CTT divulgaram “informação enganosa”. Anacom quer sanções para gestores

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Mika Stetsovski / Flickr

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) acusa os CTT de divulgarem “informação enganosa” quanto à evolução do número de reclamações apresentadas pelos consumidores durante o ano de 2018. Em causa está uma nota dos CTT alegando que as queixas caíram 7%.

Os CTT divulgaram, no dia 13 de Fevereiro, uma nota que indicava que “as reclamações totais de serviços postais recebidas” pela empresa “caíram 7% em 2018 face a 2017″. Nesse mesmo dia, a Anacom avançou que “as reclamações sobre o sector postal aumentaram 43,3% em 2018, passando de 16 mil em 2017 para 22,9 mil em 2018″.

Num novo comunicado agora divulgado, a Anacom refere que “solicitou esclarecimentos aos CTT sobre a informação” anunciada, “tendo os elementos recebidos no dia 18 de Fevereiro permitido confirmar que os CTT divulgaram informação enganosa“.

No livro de reclamações dos CTT, o número “aumentou 35,8% face a 2017 (passando de 14,6 mil reclamações para 19,9 mil reclamações)”, garante a Anacom.

Estes dados “não incluem os pedidos de informação classificados como tal pelos utilizadores no livro de reclamações electrónico” e são baseados não só nas reclamações apresentadas através deste instrumento, mas também nas que foram enviadas directamente à Anacom, sustenta o regulador.

A entidade aponta que na nota dos CTT “induzia-se a conclusão de que tal redução respeitaria apenas a reclamações, quando, na verdade, correspondia à soma das reclamações e dos pedidos de informação relativos a serviços postais recebidos pelo Grupo CTT”.

“Estas duas categorias, que no seu conjunto terão tido uma redução de 7% em 2018 face a 2017, não podem nem devem ser confundidas, já que têm uma natureza clara e completamente distinta entre si”, sublinha a Anacom, explicando que “consideradas separadamente, como não pode deixar de ser, observa-se que o Grupo CTT registou no seu sistema interno um aumento de 9% das reclamações recebidas (e uma redução de 40% dos pedidos de informação recebidos)”.

A Anacom acrescenta que a informação enviada pelos CTT à entidade a 13 de Fevereiro atesta que “o número de reclamações recebidas, quer no livro de reclamações quer por outros canais, e já classificadas pelos CTT como reclamações, aumentou 2,4% em 2018 face a 2017″.

O presidente da Anacom, João Cadete de Matos, referiu-se como “facto inapropriado a divulgação de informação enganosa” pelos CTT durante a sua audiência na Comissão Parlamentar de Economia, após requerimento do Bloco de Esquerda.

Convocado para falar sobre a prestação e qualidade dos serviços dos CTT, Cadete de Matos criticou a postura da empresa, salientando que é preciso que haja uma “clarificação do regime sancionatório” para este tipo de casos, de modo a criar “mecanismos para dissuadir” quaisquer “tentativas de manipulação de informação“, como cita o Público.

O presidente da Anacom acrescenta que entregou, recentemente, ao Governo propostas de alteração legislativa para reforçar as sanções aplicadas aos gestores das empresas do sector das Comunicações.

  ZAP // Lusa

2 Comments

  1. Em Ponte de Lima, no que me diz respeito efetuei uma reclamação online porque foi mal atendida no posto dos CTT por uma energúmena de nome I…., mal disposta e mal agradecida por estar a ocupar um lugar que poderia ser para outra pessoa mais competente, e foi me respondido pelos serviços que a reclamação foi tomada em conta e que seriam tomadas disposições contra a dita funcionária…..tretas…….tudo é encoberto com a cumplicidade de alguns funcionários dos CTT….. (alguns estão lá sem qualquer mérito, são filhos ou parente de antigos funcionários entretanto falecidos ex: 1 sra. chamada F…. e outro sr. funcionário que ocupou o lugar do irmão).
    Lamentável

  2. Já ontem era tarde!
    Esses parasitas estão a vender os CTT ao desbarato para encher os bolsos dos acionistas e daqui a pouco lá vai o Estado ter que injetar milhões para manter o serviço publico de correio!
    Este negócio ruinoso e criminoso é mais uma “prenda” que o governo anterior/troika deixaram os portugueses!… agora é que se vê o resultado da magnifica gestão privada – distribuição de 200% dos dividendos e mais de 30 concelhos sem estação dis CTT!!

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