Caso de legionella na Maia está “controlado e mitigado”

André Kosters / Lusa

O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes

O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes

O ministro da Saúde disse, esta terça-feira, que o caso de “doença dos legionários” detetado numa fábrica na Maia, Porto, está “controlado e mitigado”, e indicou que estão a ser tomadas “medidas cautelares”.

“As medidas cautelares estão a ser tomadas. Penso que é um caso relativamente controlado e mitigado e, portanto, aguardaremos as informações que a Direção-Geral de Saúde e o Ministério do Ambiente irão divulgar nos próximos dias”, afirmou Adalberto Campos Fernandes.

Falando aos jornalistas à margem da cerimónia de apresentação dos novos centros de saúde para Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento, admitiu, contudo, não ter “mais nenhuma informação do que aquela que foi publicitada ontem [segunda-feira]”.

“Fui informado pelo senhor diretor-geral de Saúde ontem e, naturalmente, que ele, enquanto autoridade nacional de saúde, age como é de protocolo nestas situações“, vincou.

Na segunda-feira, o diretor-geral de saúde, Francisco George disse à Lusa que “o Instituto Ricardo Jorge identificou a relação causa-efeito entre as secreções pulmonares de um doente com pneumonia provocadas por uma bactéria que é a mesma detetada na água da torre de arrefecimento da respetiva empresa fabril”.

De acordo com Francisco George, o caso foi sinalizado na última semana de fevereiro.

“Todas as medidas foram tomadas para controlar o problema e prevenir novas ocorrências. Prosseguem os estudos em mais sete casos que foram diagnosticados nas últimas semanas”, afirmou.

Sakthi admite caso de legionella em novembro

O presidente do conselho de administração da Sakthi Portugal, na Maia, admitiu hoje a ocorrência em novembro passado de um caso de “doença dos legionários” num colaborador da empresa e a deteção em fevereiro daquela bactéria numa torre de refrigeração.

Em declarações aos jornalistas na sequência da revelação, na segunda-feira, pela Direção-Geral de Saúde, de um caso confirmado de “doença dos legionários” numa fábrica na Maia, Jorge Feshc disse que a doença do colaborador – provocada pela bactéria ‘legionella pneumophila’ – foi diagnosticada pela equipa médica da empresa em novembro, estando o trabalhador neste momento “recuperado”.

Desde então, assegurou, a empresa “reforçou” os procedimentos que já vinha cumprindo “há muito tempo” para “prevenir várias eventualidades”, mas as análises efetuadas “por empresas acreditadas” às várias torres de refrigeração sempre se revelaram negativas, não tendo o caso sido reportado à DGS ou à Inspeção-Geral do Ambiente.

“Não tratámos com nenhuma autoridade especificamente, foram procedimentos internos da empresa”, afirmou o administrador, assegurando que a empresa “é toda ela certificada em variadíssimos domínios, nomeadamente no ambiente, e portanto tomou sempre as medidas que preservam o ambiente de acordo com as recomendações da legislação em vigor e até das recomendações internacionais”.

De acordo com Jorge Feshc, a Sakthi foi abordada pela DGS em fevereiro passado para “aprofundar” a situação – da qual terá sido notificada pelo hospital para onde foi encaminhado, em novembro, o trabalhador – tendo sido uma das análises entretanto efetuadas diretamente por este organismo que detetou a existência da bactéria numa das torres da refrigeração da empresa.

A doença, provocada pela bactéria ‘legionella pneumophila’, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

ZAP // Lusa

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