Desemprego recua para 5,7%, um novo mínimo em mais de uma década

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Paulo Novais / Lusa

A taxa de desemprego baixou para 5,7% no segundo trimestre deste ano, uma quebra de 0,2 pontos face ao trimestre anterior e 1 ponto face a período homólogo, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Repete-se assim o mínimo registado no segundo trimestre de 2020, altura na qual, devido à pandemia, havia mais trabalhadores inativos do que desempregados com procura ativa de emprego. São os números mais baixos desde o início da série, em 2011, apontam assim os dados divulgados esta quarta-feira.

A população desempregada, estimada em 298,8 mil pessoas, diminuiu 3,1% face ao trimestre anterior. No entanto, na evolução em cadeia também não foi criado emprego e a população inativa aumentou. Em relação a período homólogo o aumento da população empregada foi de 1,9%.

A “subutilização do trabalho”, criada como complemento à taxa de desemprego, de forma a abranger um leque mais alargado de pessoas inativas, também recuou para 600 mil pessoas.

Os dados mostram que a proporção de população empregada em teletrabalho – que trabalha desde casa, com recurso a tecnologias da informação – foi de 19,6%, ou seja, 958,6 mil pessoas. Destes, 60% é do grupo profissional dos especialistas das atividades intelectuais e científicas e três quartos tem ensino superior.

“A probabilidade de um empregado com ensino superior estar em teletrabalho é 11,7 p.p. mais elevada do que para aqueles que completaram, no máximo, o 3.º ciclo do ensino básico”, explicou o INE.

  ZAP //

1 Comment

  1. É mentira que existe menos desemprego em Portugal! Muitos desistiram de estarem inscritos no centro de emprego, outros foram convidados para cursos de porcaria e a tempo parcial, trabalhos temporários e precários, só para dados estatísticos, mas emprego que é bom nicles!!!

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