Cotrim de Figueiredo declara-se à Comissão de Honra “bela por dentro” e critica o “agitar de fantasmas” de Costa

António Cotrim / Lusa

O líder da Iniciativa Liberal também criticou os apelos ao voto útil de António Costa e comentou o “medo e desespero” do CDS.

Na última segunda-feira, a campanha da Iniciativa Liberal decorreu em Alcântara e na sede da Confederação Empresarial de Portugal (CIP). Durante o almoço com a Comissão de Honra do partido, o economista Ricardo Arroja, que foi cabeça de lista nas Europeias de 2019, comentou a situação do partido, aponta o Expresso.

Arroja começou por elogiar a “participação qualificada” que a Iniciativa Liberal tem tido na política e considera que o partido tem deixado “a sua marca” no debate em Portugal. “Um dia vai chegar ao governo do país”, garante Arroja, acrescentando que o partido está a ter “sucesso” no objetivo de “deixar de ser de nicho”.

O futuro do partido está também assegurado para Arroja, que acredita que “certamente surgirão outras pessoas a seguir ao João [Cotrim de Figueiredo] e ao Carlos [Guimarães Pinto, ex-líder da IL] – quiçá nesta mesa”.

O líder do partido falou logo a seguir e teceu elogios à sua Comissão de Honra com pessoas “boas e qualificadas” e fez uma referência velada à “má imprensa” e às “maçadas” do vídeo humorístico CDS sobre a “prima liberal” que se queixa das “massadas” portuguesas.

“As pessoas verdadeiramente belas não [o] são por fora, vocês são belos por dentro. E estas palavras são por interesse”, garante Cotrim, que não esquece os desafios que o partido tem pela frente, já que “as pessoas não gostam de mudança”, mas promete que juntos vão “transformar Portugal num país mais liberal” com a redução dos impostos, a opção de escolha na educação e a reforma da saúde.

Ricardo Arroja rematou com um apelo a que os liberais debatam “ideias que tenham funcionado noutros países”. Portugal não precisa de “inventar” ideias, apenas de “adaptar as que funcionam à sociedade portuguesa“.

Antes do almoço, João Cotrim de Figueiredo também deixou mais críticas a António Costa. “A dramatização do medo não é aceitável. Agitar fantasmas é pouco sensato”, afirmou em resposta aos apelos de Costa ao “voto útil”.

O deputado comentou a hostilidade do CDS contra os liberais nos últimos dias, especialmente com o vídeo de campanha endereçado à “prima liberal”, respondendo que as críticas dos centristas são “um sinal de medo e desespero”.

Mesmo assim, Cotrim de Figueiredo lembra que é mais o que une do que o que os separa e não fecha a porta a um entendimento com o CDS.

  ZAP //

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