Há centenas de bicos de aves em vias de extinção à venda no Facebook

Centenas de partes da ave calau-de-capacete — espécie ameaçada de extinção —, apareceram à venda em grupos tailandeses no Facebook.

O Calau-de-capacete Rhinoplax vigil habita a floresta tropical da Indonésia e da Península Malaia. É um pássaro grande e com um bico em forma de capacete nas cores amarela, laranja e vermelha. O seu bico é vendido como o marfim de elefante e serve para fins ornamentais.

O pássaro está protegido nos cinco países que habita, mas os caçadores furtivos continuam a matá-lo e a vendê-lo. Uma pesquisa de seis meses realizada pela TRAFFIC, Rede de Monitorização do Comércio de Animais Selvagens, encontrou 40 grupos no Facebook onde o calau-de-capacete e outras espécies estavam à venda.

A pesquisa da TRAFFIC descobriu pelo menos 236 posts na rede social, que ofereciam 546 partes de calau, incluindo 94 cabeças inteiras, além de joias e taxidermia.

As publicações eram sobretudo do calau-de-capacete, mas algumas partes expostas eram ainda de outras espécies de calau, como o calau-de-bico. Alguns vendedores eram de países em que a espécie nem sequer existe, o que significa que pelo menos alguns traficaram peças através da fronteira.

Bernard DUPONT / flickr

Trabalho de decoração no bico de um calau-de-capacete.

Segundo um comunicado de imprensa do Facebook, a empresa emitiu uma política que proíbe o comércio de animais selvagens, na plataforma de negócios, que não são verificados.

Um porta-voz da empresa acrescentou ainda que “o Facebook não permite a venda ou o comércio de espécies ameaçadas ou das suas partes” e que removem esse conteúdo assim que se tiver conhecimento, avança a Gizmodo.

“Somos membros da Aliança Global do Fundo Mundial para a Vida Selvagem e estamos comprometidos a trabalhar com a TRAFFIC para interromper a venda de animais ameaçados de extinção”, disse o porta-voz.

Desde então, 35 dos 40 grupos da pesquisa da TRAFFIC deixaram de estar ativos, embora as publicações nos restantes grupos continuem a crescer. A TRAFFIC observou ainda que os vendedores, por norma, voltam depois de um período de inatividade ou mudam para locais ocultos na Internet para vender os seus produtos.

Os cascos do Rhinoplax vigil fazem parte de uma questão maior do que o comércio ilegal de animais selvagens na Internet. Um relatório da TRAFFIC do ano passado encontrou 1521 animais vivos à venda em 12 páginas do Facebook na língua tailandesa.

Para diminuir o número de posts que anunciam a venda ilegal de animais selvagens, a TRAFFIC sugere que se denuncie às autoridades e ao Facebook. Contudo, o estudo revela que a proteção desta espécie exige mais cooperação entre os países em que o calau-de-capacete habita, para além de mais controlo de conteúdo online.

DR, ZAP //

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