Os cientistas já calcularam quanto tempo falta para o apocalipse

 

NASA Goddard Space Flight Center / Flickr

Uma "erupção gigantesca carregada de sais" que poderia acabar com a camada de ozono e provocar um apocalipse vulcânico.

Uma “erupção gigantesca carregada de sais” que poderia acabar com a camada de ozono e provocar um apocalipse vulcânico.

Os cientistas vaticinam que, um dia, a vida humana terrestre terá um fim – e até já fizeram alguns cálculos sobre quando isso poderá acontecer.

Os seres humanos já sobreviveram a inúmeras catástrofes, naturais ou por eles próprias provocadas, e existem há 3,5 mil milhões de anos. Mas a ciência prevê que o apocalipse, que erradicará a vida humana da Terra para sempre, pode de facto acontecer. E há até ideias quanto ao prazo em que isso se pode verificar, conforme uma análise feita pela BBC.

O apocalipse vulcânico é uma dessas situações que os cientistas vaticinam poder vir a acontecer no prazo de 0 a 100 milhões de anos. Está em causa uma “erupção gigantesca carregada de sais” que poderia acabar com a camada de ozono, algo que é certo que vai acontecer, segundo aponta o geólogo Henrik Svensen, da Universidade de Oslo, na Noruega, citado pela BBC.

Don Davis / NASA

Um choque de asteróides terá contribuído para a extinção dos dinossauros e poderá fazer o mesmo à espécie humana.

Um choque de asteróides terá contribuído para a extinção dos dinossauros e poderá fazer o mesmo à espécie humana.

O choque de asteróides é outra realidade que os cientistas perspectivam poder ocorrer dentro de 450 milhões de anos. Uma colisão similar terá contribuído para a extinção dos dinossauros e poderá fazer o mesmo à raça humana.

O congelamento do núcleo da Terra levaria o nosso planeta a perder o seu campo magnético e a atmosfera e é uma possibilidade no prazo de 3 a 4 mil milhões de anos, segundo estudos científicos. Há pesquisadores que defendem que o campo magnético em torno da Terra desvia partículas prejudiciais que são lançadas pelo Sol, pelo que a sua inexistência causaria a extinção da vida como a conhecemos.

A erupção de raios gama é um fenómeno que os cientistas acreditam poder tornar algumas zonas da Terra absolutamente inabitáveis e que prevêm poder acontecer dentro de 500 mil anos. Ou nunca! Estas erupções são essencialmente explosões no espaço, nomeadamente quando duas estrelas chocam uma contra a outra, e podem prolongar-se por segundos ou por minutos. Uma situação potencialmente mais demorada poderia destruir a camada de Ozono da Terra, o que deixaria os humanos mortalmente expostos aos raios ultravioletas.

NASA

A erupção de raios gama é um fenómeno que os cientistas acreditam poder tornar algumas zonas da Terra absolutamente inabitáveis

A erupção de raios gama é um fenómeno que os cientistas acreditam poder tornar algumas zonas da Terra absolutamente inabitáveis

As estrelas errantes são outro fenómeno potencialmente apocalíptico que os cientistas vaticinam poder ocorrer dentro dos próximos 1 milhão de anos, colocando astros em rota de colisão com a Terra.

Aliás, este tipo de ocorrência terá já acontecido, há 70 mil anos, de acordo com um estudo da Universidade de Rochester, nos EUA, segundo cita a BBC, notando que “por volta da época em que os primeiros hominídeos saíram da África, um planeta-anão vermelho chamado Scholz deu um passeio pela área mais remota do Sistema Solar, onde se localiza a nuvem de Oort, um amontoado de blocos de gelo que circula longe dos restantes planetas”.

E se for a própria vida a terminar com a vida humana?

Essa circunstância, que poderá soar estranha, é, na verdade, um dado recorrente da história das espécies e pode acabar com os seres humanos no prazo de 500 milhões de anos, acredita o paleontólogo Peter Ward, da Universidade de Washington, em Seattle.

Peter Ward / ecoagile.net

Hipótese de Medeia: A Natureza tem uma irmã gémea maléfica

Hipótese de Medeia: A Natureza tem uma irmã gémea maléfica

A hipótese de Medeia, defendida por este cientista, destaca que novas formas de vida poderão acabar com a vida que existe actualmente. Peter Ward faz referência a fenómenos passados, nomeadamente quando, há 450 milhões de anos, as plantas alteraram a composição do solo provocando a era glaciar. O cientista vaticina assim que, com o crescente aquecimento do Sol, as plantas vão perder a capacidade de fotossíntese, o que levará à sua morte e à consequente extinção da vida animal.

O Sol, ou mais concretamente, a sua expansão, é outro fenómeno potencialmente apocalíptico apontado pelos cientistas como provável no prazo de entre 1 e 7,5 mil milhões de anos. Os cientistas prevêm que dentro de 5 mil milhões de anos o Sol vai começar a expandir-se e que daqui a 7,5 mil milhões de anos engolirá por completo a Terra.

Num cenário tal, apenas os microorganismos super-resistentes sobreviveriam. O que leva à conclusão de que só a tecnologia poderá salvar a raça humana – se esta ainda andar por cá.

ZAP

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8 COMENTÁRIOS

  1. Com noticias desta espécie não nos vale a pena gastar dinheiro em medicações para aumentar o tempo de vida. No entanto um milhão de anos nãoé assim tão preocupante. Só que acabar é o destino de tudo, principalmente a vida. Ao fim e ao cabo morre-se todos os dias, alguns morrem à nascença e até há quem nasça morto.
    Já para não falar daqueles que nunca deveriam ter nascido. Penso eu. E não estou preocupado.

  2. O Universo só existe há 12 mil milhões de anos. Toda as referências a biliões são erros de tradução; graves aqui.

  3. Já que estamos numa de corrigir, sugiro mais uma: na legenda “Um choque de asteróides terá contribuído para a extinção dos dinossauros e poderá fazer o mesmo à raça humana.” em vez de “raça” deveria estar “espécie”. Nós, enquanto “humanos”, somos uma espécie. Uma espécie que tem diversas raças.

  4. O fim da terra será com a 2. vinda de Cristo (este acontecimento é referido no novo testamento mais de 50 vezes). Na 1.ª vinda também existiam várias profecias relativamente à Sua vinda.

  5. “Os seres humanos já sobreviveram a inúmeras catástrofes, naturais ou por eles próprias provocadas, e existem há 3,5 mil milhões de anos.”

    Estarão a referir-se aos prokaryotes ? É que a espécie Humana anda por cá há muito menos tempo que isso.

    Mamíferos nos últimos 200 milhões de anos apenas…

    Obrigado pelo artigo.

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