica produzida naturalmente no cérebro, os investigadores mediram a mudança na atividade cerebral e a consequente resposta antes e depois da sesta.

O sono (mas não o despertar) melhorou a velocidade de processamento na tarefa principal mascarada – mas não na tarefa de controlo – sugerindo assim melhorias específicas do sono no processamento subconsciente.

Segundo o EurekAlert, as descobertas sugerem um potencial aprimoramento do processamento cerebral dependente da tarefa, potencialmente dependente do sono, que poderia otimizar o comportamento humano direcionado por objetivos.

É importante ressalvar que a memória é fortalecida durante o sono. Assim, estes resultados sugerem que as informações adquiridas durante a vigília podem potencialmente ser processadas de forma mais profunda e qualitativa durante o sono.

Ainda assim, serão precisos estudos mais aprofundados para investigar os mecanismos neurais adjacentes e comparar se os resultados variam, por exemplo, conforme a idade dos participantes.

ZAP //

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