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Consumo de antidepressivos aumentou e a culpa não é da troika

SXC

foto: sxc

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O consumo de antidepressivos em Portugal mais do que triplicou desde 2000, segundo um estudo da autoridade portuguesa do medicamento (Infarmed), que não relaciona o aumento do consumo destes medicamentos nos últimos dois anos com o resgate financeiro.

O consumo de antidepressivos passou de pouco mais de 20 doses diárias por 1.000 habitantes em janeiro de 2000 para quase 90 doses diárias por 1.000 habitantes em março de 2013, segundo o Infarmed.

O estudo “A Utilização de Psicofármacos no Contexto de Crise Económica“, desenvolvido pela investigadora Cláudia Furtado, do Gabinete de Estudos e Projetos do Infarmed, pretendeu analisar o nível e a tendência de utilização de psicofármacos associada à implementação do Memorando de Entendimento, assinado em 2011.

Drª Cláudia Furtado (foto: reprodução / Facebook)

Drª Cláudia Furtado (foto: reprodução / Facebook)

Segundo as conclusões do estudo, o número de doentes em tratamento com psicofármacos não aumentou em consequência da implementação das medidas constantes do memorando da Troika.

Em Portugal a rede social e familiar pode ter atenuado o impacto da instabilidade económica na saúde mental mas existem outras justificações que devem ser tidas em consideração na interpretação destes resultados.

Veja o estudo aqui: Infarmed

ZAP

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