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Dieta rica em açúcar aumenta drasticamente o risco de doenças intestinais

Um novo estudo sugere que uma dieta rica em açúcar pode contribuir para o aparecimento de doenças inflamatórias intestinais. Ratos alimentados com altos níveis de glicose apresentaram alterações no microbioma intestinal que contribuíram para a inflamação, levando ao desenvolvimento de colite.

De um modo geral as pessoas acreditam que uma mistura de fatores genéticos e ambientais são os que mais contribuem para o aparecimento de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII). Contudo, os cientistas estão cada vez mais atentos ao papel que o microbioma intestinal desempenha na criação de inflamações intestinais.

Agora, através do estudo publicado na revista Science Translational Medicine em outubro, chegaram à conclusão que a dieta é um fator-chave neste processo.

O novo estudo analisou o efeito do açúcar no microbioma intestinal e na inflamação intestinal. Grupos de ratos foram alimentados com misturas de água com concentrações de 10% de sacarose, frutose ou glicose. Após sete dias de dieta enriquecida com açúcar, os microbiomas dos animais foram geneticamente sequenciados para detetar quaisquer alterações agudas.

Os diferentes tipos de açúcar alteraram notavelmente a população microbiana do intestino dos animais. Contudo, a glicose, em particular, foi considerada o pior tipo de açúcar pois os animais que a consumiram desenvolverem colite e mostraram um aumento significativo na gravidade dos sintomas.

Esta experiência revelou um aumento na população de bactérias conhecidas por produzir enzimas que podem degradar a camada de muco que protege o revestimento do intestino grosso, avança o New Atlas.

No estudo, os investigadores explicam que “a camada de muco protege o tecido da mucosa intestinal. Uma maior abundância de bactérias degradadoras de muco, incluindo Akkermansia muciniphila e Bacteroides fragilis, em ratos é, portanto, um risco potencial para a barreira de muco intestinal”.

Algumas pesquisas anteriores descobriram que a inflamação intestinal pode ser iniciada quando bactérias, e outras toxinas, atravessam a barreira que reveste o intestino grosso. A experiência feita em ratos verifica as alterações do microbioma influenciam fundamentalmente a gravidade das Doenças Inflamatórias do Intestino.

Os investigadores levantam a hipótese de que dietas com alto teor de açúcar em humanos podem ser um fator-chave que sustenta o rápido aumento da prevalência de DII nos países ocidentais nas últimas décadas.

O nível de glicose presente em certos alimentos é sugerido como um fator de risco potencial para desencadear formas comuns de DII, incluindo colite e doença de Crohn.

  ZAP //

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