“Parece um filme”: iPad que esteve 5 anos num rio resolve assalto a museu e tentativa de homicídio

Metropolitan Police

O iPad que ajudou a resolver uma série de crimes.

Tablet tinha cartão SIM intacto e “tramou” três homens envolvidos numa tentativa de homicídio em Londres e no assalto milionário a um museu suíço, de onde roubaram artefactos valiosos da dinastia Ming.

Um iPad recuperado do rio Tamisa, mais de cinco anos depois de ter sido atirado à água, ajudou recentemente a condenar três homens envolvidos numa tentativa de homicídio em 2019, revelou a Polícia Metropolitana de Londres em comunicado.

O tablet, descoberto durante uma busca relacionada com o caso, já não estava funcional, mas o cartão SIM foi encontrado intacto e estava ligado a Daniel Kelly, 46 anos, um dos principais suspeitos na investigação e que, com os irmãos Stewart e Louis Ahearne, de 46 e 36 anos, foi considerado culpado de conspiração para assassinato na segunda-feira.

O trio orquestrou um tiroteio a 11 de julho de 2019, que deixou a vítima, Paul Allen, de 45 anos, paralisada para o resto da vida. Os investigadores rastrearam o plano do grupo e a execução do ataque com a ajuda dos dados do iPad, registos dos telemóveis, imagens de segurança e reconhecimento de matrículas. Os três tinham colocado um dispositivo de localização no carro da vítima e usado o iPad para monitorizar os seus movimentos.

Na noite do tiroteio, Kelly e Louis Ahearne dirigiram-se à casa de Allen enquanto Stewart Ahearne esperava num carro alugado. Às 23h09, foram disparados seis tiros contra a casa que atingiram Allen, que se encontrava na cozinha.

A investigação também associou os mesmos indivíduos a um roubo de um museu na Suíça, que teve lugar apenas um mês antes do atentado de Londres. O trio foi responsável por roubar artefactos valiosos da dinastia Ming no valor de mais de 2,3 milhões de dólares do Museu de Artes do Extremo Oriente, em Genebra.

Stewart e Louis Ahearne foram extraditados para a Suíça no início do ano, onde foram condenados a três anos e meio de prisão, cinco anos de proibição de voltar a entrar no país e multas de cerca de 60 mil dólares cada.

“A recuperação do iPad corroborou a nossa teoria de que este [o iPad] tinha sido utilizado para localizar a vítima e movimentar dispositivos de comunicação ligados aos arguidos”, disse o detetive Matt Webb ao The Washington Post. “Encontrar isto cinco anos depois num rio de maré foi uma verdadeira surpresa! Também levanta a questão: porque é que alguém sentiria a necessidade de deitar fora um iPad no rio?”

“Parece o enredo de um êxito de bilheteira de Hollywood”, disse ainda o responsável pelo caso.

ZAP //

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