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Coleção Berardo fica mais seis anos no CCB

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endless autumn / Flickr

Museu Colecção Berardo

A Coleção Berardo vai manter-se no Centro Cultural de Belém (CCB) por mais seis anos, na sequência de um acordo alcançado entre o Ministério da Cultura e Joe Berardo.

De acordo com o Público, o Governo e o empresário chegaram a acordo sobre a continuidade da coleção no CCB, prevendo renovações automáticas a partir de 2022, “se não for denunciado por nenhuma das partes”.

O empresário Joe Berardo e o gabinete do Ministério da Cultura confirmaram ao Público o fecho das negociações que começaram antes do verão. A assinatura da “adenda ao acordo de 2006” será feita na quarta-feira no CCB, em Lisboa.

Quanto ao conteúdo do protocolo, o Ministério da Cultura adiantou apenas que caberá à Fundação Berardo decidir se as entradas continuarão a ser gratuitas.

O Público realçou, contudo, ainda que a Fundação Berardo “vai passar a assumir as despesas da bilhética e fica obrigada a garantir entradas grátis pelo menos um dia por semana“.

A adenda obtida pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, “garante que as mais de 900 obras do Museu Coleção Berardo, instalado no CCB desde junho de 2007, vão ficar exatamente onde estão, pelo menos até ao final de 2022”, revelou o jornal.

O acordo entre as partes foi assinado em 2006 e o museu abriu em junho de 2007, tendo as aquisições sido feitas nesse ano e no seguinte, surgindo a Coleção Estado/Berardo, com um total de 214 peças de artistas portugueses e estrangeiros, que “atualmente está parada”.

O acordo de empréstimo das obras da coleção de arte do empresário para a criação do Museu Berardo, instalado no CCB, terminava a 31 de dezembro deste ano.

O Público recorda que um braço de ferro entre o anterior presidente do CCB, António Lamas, o então ministro da Cultura João Soares e o presidente da Câmara Fernando Medina acabou por conduzir à demissão do primeiro, em fevereiro deste ano.

À semelhança dos seus antecessores Lamas, nunca escondeu o desconforto que sentia em relação ao Museu Berardo. “Se tivesse de dispor daquele espaço, não o alienaria a uma única entidade“, afirmou Lamas ao Público em novembro de 2014, referindo-se ao facto de o museu ocupar todo o centro de exposições do CCB.

 

Em julho, no parlamento, o ministro da Cultura anunciou que a opção tinha sido renegociar o acordo porque o Governo e Berardo estavam interessados em manter a coleção em Portugal.

O Museu Berardo abriu com um acervo inicial de 862 obras da coleção de arte do empresário, cedidas ao Estado, e avaliadas nessa altura em 316 milhões de euros pela leiloeira internacional Christie’s.

O museu celebrou nove anos em junho passado, com mais de seis milhões de visitantes das exposições permanentes e temporárias, segundo dados do museu.

 

ZAP / Lusa

2 Comments

  1. O Berardo a faturar e o contribuinte a pagar !
    Houve pudor do jornalista em colocar na notícia o valor anualmente pago a Berardo ?!

  2. e foi para isto que se cosntruiu o CCB? desde um quadro em branco a dois pedaços de madeira colocados no chao…a vários caixotes do lixo de folha a plástico…..de facto e lamentável que os portugueses estejam a sustentar esta coleção que não e mais que o caixote do lixo da arte. certa esquerda em Portugal ate lhe convem que os papalvos gostem disto…para depois os seus artistas protegidos fazerem boa figura.
    naqueles belos salões poderia fazer se algo mais e mais util que expor ridículas “obras de arte” pagas a peso de ouro……eu la deixaria a minha escultura se pudesse e o espaço fosse livre e democratico..um caglhoto de cao embrulhado num papel de jornal onde se evidenciasse a foto do berardo abraçado ao socrates.

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