Descoberta nova espécie de tardígrados que usa um “escudo fluorescente” para resistir à radiação

Uma equipa de cientistas do Indian Institute of Science acaba de descobrir uma nova espécie de tardígrados que é capaz de sobreviver à radiação ultravioleta (UV) durante dias recorrendo a um “escudo fluorescente”.

Os tardígrados, popularmente conhecidos como ursos de água, são seres extremófilos, capazes de sobreviver em situações extremas, no vácuo do espaço e em temperaturas abaixo de zero, sendo mesmo considerado o animal mais resistente do mundo.

Sob stress ambiental, como desidratação ou temperaturas extremas, estes minúsculos seres vivos encolhem para um estado de “tun” através do qual o seu organismo fica quase totalmente inativo. Neste estado, podem sobreviver sem água durante décadas, tolerar altas doses de radiação e sobreviver a temperaturas entre os -272 ° C a 150 ° C.

Uma nova espécie foi agora encontrada numa amostra de musgo encontrada numa parede de cimento na cidade de Bengaluru, na Índia, detalha o portal Science Mag.

Os cientistas testaram a nova espécie, batizada de Paramicrobiotus BLR, e descobriram que esta estripe sobreviveu a níveis de radiação ultravioleta que são capazes de matar uma outra espécie de ursos de água menos resistente e normalmente utilizada em procedimentos experimentais, a H. exelaris, em apenas 24 horas.

Por norma, a radiação UV é capaz de causar danos no ADN destes organismos, separando o material genético e fazendo com as células morram. Contudo, a Paramicrobiotus sobreviveu a exposição a esta radiação durante 30 dias, escreveram os autores no novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista Biology Letters.

Os ursos de água conseguiram resistir recorrendo a um “escudo fluorescente”, que os cientistas dizem ter descoberto totalmente por acidente.

Enquanto estudavam estes seres sob luzes ultravioleta, a equipa notou que os tubos de ensaio repletos de Paramicrobiotus brilhavam ou “floresciam”, situação que não se verificou nas amostras de H. exelaris colocadas também em tubos de ensaio

Os cientistas descobriram então, depois de levar a cabo mais testes com as duas espécies para perceber as taxas de sobrevivência dos diferentes ursos de água, que a fluorescência confere a estes micro-organismos proteção contra os efeitos nocivos da radiação UV.

O composto químico fluorescente utilizado pelos espécimes da espécie Paramicrobiotus não foi ainda determinado, frisa ainda o mesmo estudo.Os cientistas acreditam que estes ursos de água terão desenvolvido este escudo fluorescente para neutralizar os altos níveis de radiação UV do sul tropical da Índia.

ZAP //

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