“A crise devia ser paga por toda a burguesia do teletrabalho”

Susana Peralta / Facebook

A economista Susana Peralta, professora na Nova SBE.

“É preciso distribuir o mal pelas aldeias” e, por isso, as pessoas que “não perderam rendimentos”, nomeadamente “toda a burguesia do teletrabalho”, deviam estar sujeitas a “um imposto extraordinário” para ajudar a pagar a crise. É a economista Susana Peralta, professora na Nova SBE, quem o defende numa entrevista que está a gerar polémica.

As declarações feitas ao jornal Inevitável por Susana Peralta, que também é cronista do Público, estão a gerar burburinho nas redes sociais.

“Podia-se perfeitamente ter lançado um imposto extraordinário sobre essas pessoas [que não perderam rendimentos] para dividirmos o custo desta crise”, salienta a economista.

“Houve uma parte substancial de pessoas em Portugal que não perderam rendimentos, toda a burguesia do teletrabalho, todas as pessoas do sector dos serviços que, aliás, são as pessoas mais bem pagas, o que também me inclui a mim”, considera ainda Susana Peralta, considerando que a “crise poupou muito as pessoas que trabalham neste sector e são as pessoas com mais escolaridade”.

A economista realça que “o dinheiro não nasce em árvores” e que, por isso, “decidir onde se vai buscar é uma escolha política e não ir buscar é outra escolha política, e o Governo terá de ser responsável por essa decisão quando houver eleições”.

Na opinião da professora de Economia, o Governo devia “dividir o impacto” de uma crise avassaladora, em que o país “perde 7,5% do PIB”. E neste âmbito, criar um imposto extraordinário seria “impopular para quem está no bem-bom do ponto de vista económico”. Mas não o aplicar é “agradar a uns sem se preocupar com os outros”, conclui.

“É preciso distribuir o mal pelas aldeias”, considera ainda, realçando que não pode haver pessoas “a suportar um custo enorme em nome de uma espécie de bem comum, de um bem maior de evitar que o nosso sistema de saúde entre em ruptura, e não serem compensadas por isso”.

Não podem estar sem dinheiro para pagar as suas contas e andar a viver numa angústia enorme, a existirem filas enormes para irem buscar comida”, constata.

As palavras de Susana Peralta estão a gerar controvérsia nas redes sociais e a economista aproveitou o seu perfil no Twitter para se explicar melhor.

“Disse que ou se aumenta a dívida, ou se gasta bem o dinheiro (ex: TAP) ou se distribui o custo da crise de maneira equitativa. Isso quer dizer tirar dinheiro a quem não perdeu para dar algum a quem tudo ou muito perdeu“, destaca a professora da Nova SBE.

Susana Peralta também acrescenta que o “teletrabalho é privilégio de uma minoria que mantém o rendimento e protege a saúde”, enquanto “muita gente perde tudo e outros arriscam a saúde para a comida continuar a fluir para os supermercados”. “Não percebo o que tem de chocante que a tal minoria dívida a conta”, salienta.

“Fuga para a frente de salvar a TAP é problemática”

Na entrevista ao Inevitável, Susana Peralta também nota que “a fuga para a frente de salvar a TAP quando se está a deixar estas franjas da sociedade mais desprotegidas é muito problemática“.

A economista entende ainda que “as receitas perdidas dos restaurantes resolvem-se com dinheiro” e que “o Governo não está a ser suficientemente generoso”.

Criticando “a gestão” que o Governo tem feito da crise, a professora salienta que “as creches deviam abrir já na próxima semana“.

“No ano passado, as crianças ficaram seis meses sem escola, e agora já lá vão cinco semanas”, aponta, considerando que foi “o pior tiro no pé que foi dado”.

“Temos de investir no capital humano, pois é isso que faz a grande diferença e que não estamos a conseguir”, destaca, alertando que “isso se vai reflectir a médio prazo, a não ser que peguemos numa parte substancial do dinheiro que supostamente vai chegar da União Europeia e comecemos a traçar planos de recuperação para a educação destas gerações que, neste momento, estão a ser fortemente prejudicadas por as escolas estarem fechadas”.

Susana Valente Susana Valente, ZAP //

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101 COMENTÁRIOS

    • Essa anormal esquece-se que só num negócio a EDP deixou de pagar 100 milhões de imposto de selo e ao fim do ano dá 800 milhões de lucro. De onde vem esse lucro todo ? Como é míope não consegue ver …

    • Isso seria obviamente Inconstitucional.

      Cobrar impostos adicionais apenas a uma parte das pessoas que trabalha e já paga impostos (estando em “prisão domiciliária” forçada) só mesmo para gerar polémica.

      Já agora isso isentaria os políticos que por alguma razão, que me é estranha, continuam a andar por aí, quando o que fazem parece-me ser perfeitamente compatível com o teletrabalho.

    • Diz o povo na sua imensa sabedoria ” … em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão …”
      Nos últimos anos apenas ouvi um slogan muito apropriado ” se votarem nos mesmos esperam resultados diferentes ?”
      Este é um reino onde imperam os espertos: durante décadas os privados descontavam sobre o ordenado mínimo para pagar menos impostos; agora na reforma recebem rendimentos mínimos e queixam-se dos outros, particularmente os funcionários públicos que tinham que declarar tudo o que recebiam e que hoje tem reformas melhores.
      Vejamos então um exemplo prático: um casal seja de que idade for goza a vida, aluga casa em vez de comprar, compra carro a crédito, passa férias todos os anos seja no verão, no carnaval e na páscoa; agora com a pandemia fica desempregado e vai viver para debaixo da ponte, ou exige que o estado lhes arrange uma casa …
      Um outro casal exactamente com o mesmo rendimento, opta por comprar casa, procura pagá-la o mais rápido que consegue, compra carro quando pode e goza férias quando o rei faz anos; agora com a pandemia fica desempregado e vive na sua casinha, continuando a pagar impostos, IMI, taxas de saneamento, de resíduos, e outras taxinhas …
      A solução desta doutora é dividir o mal pelas aldeias … o que significa que os que pouparam tem que ceder o pouco que não lhes chega para as cigarras que daqui a uma ano, passada a pandemia, voltarem a fazer a sua vidinha, as suas férias.
      É assim que se evolui ?

      • Concordo com os exemplos que deu. É como pedirem extratos de conta para calcularem subsídios extraordinários. Quem poupou enquanto teve emprego, fica com menos do que quem o estoirou enquanto pôde, é “rico”.
        Mas só se consegue fazer uma cobrança de impostos justa olhando quase caso a caso. O português é muito habilidoso e, querendo e não tendo escrúpulos, encontra sempre forma de tirar partido de qualquer situação, não tendo qualquer tipo de consideração ou consciência por quem mais precisa. Por exemplo, com esta história do layoff, há quem esteja em casa a receber do Estado, arranja um trabalho pago por baixo da mesa e voilá, trabalha o mesmo ou menos e tem dois ordenados, um deles pago pelos outros contribuintes.

        O que sempre fez falta neste país foi e é FISCALIZAÇÃO! Mas como a quem manda no tasco também convém não meterem muito o nariz, as coisas hão-de andar sempre assim. É a lei do chico-espertismo.

        • Concordando consigo, não é com fiscais que se lá vai, pois não faltam fiscais e nada resulta. o que é preciso é sanções exemplares, que já houve.
          Por exemplo qualquer individuo com cadastro não poder concorrer à função pública ou a qualquer cargo público. Qualquer funcionário público corrupto, exoneração com perda de vencimento e pensão.
          Qualquer pessoa apanhada a roubar ter que pagar com os respectivos bens até não ter nada.
          Isso acabava com as insolvências em que os credores ficam a arder e com os Salgados desta vida, que apesar de arruinarem milhares continuam a boa vida.
          Mas repare: isto tem que começar na escola primária, onde um aluno que seja apanhado a cabular deveria perder logo o ano, para não falar do secundário e das universidades.
          O Problema é que teria que mandar meio mundo para a rua …

    • Realmente esta sra Peralta não faz ideia da realidade. Estes pseudo académicos vivem numa bolha e desconhecem a realidade… Burguesia do teletrabalho??? Eu diria que estes plebeus académicos, economistas e gestores de meia tigela,.como o rio e outros do sector financeiro é que deveriam ser taxados forte e feio!!!

  1. Totalmente de acordo! E sou uma dessas pessoas que, felizmente, não perderam rendimentos. Só as pessoas que estão confortavelmente em casa a receber o seu salário/reforma por inteiro é que defendem confinamentos até ao Natal… de 2025!

    • Cara Lara,
      O que esta senhora está a propor chama-se comunismo. Em vez de pedir para acabar com a corrupção, estrangulamento de impostas as PMEs e resgates a banca que fez negócios ilegais. Esta senhora acredita que a solução é uma aspirina para uma meningite.
      É triste ver uma economista formada como esta senhora a dizer tamanhas babuzeiras. E não, não é uma questão politica é uma questão de civismo.

  2. Tem toda a razão a prof. Susana Peralta! Poderíamos começar por empresas tipo edp. Gente como os ministros, deputados e afins. Talvez eles percebessem o que dói aos coitados no desemprego e sem dinheiro para comer ou pagar as contas. Mas isso não vai acontecer nunca, professora.

  3. Esses ditos burgueses já estão a financiar a economia ou a mulher é estúpida? Eles pagam impostos, nós recebemos ajudas ainda que miseráveis, ou nao descontamos. Deixem de enterrar dinheiro nas Taps, Bes, etc. Obriguem a EDP a baixar o preço da eletricidade e as gasolineiras dos combustíveis. Bastava.

  4. se esta anormal que se diz economista e não sabe fazer contas enfiasse a boca num certo sitio, se calhar as asneiras que diz não soavam tão mal, para começar quem está em teletrabalho, está por imposição e não por escolha, quanto á perca de rendimentos, é muito subjectiva, pois a factura da luz aumenta no mínimo uns 30%, a da água uns 15 a 20%, já para não falar de outros gastos que uma pessoa em casa tem que se fosse trabalhar não tinha como por exemplo aquecimento e papel higiénico. e alem disso uma coisa não tem preço que é a privação de andar na rua, uma pessoa em teletrabalho fica quase “privada” de ir á rua pois levanta-se e toca a trabalhar e por vezes trabalha muito mais tempo do que se fosse para o local de trabalho, e quando se tem crianças em casa porque as escolas fecharam não há condições de trabalhar, outra coisa que não tem custos considerados nem ajudas de lado nenhum é a degradação da saúde física e mental a que quem está em casa se sujeita dia a dia, por isso minha senhora coloque a viola no saco e cale-se pois a sua musica a mim não me agrada nada

    • Está-nos a escapar o verdadeiro propósito destas afirmações. A senhora burguesa precisa de promoção e não há nada como proferir barbaridades publicamente para se promover. Todos os anúncios a grandes marcas de detergentes são parvos, mas são aqueles que ficam na memória. Alguns quase tão parvos como a senhora burguesa! Quase tão parvo como sugerir a demolição do Padrão dos Descobrimentos! É uma genial forma de promoção.

  5. Desconheço que vivamos numa monarquia, onde exista burguesia; não obstante, “distribuir o mal pelas aldeias” não sei o que isso significa.

    Tanto quanto sei ainda não vivemos num estado socialista/comunista — ideias “progressivas” (regressivas) vindas dos EUA aqui também em Portugal?

    Vivemos agora numa política de taxas? É preciso ‘X’ adiciona-se uma taxa? — Todos os Portugueses pagam demasiados impostos. É vergonhoso um “governo” que foi eleito para criar soluções, usar os Portugueses como “arma de arremesso” para financiar tudo o que seja.

    Que tal começar por reduzir o vencimento dos políticos, ou pagarem mais taxas? E reduzir o número de deputados e benefícios dos mesmos?

    É economista? Bem, talvez deva rever os seus estudos e reflectir sobre o que professa.

    Menos governo, mais “lean”, mais agil, com menos burocracia e taxas! Os Portugueses agradecem!

  6. Meus amigos!!!!…. Estamos todos em dificuldades!????!!Não! não estamos.À uma classe que não se passa nada e é numerosa OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS não estão em risco de perder o trabalho porque nunca serão despedidos. Mesmo que não prestem para nada (a maioria)!

  7. Se o governo deixa escapar tanto dinheiro perdoando impostos às grandes transacções, como foi o caso da concessão das barragens do Douro que a EDP adquiriu, por tuta e meia, e agora está a vender por uma pipa a uma empresa francesa( que grande trapalhada!!) sem que esta tenha que pagar imposto de selo, nem mais valias, é porque os cofres do estado estão cheios, não acham?

  8. A sra. economista está a ser intelectualmente desonesta e a puxar para o populismo barato. Ela sabe muito bem que a maioria das pessoas que estão em teletrabalho, são as que pagam os impostos todos neste país. Ou seja, são as que mais contribuem para sustentar todos… São sempre os mesmos a dar e sempre os mesmos a mamar!

  9. É verdade! Por fim alguém diz umas coisas acertadas.
    A TAP foi vendida e este (des)governo foi pagar para ficar com ela e, pior do que isso, vai enterrar lá milhões.
    Quem paga esse milhões somos nós os que pagamos impostos e que, não temos ao nosso dispor a habilidade da EDP e do próprio governo. Quem paga tudo isto, imaginem?
    … Nós! O Zé povinho.
    No fim disto tudo alguns ministros quando saírem do governo estarão RICOS!

    • Só disparates!…
      A TAP foi vendida, mas o risco é a dívida NUNCA saíram do lado do Estado, portanto NADA ficou resolvido com a venda!
      Já a EDP foi vendida ao desbarato com o resultado que se vê!… e, o Catroga nem precisou de estar no governo para ficar rico!!

  10. E os funcionários públicos que passaram impunemente por tudo isto?! No entanto, as empresas continuam a pagar os impostos para sustentar os seus salários. Portugal a duas velocidades, uma vez mais. No privado há situações de profunda miséria enquanto que no público tudo rola normalmente. Será este um esforço justo e equitativo?

          • Essa deve ser para rir. Pelo menos deu para perceber que não és empresário (e ainda bem para ti) nem conheces as empresas, nem os apoios. Então aquele apoio que seria para compensar as perdas que as empresas tinham tido quando comparado com o período de março de 2020 foi o melhor. Isto é, comparavam não com um período normal mas com um período em que a grande maioria esteve encerrada.
            Depois quanto aos outros apoios, uma coisa é o que o PM anuncia. Na prática não tem nada a ver. Para ter os apoios tem de mais de 90 anos e ir acompanhado do pai e do avô. Deixa-te ficar pela bola.

            • Percebeste mal, mas sim, não tenho empregados…
              Também tens dificuldade na leitura; eu escrevi: “A grande maioria das empresas recebeu apoios para pagar salários”; não falei de outros apoios!
              Todas a empresas que conheço (e que o pediram) receberam apoios para pagar salários!
              Se conheces alguma que não recebeu, deve haver algum motivo…

            • Percebeste bem, mas sim, tenho empregados…
              Também tens dificuldade na leitura; eu não escrevi: “A grande maioria das empresas recebeu apoios para pagar salários”; falei de outros apoios! Todas as empresas que desconheço (e que não o pediram) receberam apoios para pagar salários!
              Se não conheces alguma que recebeu, deve haver nenhum motivo…

            • Esse apoio foi magnífico. Faz lembrar aquele que nunca recebi. 😉
              ______________________________________________
              Para o “Eu!”: não recebes apoios, porque trabalhas num Estaleiro de Comunistas. 🙂

  11. É muito fácil por a plebe a discutir cêntimos quando os verdadeiros problemas residem no facto dos mega-ricos não pagarem impostos, pagarem mal aos funcionários das suas empresas e deslocalizarem a produção para países “em desenvolvimento” recorrendo a trabalho escravo (ou quase). À Dra. Susana Peralta não a oiço referir que é necessário ir atrás dos 100M € que a EDP não pagou em impostos da venda das barragens, que é necessário taxar/proibir os produtos provenientes de países que recorram a trabalho infantil/escravo/precário, nem a oiço referir que é necessário ir atrás das offshores. Dividir para reinar como sempre. Enquanto isso os verdadeiros “privilegiados” continuam a não pagar a justa parte que lhes cabe. Ser forte com os fracos e fraco com os fortes também eu sei ser 😉

  12. Minha Senhora. Acha que é a burguesia do teletrabalho que devia ser taxada para ajudar a pagar a pagar a crise?
    Olhe minha senhora eu só fico pasmado quando a Gulbenkian a convida para regurgitar, há sítios mais adequados.

  13. Amanhã iremos descobrir que esta fulana milita ou aspira a extrema esquerda e tenta tal como os seus compatriotas criar a ideia espectacular de uma sociedade em que trabalhar é uma heresia, os patrões e multinacionais são o bicho papão que devemos abater e assim exigir um estado/governo protector, mas como ela é economista sabe perfeitamente que não há dinheiro para essa ideologia, logo teve uma ideia iluminada tirar a quem trabalha para distribuir pelos que não trabalham. nesta ideia genial não interessa saber se essa pessoa em vez de estar no sofá a ver um filme tem de se dedicar ao trabalho, prescindir ou ajudar de forma atabalhoada os filhos, não estar livre de após a pandemia ver a sua imprensa falir e ir para o desemprego, etc…

    • A mesma ideia foi defendida por Poiares Maduro, candidato apoiado pelo PSD e CDS à Câmara de Lisboa… será que ele também “milita ou aspira” a extrema-esquerda?!

      • Nunca se sabe !!! como deve saber a prioridade de um politico é a sua carreira/rendimento por conseguinte mudar de casaco não é muito difícil bastando invocar incompatibilidade ideologica, existindo muitos exemplos.

  14. Aqui, na cidade onde vivo, os funcionários públicos das piscinas municipais estão em teletrabalho vai quase para 1 ano. Desde o primeiro encerramento, já em princípios de 2020, que nunca mais abriram.
    Coitados, gerir uma piscina encerrada em teletrabalho não deve ser nada fácil! E o que em espanta mais é a sua resistência, ainda nunca se queixaram!

    • Também conheço uns fulanos do privado que preferem estar em lay-off do que ir trabalhar, e patrões que têm o estabelecimento a funcionar e tem metade dos funcionários em lay-off ou em lay-off e tele trabalho.

      • Acho que o “!” estava a querer dizer que há muitos funcionários públicos que estão a ganhar a 100% sem fazer qualquer trabalho já há quase 1 ano, “fingindo-se” que estão em teletrabalho, quando nem sequer as funções que desempenham possibilita isso.
        Eu podia acrescentar mais um exemplo disso: sei de jardineiros municipais que estiveram muitos meses em teletrabalho a ganhar a 100%. Agora que alguém me explique como um jardineiro consegue trabalhar em teletrabalho…

  15. E porque não imputar um imposto aos supermercados – que estão a faturar muito mais neste período (e já lá vai 1 ano) – que poderia reverter, por ex. para os restaurantes, que estão a passar um mau bocado.

  16. Percebo o ponto de vista e faz algum sentido, pela maneira como exposto. Contudo, estar em teletrabalho não é propriamente um privilégio. Ou será se comparar com não ter trabalho, mas isso não merece comparação. No entanto é uma falácia achar que quem está em teletrabalho não perdeu rendimento. Seria importante mencionar que são as empresas de teletrabalho que não perdem rendimentos, antes os sobem pela diminuição dos custos, que transferem para os trabalhadores, ou colaboradores como eles dizem. Há que encontrar quem pague a crise, mas certamente muito há a fazer antes de chegar aos trabalhadores.

  17. Antes de qualquer coisa esta idéia foi exportada da Inglaterra, sendo que fazem 3 meses que foi proposta. Segundo que não é culpa das pessoas que escolheram certos empregos que podem trabalhar de casa se outras escolheram empregos que necessitam se deslocar ao local de trabalho.

  18. A crise paga pela burguesia do trabalho?
    Temos é que lhes dar computadores, pagar-lhes a luz, a água e o papel higiênico, isso sim!

    • para alem de descontar 80€ para a SS, ainda são descontados mais 50€ para IRS e só nao descontam do SA porque e pago em cartão… Utilizo o meu pc pessoal, pago luz, agua extra e internet para exercer a minha actividade em tele-trabalho, daqui a pouco ainda temos que pagar para trabalhar.

    • Idiota. Poderia ter feito um comentário com capacidade analítica, como tal não aconteceu, não passa de um cretino/parvalhão.

  19. A “burguesia do teletrabalho”??? Esta “senhora” vive onde, exactamente?
    Não será no mesmo mundo que eu, de certeza.
    Este nível de estupidez não pode ser aceite em lado nenhum, nem mascarado com as palhaçadas do “politicamente correcto”.

  20. Esta senhora ainda pensa que está no tempo do PREC onde os comunistas destruíram toda a economia e nós ainda hoje sofremos com tamanhas imbecilidades. Somos o País mais atrasado da Europa e esta trenga ainda acha que é preciso atrasar mais. PORRA !!!!

  21. “Houve uma parte substancial de pessoas em Portugal que não perderam rendimentos, toda a burguesia do teletrabalho”. “(…) teletrabalho é privilégio de uma minoria”. Então?! É uma minoria ou uma maioria? Eu responde-lhe porque me parece que anda muito confusa. É uma minoria e; muitos deles também perderam rendimentos! E digo-lhe mais! Também têm uma carga de trabalhos por isso não menospreze quem trabalha em teletrabalho. Quer ajudar? Ajude você!

  22. O que esta senhora se esquece é que quem está em teletrabalho, está em muitos casos, a assegurar as aulas dos filhos, a tomar conta de filhos com menos de 6 anos, a assegurar o trabalho (muitas vezes de noite) da empresa onde trabalha, para que esta continue a pagar impostos, para pagar a quem está em casa de subsídio… etc. etc. etc., ver com as palas postas é uma opção… mas por vezes é preciso retirar ou pelo menos abrir um pouco as palas para se ter uma visão realista e perceber efetivamente o que está a acontecer…

  23. Entristece-me profundamente estes ataques de portugueses a outros portugueses, não é assim que se resolverão os problemas do país! Podem ter a certeza! Todos devem contribuir, a promoção da honestidade e lealdade entre todos é o único caminho viável para este país!

  24. Na qualidade de membro da burguesia tenho a apreciar estas palavras com alguma satisfação. Não é a toda a hora que uma pessoa se oferece para dar dinheiro ao estado. Certamente tem poupado bastante em cabeleireiro, dado os seus penteados experimentais feitos em casa à facada. No entanto, enquanto burguês, que tem de aturar os filhos em casa, tentar trabalhar enquanto tento manter a casa quente e sã, prefiro pagar as enormes contas de energia de ter de estar em casa o dia inteiro, o triplo supermercado que agora tem que se pagar e ir ao cabeleireiro. Já agora, podia-se também taxar a 100% o que os colunistas e comentadores ganham, dado que isso é uma tarefa que todos fazemos enquanto comentamos esta notícia, e nada recebemos
    Fica a ideia para a genial professora, comentadora e espanta pássaros.

  25. Senhora Susana Peralta, estou em teletrabalho a ganhar o meu ordenado mínimo nacional (como tantos outros operadores de call-center neste pais) a trabalhar com um computador na mesa da cozinha até à meia noite a ouvir o barulho dos filhos dos vizinhos que não estão na escola, aos pulos sobre a minha cabeça. Sou uma buguesa… muito obrigada pelo seu contributo e, com certeza agradeço também em nome de todos os operadores de call-center a trabalhar para empresas de trabalho temporário e a receberem o ordenado mínimo.

  26. Economista? Só se for de alguma daquelas economias que era planificada em quinquénios pelo soviete supremo e que a história se encarregou de chumbar no exame. O que é isso de “dividir o mal pelas aldeias”? Agora tenho que andar a trabalhar (mais ainda) para os outros? Farto de sustentar parasitas com os meus impostos ando eu. Quem não está bem que se ponha, para isso existe a liberdade e a responsabilidade individual. Não me compadeço com quem acha que os outros é que são responsáveis pelas suas frustrações, com quem não se faz à vida e prefere andar a viver de mão estendida. Se o teletrabalho é assim tão bom que arranjem um trabalho em teletrabalho também. Nada do que tenho me foi dado, tive que trabalhar duro, fazer muitos sacrifícios, poupar o mais possível. Vai lá chamar burguês ao c*

  27. Estou sinceramente farto desta mentalidade pedinchona que muito vigora em Portugal. Tenho muita pena, mas quem perdeu o emprego tem mais é que se desenrascar e ir à procura de outro, em vez de ficar sentado à espera que lhe venham resolver o problema! “dividir o mal pelas aldeias”?? Isso chama-se roubar! Agora quem trabalha e paga impostos ainda tem que pagar mais para resolver os problemas dos outros?! Não basta o subsídio de desemprego? É esse tipo de mentalidade que faz com que um país degenere numa Venezuela! Aos poucos, as pessoas aprendem que não vale a pena trabalhar, poupar dinheiro, ser empreendedor, etc., porque são imediatamente apelidados de “ricos e avarentos” e taxados até mais não.

    • Eheheheee… individualismo no nível máximo… e, isso tem dado tão bons resultados!…
      Com este novo apoio de 1.400 USD para os americanos com rendimentos abaixo dos 50.000 USD, os EUA estão mesmo a transformar-se numa Venezuela…
      Só malandros incompetentes incapazes de produzir tanto como, por exemplo, um trabalhador exemplar como um Trump…

      • Ouça ! Ainda não descobriu a pólvora dos americanos ?
        É fácil e pode passar à Srª economista que iniciou a discussão.
        A moeda de refúgio mundial é o dólar. As compras de petróleo são feitas em dólares e quando alguém tenta contornar, como foi o caso do Sadam, que por sinal não era boa rês, acaba como ele, deposto e enforcado.
        Quando existe crise na américa ou se quer distribuir 1000 ou mais dólares por cada americano, o que é necessário fazer ? Poupar ? Produzir mais ? Não, basta comprar papel e tinta e ligar as impressoras para produzir dólares.
        Enquanto os outros aceitarem ou forem obrigados a aceitar, tudo corre bem, quando alguém começar a recusar o dólar cai o carmo e a trindade. É como o sub prime e outras manigâncias

  28. Quem é uma doutora em economia senão uma burguesa?! Que grande tiro no pé. Ou então tem tanto $ que está ansiosa por distribuir! Isso sim é que é altruísmo!

  29. Eu posso enumerar algumas coisas que essa senhora se esquece quando lhe sairam esses “vómitos” que proferiu. Quem está em teletrabalho, em primeiro lugar, está porque assim foi decidido pelo governo; em segundo lugar já está a ajudar os restantes ao poder ceder lugar nos transportes, e etc…, a quem tem mesmo de fazer trabalho presencial; em terceiro lugar não tendo contes no ordenado (como todos os que continuam a trabalhar presencialmente, não serão diferentes? ) já desconta mais do que quem teve cortes; quarto, quem não tem cortes mas não está em teletrabalho não é burguês? Quem trabalha em casa paga internet, água, luz, às vezes pc próprio, etc… do bolso para trabalhar; quinto, é mais benéfico para o ambiente; sexto, e se há milhões a descrição para bancos e empresas falidas, negócios ruinosos, etc…, porquê aumentar impostos?; sétimo, os impostos não são pelos rendimentos? vamos cobrar impostos diferentes em determinados setores? quem trabalha ao ar livre ou alguma outra coisa específica, deve ter taxas extra. Podia continuar o dia inteiro…, esta ideia não é nova, ouviu um idiota europeu (ainda por cima ligado a escandalos de corrupção) no Verão passado, e é uma péssima ideia. Só pode não estar a raciocinar mal, ter alguma ideologia por trás ou as duas. Há cada um…

  30. Realmente é uma tristeza ver estes comentários, depois querem fazer a diferença em quê? Não se escreveu nada de jeito, enfim…

    • Se achas isso, então dá o exemplo e faz a diferença.
      Ela faz essa sugestão. Eu faço outra, que é taxar quem tem ganho fortunas com a pandemia a começar pelas farmacêuticas.

  31. Ah ah ah não posso conter com tanto riso.
    Professora de quê? Economista? Em teletrabalho? Que vergonha para esta classe. Pobres dos alunos.

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