Despesas militares mundiais atingem valor mais alto desde Guerra Fria

MATEUS_27:24&25 / Flickr

Tanques blindados T-90 do Exército da Rússia

As despesas militares mundiais atingiram em 2019 o valor mais alto desde o fim da Guerra Fria, com os Estados Unidos (EUA) na liderança, segundo um relatório do Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo, divulgado esta segunda-feira.

Em 2019, os gastos militares atingiram 1.773 mil milhões de euros no mundo, um aumento de 3,6% num ano, o maior desde 2010. “As despesas militares atingiram o nível mais alto desde o final da Guerra Fria”, em 1989, referiu Nan Tian, investigador do Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

Segundo a agência Lusa, que cita a agência France Presse, o maior orçamento continua a ser o dos EUA, que aumentou 5,3% em 2019, para 677 mil milhões de euros, o que representa 38% dos gastos mundiais. Após sete anos em queda, as despesas militares do país recomeçaram a subir em 2018.

Logo a seguir aos EUA surgem a China –  com 241,4 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 5,1% num ano -, a Índia – com 65,7 mil milhões de euros, mais 6,8% num ano, a Rússia e a Arábia Saudita. Esses cinco países juntos representam mais de 60% das despesas militares em todo o mundo.

A Alemanha, que ocupa o 7.º lugar, atrás de França, regista o maior aumento entre os países do ‘top 15’: os gastos aumentaram 10% em 2019, para 45,6 mil milhões de euros, em parte devido à maior perceção de uma ameaça russa, disseram os autores do relatório.

Na América do Sul, o total de gastos militares fixou-se, em 2019, em 48,8 mil milhões de euros, “relativamente estável” face ao ano anterior, com o Brasil a representar mais de metade do total deste valor.

Referindo que “o aumento das despesas militares acelerou nos últimos anos”, Nan Tian alertou que a tendência pode reverter devido à pandemia da Covid-19, que está a abalar a economia mundial. Enquanto o mundo caminha para uma possível recessão, defendeu uma reconsideração dos gastos militares face a setores como a Saúde ou a Educação.

“É muito provável que isto tenha um efeito real nos gastos militares”, vaticinou.

No entanto, lembrou o investigador, a História demonstra que uma diminuição das despesas militares num contexto de crise não dura muito tempo. “Podemos assistir a uma quebra nos gastos durante um a três anos e depois a um novo aumento”, indicou.

Lusa //

PARTILHAR

RESPONDER

Atlético de Madrid revela nomes de jogadores que testaram positivo à covid-19

Para acabar com a especulação, o Atlético de Madrid anunciou a identidade dos jogadores do plantel que testaram positivo à covid-19. O Atlético de Madrid anunciou que o plantel e a equipa técnica tiveram resultados …

35 anos depois, Toshiba deixa de fabricar portáteis

Depois de 35 anos a produzir e vender computadores, a empresa japonesa vai abandonar o negócio. O comunicado à imprensa divulga que a Toshiba vendeu as ações da Dynabook à Sharp, concluindo assim um processo …

Governo do Líbano demite-se em bloco

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, vai entregar ainda esta segunda-feira ao Presidente Michel Aoun a demissão do Governo, disse esta segunda-feira o ministro da Saúde do Líbano, Hamad Hassan. Falando aos jornalistas após uma reunião do …

Portugal fora da lista de países que querem proibir robôs assassinos

Apesar de apoiar a realização de negociações para o fim do uso de robôs assassinos em conflitos militares, Portugal está fora da lista de países que procuram explicitamente proibir armas totalmente autónomas. A constatação consta de …

Portugal com mais três mortes e 157 novos casos de covid-19

Portugal regista esta segunda-feira mais três mortes e 157 novos casos de infeção por covid-19 em relação a domingo, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS). Há ainda a registar 89 pessoas recuperadas. O …

Covid-19. Singapura começa a testar vacinas em humanos na próxima semana

Singapura anunciou este sábado que inicia na próxima semana a primeira fase de testes em humanos de uma nova vacina contra a covid-19, período experimental que se vai prolongar até outubro, prevendo a administração do …

Cem milhões e um jogador. Real Madrid quer "roubar" Dybala à Juventus

De olhos postos na próxima temporada, o Real Madrid de Zinedine Zidane estará a sondar Paulo Dybala, estando disposto a pagar à Juventus 100 milhões de euros e a "oferecer" um outro jogador para garantir …

Depois da Microsoft, Twitter também está interessado em adquirir o TikTok

As redes sociais Twitter e TikTok tiveram discussões preliminares com vista a uma eventual "combinação" entre as duas, segundo uma notícia revelada no sábado pelo Wall Street Journal. Das informações obtidas pelo jornal não foi possível …

Vulcão Sinabung entra em atividade. Cinza cobre aldeias num raio de 20 quilómetros

O vulcão Sinabung, um dos mais ativos da ilha indonésia de Sumatra, expeliu, esta segunda-feira, fumo e cinzas a uma altura de cinco quilómetros, não havendo, para já, registo de feridos, informou a agência de …

Dona da TVI passa de lucros a prejuízos de 14,4 milhões. A culpa é da pandemia e das audiências

O grupo Media Capital obteve um prejuízo de 14,4 milhões de euros no primeiro semestre deste ano face a 5,9 milhões de lucros em igual período de 2019, segundo dados provisórios este domingo divulgados. De acordo …